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	<title>gustavo.maganha, Author at República DG | O seu lugar favorito na Internet</title>
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	<description>República DG &#124; Notícias, guias, dicas, opiniões e análises sobre entretenimento e tecnologia</description>
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		<title>Review: Superfuse (PC)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[gustavo.maganha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2023 17:25:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[pc]]></category>
		<category><![CDATA[Raw Fury]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Stitch Heads]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apostando no cooperativo com até quatro jogadores e na variedade de builds, game em acesso antecipado tem pontos que necessitam de uma evolução.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Vindo do pequeno estúdio Stitch Heads, localizado nos países baixos, Superfuse é um RPG de ação com câmera isométrica que utiliza a fórmula de games conhecidos do gênero, como Diablo, em um universo de temática mais voltada ao cyberpunk.</p>



<p class="has-text-align-justify">Publicado pela Raw Fury, o game tem sólida inspiração na arte de HQs, utilizando o estilo de gibis em suas cinemáticas. Tendo como objetivo o jogo cooperativo, o título aposta em uma árvore de habilidades completamente moldável e em uma progressão constante de personagem para engajar os jogadores. A análise a seguir, feita a partir de um produto que não está totalmente pronto, procura apresentar pontos positivos e dar feedbacks sobre possíveis caminhos a serem seguidos.</p>



<p class="has-text-align-justify">Superfuse está disponível apenas para PC, via Steam. Um agradecimento especial a Stitch Heads Entertainment e a Raw Fury por disponibilizarem uma cópia do jogo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Superfuse Demo Cinematic Intro" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/DhgJ9D7rpuU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h2><strong><mark class="has-inline-color has-orange-light-color">Próteses encaixadas, páginas perdidas</mark></strong></h2>



<p class="has-text-align-justify">A narrativa de Superfuse conta a história de uma humanidade devastada que precisou se apoiar em corporações e magnatas para sobreviver. Divididos entre planetas e jogados à própria sorte, os humanos sucumbiram para uma espécie de praga chamada Corrupção, enquanto a elite preocupava-se em buscar meios de atingir a imortalidade.</p>



<p class="has-text-align-justify">Em Superfuse, assumimos o controle de um <em>Enforcer</em>, que possui habilidades diferenciadas e é especializado em lidar com qualquer tipo de ameaça que assole a sociedade. A serviço dos que têm dinheiro, descobrimos segredos e conspirações à medida em que aceitamos de prontidão qualquer tipo de trabalho sujo que dê um bom loot e garanta o dinheiro no bolso.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2023/02/20230203153023_1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-28314"/><figcaption>Até a tela de loading é estilosa. Captura de tela: Gustavo Maganha</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-justify">Contado em certos momentos por páginas de histórias em quadrinhos, o enredo de Superfuse tem muito potencial, mas é limitado ao contexto geral da obra. Por não ser o foco, acaba virando elemento secundário e sendo distribuído pelo ambiente e em falas de personagens mundanos. O único problema aqui gerado é que a complexidade da história não acompanha sua qualidade visual, o que causa uma quebra de expectativa após algum tempo de jogatina.</p>



<p class="has-text-align-justify">Mesmo em acesso antecipado, não acredito que haverá mais esforços voltados ao conteúdo narrativo de Superfuse. Não era de se esperar que um RPG com outros pontos a serem explorados tivesse um <em>background</em> tão bacana, então o gostinho de quero mais pode ser mais amargo do que o normal.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2023/02/20230203152608_1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-28315"/><figcaption>São três classes para escolher e mais uma chegará no futuro. Captura de tela: Gustavo Maganha</figcaption></figure></div>



<h2><strong><mark class="has-inline-color has-orange-light-color">Efeitos mutáveis</mark></strong></h2>



<p class="has-text-align-justify">O destaque do título fica por conta do visual cartunesco, que atinge um surpreendente equilíbrio entre o agradável e o grotesco. De modelos de personagens a placas e outdoors, tudo em Superfuse tem um ar futurístico familiar, mas que foge do enjoativo justamente por trazer um charme que vemos pouco, principalmente em jogos do gênero.</p>



<p class="has-text-align-justify">E o positivo no visual se estende às habilidades, que dão um show nos efeitos e nas possibilidades de construção de personagem. Tendo a progressão como foco central da experiência, Superfuse nos apresenta um conjunto de poderes a ser escolhido no início e dá a liberdade de moldar seu protagonista de uma forma ironicamente orgânica. Podemos optar por um <em>Berserker</em> mais voltado ao dano ou resistência com a mesma viabilidade que uma <em>Elementalist</em> totalmente focada em magias de gelo, por exemplo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2023/02/20230203153105_1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-28316"/><figcaption>A &#8220;árvore&#8221; de habilidades que não é uma árvore. Geneticamente irônico, não? Captura de tela: Gustavo Maganha</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-justify">Já o grotesco é inserido em modelos de inimigos, que se contorcem e não seguram o alto teor de gore. Combinado às hordas de humanos corrompidos, cada animação parece genuinamente única. Seja esticar o braço  para um soco concentrado ou soltar um jato de fogo pelas mãos, qualquer ação em Superfuse com certeza pintará o chão de vermelho.</p>



<h2><strong><mark class="has-inline-color has-orange-light-color">Feedbacks Futuristas</mark>&nbsp;</strong></h2>



<p class="has-text-align-justify">Os feedbacks a seguir tem a intenção de auxiliar o processo de desenvolvimento e criticar certos pontos do game que, ainda que aceitáveis para um acesso antecipado, podem necessitar uma maior atenção do pessoal da Stitch Heads.</p>



<p class="has-text-align-justify">Superfuse é construído com o elemento cooperativo imbuído em seu DNA. Mesmo sendo parte crucial para uma boa experiência, o estúdio infelizmente optou por separar personagens <em>offline</em> e <em>online</em>, o que pode originar situações desagradáveis. Se estiver sem internet, não pode utilizar o herói que investiu tanto tempo construindo no modo <em>online</em>. E se criar um herói <em>offline</em>, não há a opção de usá-lo em sessões de jogatina com os amigos. Em resumo, escolheram limitar a forma de aproveitar o produto em troca de um servidor sincronizado que vira e mexe pode ficar indisponível.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-justify">O título precisa de um tutorial e de um esquema de missões principais mais elaborado. Você é jogado em um universo cyberpunk para explorar, mas não tem direcionamentos de como mecânicas básicas de inventário e habilidades funcionam. Um problema recorrente em jogos de acesso antecipado são desenvolvedores entregarem um produto pronto para jogar, mas que carece de informações de como fazê-lo. Isso acontece em Superfuse e é intensificado pelo gênero naturalmente desbalanceado dos RPGs de Ação. A complexidade está lá, mas precisa de mais cuidado para ser descoberta.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2023/02/20230203154912_1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-28317" width="760" height="427"/><figcaption>Explorar é legal, mas você se perde rápido no começo do jogo. Captura de tela: Gustavo Maganha</figcaption></figure>



<p class="has-text-align-justify">A movimentação e o combate são os pontos negativos do jogo. Apesar da grande e bem-vinda variedade de composições e habilidades, não é muito necessário apertar mais do que um botão para sobreviver aos perigos. Atacar e mover é uma gangorra que sobe e desce em uma frequência tão monótona que prova-se cansativo explorar. Por que matar mais dezenas de monstros para achar um equipamento específico se tem tão pouco desafio envolvido?</p>



<p class="has-text-align-justify">Por fim, Superfuse precisa explorar um diferencial. No momento, o game é um RPG de Ação com câmera isométrica que tenta fugir da temática de fantasia medieval… e só. Estilo gráfico e universo cyberpunk são bons começos, mas não sustentam o peso colocado em cima das <em>builds</em> e não conseguem de fato engajar quem realmente curte esse estilo de jogo. O sistema de <em>loot</em> ainda é inicial, a narrativa é opaca e a jogabilidade não é das melhores. Tudo isso somado à necessidade de optar por um mundo <em>offline</em> ou <em>online</em>, sem possibilidade de retorno, é cruel o suficiente para que grupos de amigos fiquem fissurados pelo game por dois ou três dias no máximo.</p>



<h2><strong><mark class="has-inline-color has-orange-light-color">Vale a pena acreditar em Superfuse?</mark></strong></h2>



<p class="has-text-align-justify">É muito difícil recomendar um jogo em acesso antecipado. Mais ainda quando o produto é feito para um público particular e exige o cooperativo para uma boa experiência. Superfuse é bacana e foi muito bem pensado em alguns aspectos, mas sinceramente não há motivos para investir em algo que você largará em dois dias&#8230; três se tiver alguns amigos. Mantenha o título na lista de desejos e confira-o de tempos em tempos. É esperado que o produto melhore ao decorrer do desenvolvimento e que fatores limitantes e ajustes gerais tornem o expurgo da Corrupção algo mais agradável.</p>
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		<title>Review &#8211; ZERO Sievert (PC)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[gustavo.maganha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2022 13:44:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[CABO Studio]]></category>
		<category><![CDATA[Modern Wolf]]></category>
		<category><![CDATA[pc]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[ZERO Sievert]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em acesso antecipado, jogo indie de sobrevivência traz boa variedade de conteúdo, mas precisa de ajustes em sua jogabilidade.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<p class="has-text-align-justify">Após sua campanha no Kickstarter arrecadar mais que o dobro da meta original, o desenvolvedor Luca Carbonera, fundador do CABO Studio, viu seu projeto conquistar uma comunidade valiosa o suficiente para encorajar o lançamento de ZERO Sievert em acesso antecipado.</p>



<p class="has-text-align-justify">Publicado pela Modern Wolf, o game de sobrevivência tem um estilo exclusivamente <em>pixel-art</em> e adota uma câmera <em>top-down</em> para apresentar a temática de apocalipse nuclear, muito explorada no mundo dos jogos. Com a intenção de ser um jogo desafiador e completamente offline, ZERO Sievert foca em ser “fácil de aprender, difícil de dominar”, tendo muito conteúdo e incentivando a progressão constante como forma de engajamento.</p>



<p class="has-text-align-justify">A análise a seguir, feita a partir de um produto que não está totalmente pronto, procura apresentar pontos positivos e dar feedbacks sobre possíveis caminhos a serem seguidos.</p>



<p class="has-text-align-justify">ZERO Sievert está disponível apenas para PC, via Steam. Um agradecimento especial a Modern Wolf e ao CABO Studio por disponibilizarem uma cópia do jogo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/11/Zero-Sievert_Key-Art_HD_no-logo-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-25494"/><figcaption>Divulgação: CABO Studio e Modern Wolf</figcaption></figure></div>



<h2><strong><mark class="has-inline-color has-orange-light-color">Caçador de esperanças</mark></strong></h2>



<p class="has-text-align-justify">O enredo em ZERO Sievert serve apenas para contextualizar o teor apocalíptico do jogo. A cidade fictícia de Zakov foi acometida por um acidente de uma usina nuclear e completamente comprometida por causa da radiação. ZERO Sievert é o último lugar seguro do território, sendo um bunker que abriga sobreviventes e os mais diversos serviços, como ala médica, treino de soldados e até um bar.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-justify">O protagonista é um<em> hunter</em>, responsável por explorar diversas zonas perigosas da caída Zakov, completando tarefas e buscando suprimentos. Ainda que puramente secundária, a trama construída pelo game é bacana pois permite não se limitar a fatos concretos. Tudo que é dito ou descoberto quanto a história, pelo menos no que diz respeito ao conteúdo disponível até o momento, parece ter certa ambiguidade ou ser levemente aberto a interpretações.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-justify">A narrativa, claro, não está só nas falas, textos e contextos, mas presente na ambientação dos cenários de forma variada. A ambientação de lugares internos, por exemplo, parece contar algo muito mais valioso do que é possível observar no mundo aberto, que acaba focando demais na imensidão de seu tamanho e de seus elementos surpresa. No geral, ZERO Sievert está longe de inovar no quesito enredo, mas consegue atingir um nível decente para manter a esperança longe das zonas de perigo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/11/ZERO-Sievert-5-1024x576.png" alt="" class="wp-image-25495"/><figcaption>Uma semana? Se sobrevivi uns 3 minutos foi muito&#8230; Divulgação: CABO Studio e Modern Wolf</figcaption></figure>



<h2><strong><mark class="has-inline-color has-orange-light-color">Complexidade apocalíptica</mark></strong></h2>



<p class="has-text-align-justify">Se fosse possível definir ZERO Sievert em uma palavra, seria <strong>complexidade</strong>. O visual e o enredo aparentemente simples escondem uma infinidade de mecânicas, itens e nuances a serem descobertas e aprendidas. Logo de início, após breves mensagens indicando ações básicas, o jogador é convidado a dar o primeiro pontapé em direção à exploração, ponto central da experiência.</p>



<p class="has-text-align-justify">Dividida em cenários abertos e gerados aleatoriamente, a busca por suprimentos mistura diversos elementos, indo do bom e velho gerenciamento de inventário e recursos até o confronto com animais, monstros e humanos hostis. Em uma comparação direta, feita com frequência pela comunidade do game, ZERO Sievert é um Escape From Tarkov, com a diferença de ser balanceado exclusivamente para a modalidade PvE, ou seja, sem interações online.</p>



<p class="has-text-align-justify">Ao explorar as áreas, quem joga precisa concentrar-se em cumprir as tarefas pedidas por NPCs da base e, ao mesmo tempo, juntar <em>loot</em> para evoluir em sua própria progressão. Considerando que para retornar à base em segurança é preciso achar um ponto de extração, que pode ser bem raro em alguns casos, a tensão desenvolvida entre carregar muitos itens ao mesmo tempo e inevitáveis confrontos que colocam tudo a perder são os temperos que salgam ZERO Sievert para que o jogo de sobrevivência desça com gostinho de quero mais.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/11/ZERO-Sievert-1-1024x576.png" alt="" class="wp-image-25496"/><figcaption>Sempre tem muito o que explorar em ZERO Sievert. Divulgação: CABO Studio e Modern Wolf</figcaption></figure>



<p class="has-text-align-justify">Depois de coletar todos os itens e, com sorte, voltar à Zero Sievert, é possível interagir com aliados por um sistema de trocas que herda as características do comércio de This War of Mine. No título da 11 bits, trocar era a única maneira de conseguir um item. Aliando essa exclusividade com a necessidade, temos a receita perfeita. Se remédios são a única forma de salvar um personagem importante, abdicar de uma arma e ficar desprotegido pode ser a saída mais razoável (e desagradável).</p>



<p class="has-text-align-justify">Em ZERO Sievert, não há exclusividade no sistema de trocas. Com uma profundidade maior devido à quantidade de itens, são inúmeras as opções e combinações, o que necessariamente não implica em um processo melhor ou pior. Sendo possível comprar itens com dinheiro ganho em tarefas, as trocas acabam ficando como um recurso secundário no amontoado de mecânicas disponíveis.&nbsp;</p>



<h2><strong><mark class="has-inline-color has-orange-light-color">Sobrevivendo aos feedbacks</mark></strong></h2>



<p class="has-text-align-justify">Por ser um jogo em acesso antecipado, é plausível reservar um espaço para discutir aspectos de ZERO Sievert que podem ser melhorados. É importante reforçar que os pontos a seguir não podem ser encarados propriamente como críticas, mas sim como observações que almejam a melhora do conteúdo já instaurado no caos de Zakov.</p>



<p class="has-text-align-justify">Em primeiro lugar, ZERO Sievert precisa de um tutorial retrabalhado. O tutorial disponível na versão desta análise encontra-se apenas no menu principal e é simples até demais, não apresentando uma interação ou estímulo para ser totalmente lido. Em um game que precisa introduzir certos desafios ao jogador, é essencial que os primeiros minutos ou horas sejam agradáveis e de progressivo aprendizado. Liberar um caçador em uma terra desolada sem muitas pistas é árduo e cruel, mas não pode afetar quem de fato segura o mouse.</p>



<p class="has-text-align-justify">Outro ponto a ser melhorado é a visibilidade. A perspectiva <em>top-down</em> escolhida tem a intenção primária de dar uma visão mais abrangente ao player, mas em ZERO Sievert faz justamente o oposto. Com elementos 2D bloqueando a visão de forma estranha, fica complicado ter alguma noção de espaço, principalmente em momentos tensos. Uma árvore, por exemplo, pode (e deve) bloquear tiros e impedir o acerto ao alvo, mas não pode bloquear a visão que se tem do alvo em si. Caso contrário, seria melhor seguir com um jogo de tiro em primeira pessoa.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/11/ZERO-Sievert-2-1024x576.png" alt="" class="wp-image-25497"/><figcaption>Os tiroteios são tensos e é difícil sair sem algum arranhão. Divulgação: CABO Studio e Modern Wolf.</figcaption></figure>



<p class="has-text-align-justify">Ainda na questão de jogabilidade, o sistema de inventário de ZERO Sievert é erroneamente dividido em duas mecânicas. É disponibilizada uma mochila que funciona no estilo de quadrados ou espaços, semelhante à maleta de Resident Evil 4 e tantos outros jogos que optam pela disposição. Adicionalmente, o inventário possui um contador de peso que, se utilizarmos Skyrim como referência, causa lentidão caso ultrapassado. </p>



<p class="has-text-align-justify">Ao misturar ambas as condições, temos um inventário que limita as possibilidades de quem joga sem estar propriamente cheio, destruindo por completo a essência de procurar suprimentos. Por que um fuzil ocupa um certo número de espaços e ainda soma para a contagem de peso final? Escolher carregar qualquer item gera um sofrimento dobrado em se preocupar com duas variáveis que não combinam bem.</p>



<p class="has-text-align-justify">Por último, ZERO Sievert necessita de um sistema de progressão geral melhor e mais robusto, que acompanhe sua complexidade geral. Desde o início podemos acessar áreas que são naturalmente mais difíceis e isso prejudica qualquer sentimento de evolução. Afinal, podemos sair explorando tudo sem nem saber o grau de desafio a ser encontrado. A impressão que perdura é a de que tudo em ZERO Sievert é muito “jogado” e “atirado”. São muitas e muitas possibilidades… mas a execução de cada seção pode levar ao amor ou ao ódio.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/11/ZERO-Sievert-4-1024x576.png" alt="" class="wp-image-25498"/><figcaption>O inventário e o sistema de trocas poderiam ser repensados e simplificados de modo geral. Divulgação: CABO Studio e Modern Wolf.</figcaption></figure>



<h2><strong><mark class="has-inline-color has-orange-light-color">Já vale a pena acreditar em ZERO Sievert?</mark></strong></h2>



<p class="has-text-align-justify">A opinião sincera é de que ainda não. Apesar de ser um jogo que sabe o que quer transmitir, ZERO Sievert tem um caminho a ser percorrido em vários aspectos de sua jogabilidade. De sistemas ambíguos à falta de direcionamento, o projeto precisa de mais foco em elementos principais e menos volume em suas quantidades, seja em itens, upgrades, construções, melhorias e quests.</p>



<p class="has-text-align-justify">Com o financiamento bem sucedido no Kickstarter, o game recebeu boa parte do que era planejado, mas essa junção não resultou em algo tão harmônico quanto imaginado. Agora, o objetivo é arrumar o que está ali e não deixar direcionamentos a serem tomados influenciarem na qualidade do produto em geral. Se você gosta de jogos de sobrevivência e de estilo pixel art, mantenha ZERO Sievert no radar e confira o jogo de tempos em tempos.</p>
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		<title>Review – Asterigos: Curse of the Stars (PC)</title>
		<link>https://republicadg.com.br/review-asterigos-curse-of-the-stars-pc/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[gustavo.maganha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Oct 2022 13:20:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[Acme Gamestudio]]></category>
		<category><![CDATA[Asterigos: Curse of the Stars]]></category>
		<category><![CDATA[pc]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[tinybuild]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Título de estreia do Acme Gamestudio traz boa narrativa e alguns deslizes na jogabilidade.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-justify">Experimentar um produto de entretenimento com estruturas fixadas nas colunas da mitologia Grega é sempre uma grande viagem de sensações. Com uma temática tão explorada e quase imune a inovações, é árduo o caminho para desvencilhar-se do monótono e demonstrar originalidade. Em Asterigos: Curse of the Stars, o <a href="https://www.asterigos.com/en">Acme Gamestudio</a> conseguiu uma façanha não tão comumente vista na indústria: criar um mundo de fantasia altamente inspirado em materiais já existentes, mas que possui uma invejável independência.</p>



<p class="has-text-align-justify">Publicado pela tinyBuild, o game buscou trazer uma mistura de gêneros e mecânicas para compor uma sinfonia que abrange desde as temidas características <em>soulslike</em> até uma progressão por habilidades puramente baseada em <em>builds</em>. O resultado final é um jogo de aventura com elementos de RPG e <em>hack ‘n’ slash</em> que talvez não consiga se encaixar muito bem em alguma definição. Na tentativa de abraçar tantas ideias, Asterigos: Curse of the Stars acumulou vários acertos e muitos erros.</p>



<p>Foi lançado em 11 de outubro de 2022 para para PC, Xbox One, Xbox Series S/X, PlayStation 4 e PlayStation 5. <strong>A análise a seguir é livre de SPOILERS.</strong></p>



<p>Um agradecimento ao Acme Gamestudio e a tinyBuild por disponibilizarem uma cópia de PC para que esta análise fosse realizada.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/10/20221017004659_1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-23888"/><figcaption>Cinemáticas diferentonas introduzem novos arcos e explicam parte do enredo.  Captura de tela: Gustavo Maganha.</figcaption></figure></div>



<h2 class="has-orange-light-color has-text-color"><strong>Sozinha no mundo</strong></h2>



<p class="has-text-align-justify">Hilda, uma garota (bem) jovem, parte sozinha em uma missão com o objetivo de encontrar a Legião Ventonorte, grupo do qual seu pai faz parte. A Legião, que está misteriosamente desaparecida, partiu para investigar e dar cabo de uma maldição que perdura sobre o território de Aphes. Envolvido por uma magia ancestral cósmica, Aphes e seus habitantes estão reféns de um ciclo eterno que envolve rituais e imortalidade, consumindo e transformando a região em um palco para monstros, cultos e feitiçarias.</p>



<p class="has-text-align-justify">Asterigos: Curse of the Stars faz a explícita questão de apresentar e desenvolver sua narrativa. Por meio de diálogos, documentos e até curtas missões que divergem do caminho principal, o game sempre busca introduzir novas personalidades e dar o mínimo de atenção ao que rodeia a pequena guerreira. Falando de Hilda, a protagonista acompanha o desenvolvimento do enredo, mas peca na naturalidade de sua própria evolução. Apesar de ser carismática o suficiente para não cair no esquecimento, serve muito mais para mostrar que tem alguém se importando com os acontecimentos do que propriamente vivendo tudo aquilo.</p>



<p class="has-text-align-justify">Outras personalidades, que acompanham, auxiliam ou confrontam Hilda, variam bastante de complexidade e qualidade. Temos figuras importantes que são apresentadas de forma básica e NPCs mais secundários que deixam um resquício misterioso atrás da orelha. No geral, o game não apresenta um grande antagonista ou vilão significativo, tampouco a construção de uma reviravolta mirabolante.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/10/20221014154438_1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-23889"/><figcaption>Ainda que de forma sutil, Hilda consegue transmitir sentimentos com suas expressões. Captura de tela: Gustavo Maganha.</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-justify">O ritmo da obra é dividido em etapas, ditadas por <em>quests</em> e um falso sentimento de liberdade de exploração. Mesmo que mais de um objetivo fique disponível, há uma “ordem correta” para seguir e quem joga é sempre direcionado a isso. Asterigos, nesse quesito, muito se assemelha a Darksiders 3, em que Fury parece ter mil e uma formas de caçar os pecados capitais, mas é bloqueada por melhorias e upgrades. Ainda, vale citar que o jogo tem um sistema de escolhas interessante. Em pontos específicos, fica permitido optar por diferentes diálogos e abordagens, mas que infelizmente não influenciam o ditar da história, provocando apenas reações e pequenos desdobramentos que não afetam a experiência. A ideia não foi ruim, mas foi apenas mais uma dentre tantas que parecem meio jogadas no todo.</p>



<p class="has-text-align-justify">Em suma, a narrativa de Asterigos: Curse of the Stars tem diversos aspectos que pendem mais para o negativo, mas o que fica em destaque é a complexidade de mundo criada em um jogo que traz muito das mitologias. Seja em referências, cenários e até mesmo inimigos, a obra tende sempre a colocar um toque original em algo que, digamos, já é antigo. Mesmo que alguns pontos não agradem, é impossível bater o martelo e falar que o jogo possui um enredo fraco. Quando se vai um pouquinho mais a fundo do que o necessário, a aventura deixa uma ótima impressão.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/10/20221014161636_1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-23891"/><figcaption>Um mapa disponível em uma área segura permite uma visualização dos objetivos e do mundo. Captura de tela: Gustavo Maganha.</figcaption></figure></div>



<h2 class="has-orange-light-color has-text-color"><strong>Infinitas possibilidades</strong></h2>



<p class="has-text-align-justify">Logo no comecinho, Hilda recupera seus armamentos e quem joga é apresentado à mecânica de combinações. Com seis equipamentos no total, a guerreira é livre para utilizar uma arma primária e uma secundária, oferecendo uma variedade de estilos de combate muito satisfatória. Considerando que cada apetrecho tem uma habilidade única, a quantidade de experimentações é inevitável e a curiosidade é obrigatoriamente instigada. É recompensador descobrir um arranjo sempre melhor que o anterior. O único sentimento de estranheza é a prontidão na disponibilidade dos equipamentos. Dá-los “de bandeja” logo no começo é uma estratégia que influencia diretamente na progressão da garota.</p>



<p class="has-text-align-justify">A progressão é realizada de duas formas. A mais simples e limitada é a clássica distribuição de pontos de atributo, divididos em mais vida, mais dano e mais dano mágico, basicamente. A mais complexa e bem construída envolve várias constelações de habilidades, oferecendo centenas de opções e melhorias que moldam totalmente o desempenho de quem joga. Embora a infinidade de escolhas e caminhos se faça presente, decidir qual arma melhorar e em que focar é, ironicamente, uma faca de dois gumes.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/10/20221014163710_1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-23894" width="760" height="427"/><figcaption>O design das armas é bastante único e tem um estilo que parece carregar outras mitologias na composição. Captura de tela: Gustavo Maganha.</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-justify">Com todas as seis opções desbloqueadas e o sentimento de descoberta à flor da pele desde o início da jornada, não é difícil imaginar que o jogador irá explorar um pouquinho de cada coisa. O cajado e os braceletes, por exemplo, possuem habilidades muito mais atraentes, mas não necessariamente são boas opções para quem está começando. A lança, que possui a habilidade de <em>parry</em>, não precisa ser amplamente evoluída, visto que é um equipamento que pende mais para o suporte. Com alguns exemplos, fica claro que é fácil apanhar muito para o sistema de evolução de Asterigos no início. Mesmo com uma forma até acessível de redistribuir todas as escolhas, é preciso deixar registrado que toda essa liberdade desgovernada pode culminar em um reflexo frustrante.</p>



<p class="has-text-align-justify">O combate em si, ponto central da experiência do game, também possui seus altos e baixos. Junto das muitas habilidades, existem inúmeras maneiras de explorar fraquezas e estratégias, o que o torna dinâmico e com um teor inédito a cada novo desbloqueio. Porém, a jogabilidade não é polida o suficiente para encantar quem joga e incentivar a complexidade… E é aqui que temos uma contradição. A eficiência de derrotar inimigos de forma rápida vai na total contramão de técnicas estilosas e difíceis. Com um combate que favorece o dano bruto e rápido, não existem motivos para optar pelo desconhecido. Asterigos: Curse of the Stars esconde um potencial labiríntico em sua essência, mas pode ser resumido a brandir uma espada e vencer os desafios. Novamente, perdura o caso de ideias que apenas estão lá, sem fazer valer a pena o esforço para entendê-las.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/10/20221014162140_1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-23896"/><figcaption>Complicada e perfeitinha é a definição ideal pra constelações de habilidades do jogo. Captura de tela: Gustavo Maganha.</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-justify">O sistema de curas, tópico que vale a pena ser citado, funciona no formato de poções consumíveis. Encontrados pelo mundo, os vidros de Bálsamo curam Hilda ao longo do tempo e, apesar de funcionarem muito bem durante o decorrer da aventura, representam o maior dos pesadelos contra chefões. Ao explorar o mundo e progredir, é possível ir achando recursos à medida em que os usa, garantindo um saudável equilíbrio. Em confrontos principais, no entanto, uma tentativa após a outra drena rapidamente as opções, que não são recarregadas automaticamente e exigem um investimento que envolve outros itens e mais complexidade.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/10/20221014163717_1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-23895"/><figcaption>Curiosamente, adoram colocar Hilda pra fazer todo tipo de pose&#8230; Achei estilo! Captura de tela: Gustavo Maganha.</figcaption></figure></div>



<h2 class="has-orange-light-color has-text-color"><strong>Beleza em ruínas</strong></h2>



<p class="has-text-align-justify">Asterigos: Curse of the Stars é um jogo que visualmente impressiona. O teor artístico, que faz boa inserção do cartunesco e de animações propositalmente exageradas, assemelha-se ao estilo de Immortals Fenyx Rising (Ubisoft). Por não ser um mundo aberto, tem muito mais liberdade para detalhar e distinguir diferentes áreas, introduzindo um mesmo recorte que acaba se moldando em ambientes como vilas, minas subterrâneas, cidades, bosques e por aí vai.</p>



<p class="has-text-align-justify">Considerando as animações, Asterigos atinge um nível excepcional. Hilda tem inúmeros ataques, desvios e magias que se diferem e representam um esforço muito grande do time de desenvolvimento em trazer vida à arte que envolve a obra. Nem todos os inimigos e demais interações acompanham a qualidade da protagonista, mas no quesito visual o jogo não deixa nada a desejar.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-justify">Um outro ponto que merece algumas críticas é a questão da &#8220;qualidade de vida”, que pode ser definida como tudo aquilo que, de certa forma, facilita a caminhada do jogador. Presença de viagem rápida, organização melhor de itens, atalhos… Tudo isso torna a experiência mais agradável sem influenciar na dificuldade em si.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/10/20221014162628_1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-23897"/><figcaption>A variedade de cenários e o detalhamento são pontos bastante positivos. Captura de tela: Gustavo Maganha.</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-justify">Em Asterigos, há pouca qualidade de vida geral. As poções Bálsamo (utilizadas para cura e citadas anteriormente) extras que Hilda não consegue carregar precisam ser recuperadas com uma NPC na base principal, sendo necessário o uso de ao menos dois itens consumíveis, um para a ida e outro para a volta; o game não possui uma forma satisfatória de viagem rápida e desestimula a exploração de áreas anteriormente visitadas; os controles de mira do jogo são desnecessariamente complexos e tiram totalmente a vontade de optar por magias. Estes são alguns exemplos, ainda que pontuais, que vão acumulando pequenas dificuldades durante a jornada.</p>



<p class="has-text-align-justify">Todavia, o principal ponto negativo de Asterigos: Curse of the Stars pode ser atribuído ao sistema de salvamento manual. Com a premissa de “punir” a morte de quem joga, Hilda perde uma parte do Pó Estelar coletado durante a aventura cada vez que renasce com a ajuda de um amuleto envolvido em magia. Ao inserir salvamentos manuais, qualquer tipo de sistema que visa “educar pelo erro” vira um conjunto falho de adições. </p>



<p class="has-text-align-justify">Critiquei anteriormente que o sistema de curas não funciona para chefões pois drena os recursos, mas salvar manualmente não só resolve esse problema como permite que o jogador conclua todos os confrontos principais “de primeira”. Isso resulta não só em um tipo de trapaça que favorece o <em>player</em>, mas em uma prática que possui um potencial de desbalanceamento gigantesco. Com menos de uma hora de jogo foi possível observar que as ideias citadas não funcionariam e é inadmissível que isso tenha passado batido durante o processo de desenvolvimento.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/10/20221014154805_1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-23898"/><figcaption>Os altares servem de checkpoints e o estilo grego vem de bônus! Captura de tela: Gustavo Maganha.</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-justify">Para finalizar, o jogo possui uma tradução em Português Brasileiro que, considerando o escopo do projeto, é de extrema qualidade. Gírias e textos totalmente adaptados, que respeitam aspectos técnicos da localização, são motivos de elogio pelo trabalho e preocupação que o Acme Gamestudio teve em tentar trazer mais acessibilidade ao título.</p>



<h2 class="has-orange-light-color has-text-color"><strong>Vale a pena se aventurar pelas constelações?</strong></h2>



<p class="has-text-align-justify">Asterigos: Curse of the Stars é uma mistura de ideias e conceitos, não se encaixando fielmente a um só gênero. Tem um pouquinho de soulslike, um pouquinho de jogos de aventura, um pouquinho de hack’n’slash, um pouquinho de RPG, etc. É um conjunto que aposta em uma narrativa trabalhada e desenvolvida, pegando elementos mitológicos para criar um mundo com crenças e valores próprios.</p>



<p class="has-text-align-justify">Traz uma protagonista guerreira que, mesmo não atingindo níveis extraordinários de carisma, consegue encantar quem joga com sua variedade de armas, magias e habilidades. O combate tem potencial e muita profundidade, mas não é natural como se espera de um jogo que tenta exigir precisão e entrega apenas um apertar de botões descontrolado.</p>



<p class="has-text-align-justify">Alguns sistemas poderiam funcionar melhor, como a progressão geral e as curas. Outros deveriam ser amplamente repensados, como a falta de qualidade de vida e o uso de salvamentos manuais. Ainda assim, o jogo tem sucesso em entregar um estilo artístico que não é inédito, mas muito bem executado, junto de uma localização para PT-BR que pode ser considerada motivo de orgulho.</p>



<p class="has-text-align-justify">Concluindo, é difícil recomendar abertamente Asterigos: Curse of the Stars pois o game acaba não tendo um público-alvo fixo. Não é porque a afinidade é maior com certo jogo que necessariamente a obra será de seu gosto. No entanto, é possível afirmar: Asterigos está longe de ser um jogo ruim ou abaixo da média. Pelo contrário, acredito que o Acme Gamestudio tem um produto sólido, que conta com deslizes saudáveis, quase inevitáveis em qualquer título.</p>





<p><em>PS: Este review foi feito com um código de PC cedido pela tinyBuild.</em></p>
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		<title>Review &#8211; There Is No Light (PC)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[gustavo.maganha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Sep 2022 22:14:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[HypeTrain Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois do sucesso de títulos da From Software e de muitos jogos afluentes que surgiram, experimentar algo que escolhe centrar-se na dificuldade gera uma impressão perdurante de mesmice. Para conseguir algum destaque e não ser só mais um game que faz jogadores quebrarem os controles, é preciso apostar em pontos que, mesmo que explorados em [...]</p>
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<p class="has-text-align-justify">Depois do sucesso de títulos da <a href="https://api.descontoemgames.com/?s=From+Software">From Software</a> e de muitos jogos afluentes que surgiram, experimentar algo que escolhe centrar-se na dificuldade gera uma impressão perdurante de mesmice. Para conseguir algum destaque e não ser só mais um game que faz jogadores quebrarem os controles, é preciso apostar em pontos que, mesmo que explorados em obras já existentes, captem a atenção do jogador.</p>



<p class="has-text-align-justify">Desenvolvido pelo estúdio russo Zelart e publicado pela <a href="https://hypetraindigital.com/">HypeTrain Digital</a>, There Is No Light é um RPG de ação-aventura 2D com perspectiva <em>top-down</em> que tenta se aproveitar da concentração e tensão de quem joga para testar seus limites em confrontos rápidos e intensos. A proposta do título não é ser mais um “souls-like”, mas sim balancear ferramentas de qualidade de vida para buscar um equilíbrio entre uma experiência árdua e realizadora. </p>



<p class="has-text-align-justify">Lançado em 19 de setembro de 2022 para PC (Steam, Epic, GOG), There Is No Light tem versões planejadas para Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch. <strong>A análise a seguir é livre de SPOILERS.</strong></p>



<p><strong><em>Um agradecimento ao estúdio Zelart e a HypeTrain Digital por disponibilizarem uma cópia de PC para que esta análise fosse realizada.</em></strong></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-22140"/><figcaption>O sombrio começo já introduz o que podemos esperar. Captura de tela: Gustavo Maganha</figcaption></figure></div>



<h3 class="has-orange-light-color has-text-color"><strong>Retalhos Profanos</strong></h3>



<p class="has-text-align-justify">Como todo game que escolhe segurar as mãos da jogabilidade, a narrativa não é o foco de There Is No Light. Nem por isso o enredo, a forma como é apresentado e a construção de ambiente da obra ficam em segundo plano. A aventura começa com a vila do protagonista sendo atacada e seu bebê sendo raptado por soldados que parecem obedecer uma espécie de culto.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-justify">Ao ir atrás de quem ama, descobre uma macabra e impiedosa religião que comanda os subterrâneos de um território consumido por destruição e monstros. Impossibilitado de bater de frente com a fé e poder da organização, alia-se a um ser sobrenatural chamado Samedi, que apelida-o carinhosamente de “Loirinho”. Com a ajuda do novo “aliado”, começa uma jornada de resgate e expurgação para tentar livrar o mundo de um culto profano.</p>



<p class="has-text-align-justify">Durante a aventura, a história é retratada de forma fragmentada. De diálogos com NPCs em pequenos e médios assentamentos a lembranças espirituais de situações tenebrosas, <em>There Is No Light</em> atinge um limite que permanece inalterado entre mostrar apenas o necessário e instigar a curiosidade de cada um. Se deseja saber mais sobre tudo que está acontecendo, basta ler, interpretar e ligar os fatos de diversos documentos, avisos e conversas que o jogo oferece. Caso a preferência seja por ignorar algum tipo de conteúdo, o ritmo narrativo faz uma boa apresentação do básico para manter o clima interessante.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-2-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-22142" width="760" height="427"/><figcaption>Interagimos com construções e pontos de interesse que possuem borboletas azuis. Captura de tela: Gustavo Maganha</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-justify">Uma observação curiosa é a de que Samedi comenta sobre o interesse do Loirinho ao decorrer da campanha. Escolher não prestar atenção no que um grupo de sobreviventes tem a dizer gera reflexões cômicas: “Também não me importo com o que eles tão falando.” Ainda, caso um <em>flashback</em> opcional ou cinemática principal cruze o percurso, um estilo de arte levemente baseado no chiaroscuro, técnica que enfatiza as diferenças entre luz e sombra, é apresentado.</p>



<p class="has-text-align-justify">O único ponto negativo de todo o enredo é a quebra de imersão que a mínima falta de contexto produz. Fenômeno presente em inúmeros games, não é bacana enfrentar um chefão sem saber nem mesmo o que o nome do oponente significa. Isso acontece com frequência em There Is No Light e nem a ávida leitura e exploração conseguem formar uma resposta digna.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-3-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-22144"/><figcaption>Leves traços de chiaroscuro e uma ênfase especial na expressão. Captura de tela: Gustavo Maganha</figcaption></figure></div>



<h3 class="has-orange-light-color has-text-color"><strong>Fúria descontrolada</strong></h3>



<p class="has-text-align-justify">Focado em um combate que exige tudo e mais um pouco dos músculos dos dedos, There Is No Light aposta em uma premissa que mistura agressividade, risco e reações ágeis. Com sua fiel espada, Omen, e com outras ferramentas letais que encontra pelo caminho, Loirinho compartilha da mesma mecânica de vida de seus adversários. Para ser derrotada, cada ameaça possui pontos de vida que representam os acertos necessários. Um adversário com três pontos pode ser rapidamente eliminado, enquanto um chefão e seus mais de quarenta acertos cumpre o papel de parecer desafiador em um primeiro momento.</p>



<p class="has-text-align-justify">Com seis de vida, Loirinho recebe um acerto de dano de ataques normais, destacados no jogo por auras vermelhas saindo dos inimigos. Já ataques aprimorados, que possuem auras amarelas, só podem ser interrompidos ao utilizar a habilidade da arma empunhada. Atacar com frequência preenche uma barra de Fúria no centro inferior da tela. Com o círculo completo, é possível liberar uma ofensiva que não só causa dois ou mais acertos de dano, mas cessa qualquer violência dos oponentes, sendo a principal ferramenta para atingi-los em momentos decisivos e contra-atacar com eficiência.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-4-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-22145"/><figcaption>Pequenas novidades, como “navegar” uma estrutura com sua espada, ajudam a trazer dinamismo ao jogo. Captura de tela: Gustavo Maganha</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-justify">E a hostilidade crucial não é exclusiva da Fúria. Uma das primeiras habilidades de Omen permite que, ao realizar quatro ataques furiosos, Loirinho libere uma orbe de cura para garantir a sobrevivência. Ao misturarmos informações sobre a vida dos inimigos, conhecimento quase exato do dano que tomamos e um incentivo de partir pra cima a todo momento, temos como resultado um dos sistemas de combate mais sólidos que pude experimentar em um jogo que busca a dificuldade.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-justify">Não há brecha para escudos, tempo para atrair um oponente de cada vez ou cenário para ser usado como vantagem. É preciso arriscar para lidar com os problemas o mais rápido possível ou para conseguir aquela tão esperada cura que pode te salvar de uma morte súbita e não planejada. Falando em cura, que também será citada mais pra frente, não há uma forma fixa e recarregável de recuperar vida, aumentando ainda mais o apelo por derrotar inimigos para seguir em frente.</p>



<p class="has-text-align-justify">Habilidades desbloqueáveis utilizam uma espécie de experiência, adquirida ao matar monstros e coletar vasos da morte. Cada técnica, de mais avançada a mais básica, usa uma quantidade predeterminada e dosa a rapidez de obtenção dessas vantagens. Contudo, a evolução do personagem não é muito clara em There Is No Light. Sem a perda de experiência ou qualquer item quanto derrotado, não há muito significado para a morte de Loirinho e o sentimento de evolução é puramente ligado à proficiência de quem joga.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-justify">Adicionalmente, não há progressão quanto à vida do protagonista. Mesmo com habilidades de diferentes armas melhorando aspectos como movimento, perdura um teor suspeito causado pela falta de aprimoramentos. Fica o sentimento de que você só está seguindo em frente, sem perceber se aquilo que está fazendo gera algum resultado visível. Simplificando, é como se a forma com que lidamos com os primeiros inimigos é a mesma que lidamos com os últimos. Nem sempre encontramos ameaças mais difíceis ou mais fáceis pois o “nível” do personagem mantém-se o mesmo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-5-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-22146"/><figcaption>A árvore de habilidades parece complexa, mas é bem simples de entender e completar. Captura de tela: Gustavo Maganha</figcaption></figure></div>



<h3 class="has-orange-light-color has-text-color"><strong>Acabou a luz</strong></h3>



<p class="has-text-align-justify">Como o nome bem sugere, There Is No Light é um jogo escuro em diversos sentidos. Já expostos os mistérios de sua narrativa, sua ambientação é propositalmente construída para transmitir a fidelidade de um mundo habitado nos subterrâneos. Claustrofobia, medo do desconhecido e apreensão constante são alicerces que seguram os metrôs descarrilhados e os túneis pútridos que possuem como única iluminação o musgo correndo entre as paredes.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-justify">Admiravelmente, é preciso acostumar o olho com o breu apresentado para ficar um pouco mais “confortável” na jornada. Não saber o que te espera na próxima sala ou corredor gera uma aversão inexplicável e que representa uma qualidade muito grande do título. Diferente de Darkwood (Ace Wizard Studio), em que o jogador não consegue lidar com as ameaças e está em constante perigo, There Is No Light disponibiliza todos os apetrechos para dilacerar qualquer problema, mas o temor persiste.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-6-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-22147"/><figcaption>Se olhar pro abismo… Bom, melhor nem olhar pra saber (Captura de tela: Gustavo Maganha)</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-justify">A temática religiosa e o pânico são realçados por um pixel art detalhado. Apesar da figura exageradamente deformada do Loirinho, tudo em volta parece vivo e crível, por mais irônico que seja qualquer comparação realística aos pequenos quadradinhos que compõem o produto. Sem simplicidade no estilo artístico, é comum observarmos construções e altares trabalhados em suas curvas e formatos tenebrosos, que geram frestas para a inserção de uma trilha sonora que, ainda que nada memorável, encaixa e tem a criatividade na medida para um jogo como esse.</p>



<p class="has-text-align-justify">A localização em português brasileiro é mediana, contando com gírias, naturalidade em certos textos e vários erros de pequena gravidade. Não há atuação de voz em nenhum idioma, sendo as falas representadas por grunhidos e sons esquisitos que diferenciam personagens, inimigos e barulhos do cenário. Vale ressaltar que o jogo possui um <em>bug</em> estranho que desconfigura as preferências toda vez que é fechado. Então, vale ficar atento para não jogar parte da aventura em outro idioma, visto que são esparsos os momentos em que textos predominam</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-7-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-22148"/><figcaption>É a “beleza do grotesco” em sua forma mais pixel art possível. Captura de tela: Gustavo Maganha</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-justify">Minha maior crítica a There Is No Light é o sistema de Karma imposto ao jogador. Os elementos de qualidade de vida presentes são incomuns para o estilo, como <em>checkpoints</em> criados perto de chefões ou impactos nulos nas mortes do protagonista. Porém, o game esconde opções de qualidade de vida atrás de ações “certas” ou “erradas”. Entre um <em>checkpoint</em> e outro, por exemplo, temos uma porta sobrenatural que pode ser acessada caso o protagonista morra. Essa porta, que permite cortar caminho e aumentar drasticamente a velocidade de progresso, resulta em uma ação negativa, que influencia no Karma geral. Considerando a ausência de curas fixas, recuperações de vida adicionais são oferecidas sob a mesma condição de Karma.</p>



<p class="has-text-align-justify">Colocando em uma balança de prioridade, é muito mais satisfatório evitar a frustração utilizando atalhos e curas teoricamente gratuitas do que frustrar-se além do ideal para conseguir um possível final mais agradável. There Is No Light até oferece formas de aumentar o Karma para compensar tais escolhas, mas o ideal seria que elas nem existissem em primeiro lugar. Ter uma cura fixa resolveria metade dos problemas causados e incentivaria quem joga a lidar melhor com recursos.</p>



<p class="has-text-align-justify">Embora possua um modo fácil intitulado de “Viajante”, a obra procura dar ênfase à penalidades morais em um universo que claramente está corrompido. Definir a personalidade de quem joga baseado em conforto e diminuição dos desapontamento tem muito menos efeito moral do que traçar caminhos distintos nas ações do próprio protagonista. A exploração interior do Loirinho deveria ser sobre consequências e não sobre o desejo de economizar uma hora de jogo e prosseguir de forma mais agradável.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-8-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-22149"/><figcaption>Porta nada convidativa, mas muito útil para acelerar o avanço. Captura de tela: Gustavo Maganha</figcaption></figure></div>



<h3 class="has-orange-light-color has-text-color"><strong>Vale a pena enfrentar a escuridão</strong></h3>



<p class="has-text-align-justify">There Is No Light está inserido em um gênero de RPGs de ação-aventura que tendem à comparação com Dark Souls e semelhantes pelo resto da eternidade. Iluminando locais já explorados, vai contra utilizar as bases desses jogos, explorando outros sentimentos e um estilo de combate mais simples e mais transparente. Com uma história fragmentada e satisfatória, traz uma trilha sonora adequada e uma temática religiosa que, quando bem desenvolvida, nunca deixa de ter um conteúdo interessante.</p>



<p class="has-text-align-justify">O maior defeito do game é a presença de uma mecânica de Karma que poderia ser melhor pensada. Ferramentas de qualidade de vida são retiradas do jogador com o intuito de aplicar uma punição obsoleta e que não gera resultados perceptíveis para tornar-se importante.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-justify">O uso da apreensão e do desconhecido para causar medo a quem joga faz um contraste quase perfeito com o incentivo à agressividade e tomada de riscos para poder prosseguir. There Is No Light é uma experiência convincente. Tem qualidade em sua execução geral e tem profundidade suficiente para que, ao ser finalizado, não se conheça todos os seus segredos. Mesmo que não seja um título de extremo destaque, merece ser aproveitado.</p>


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