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	<title>Blind Fate: Edo no Yami Archives - República DG | O seu lugar favorito na Internet</title>
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	<description>República DG &#124; Notícias, guias, dicas, opiniões e análises sobre entretenimento e tecnologia</description>
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		<title>Review &#8211; Blind Fate: Edo no Yami (PS5)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ruancarlo Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2022 13:06:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PlayStation]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[Blind Fate: Edo no Yami]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jogo traz ideias inovadoras para a temática samurai</p>
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<p class="has-text-align-justify">Blind Fate: Edo no Yami é mais um jogo protagonizado por um samurai. O indie da <a href="https://www.troglobytesgames.com/">Troglobytes</a> segue um caminho um tanto quanto genérico na sua narrativa. O protagonista, Yami, perdeu sua família para um Yokai misterioso. Graças ao trágico acontecimento, ele se dedica intensamente ao treinamento e se torna um guerreiro letal que passa a servir ao Xogum.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/09/Blind-Fate-Historia-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-21602" width="760" height="427"/><figcaption>Protagonista perde a visão, um braço e as pernas (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-justify">A história é apresentada através de cutscenes que seguem uma estética bem similar ao dos quadrinhos. Com um enredo narrado pelo bardo, a narrativa é brutal e contém diversos mistérios. Em algum ponto de sua vida, Yami perdeu sua visão, suas pernas e um dos seus braços. Após isso, ele foi resgatado por um ser mitológico chamado Tengu e ganhou partes biônicas. É graças a isso que o jogo implementa diversas mecânicas criativas que os diferenciam dos demais.</p>



<h3 class="has-orange-light-color has-text-color">O diferencial de Blind Fate: Edo no Yami</h3>



<p class="has-text-align-justify">Graças a perda da sua visão, o protagonista usa quatro tipos de sensores para estar ciente dos seus arredores. Esse sistema altera completamente a visão do mundo e é incorporado nas missões. Por exemplo, em determinado momento precisamos encontrar um corpo. Para conseguir cumprir o objetivo, precisamos usar o sensor de olfato, caso contrário, Yami não consegue interagir com o corpo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/09/Blind-Fate-Sensored-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-21603"/><figcaption>Sistema de sensores é bem criativo (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-justify">A ideia do estúdio é muito interessante e funciona, contudo, ela poderia ter sido refinada, mas acaba se esbarrando nas limitações de orçamento. Com menos de duas horas de jogo, o sistema já começa a se repetir, o que é uma pena. Com visuais belíssimos, o jogo segue uma estrutura de game 2D, ou seja, podemos ir pra trás e pra frente. Surpreendentemente, ele não se posiciona como um metroidvania, logo, o backtracking aqui é quase inexistente.</p>



<p class="has-text-align-justify">Precisamos alternar constantemente entre sensores pois existem passagens e itens que só aparecem com um determinado sensor. É na exploração que o sistema revela seus pontos fracos, afinal, essa ação de ficar alternando entre sensores quebra o ritmo frenético que a história tenta aplicar.</p>



<h3 class="has-orange-light-color has-text-color">O combate</h3>



<p class="has-text-align-justify">Quando pensamos na temática do jogo, prontamente esperamos por um combate magnífico. O protagonista consegue golpear com sua Katana, esquivar, atirar projéteis, bloquear e pular. As opções são bem escassas e o desenvolvimento do combate está bloqueado por trás de habilidades na árvore de skills.</p>



<p class="has-text-align-justify">Por exemplo, a capacidade de realizar combos de 4 golpes precisa ser comprada por 1500 de XP. Cada inimigo comum concede 50 de XP. Em suma, o combate se desenvolve bem próximo do final do game, o que não faz sentido nenhum em relação ao design.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/09/Blind-Fate-Arvore-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-21604" width="760" height="427"/><figcaption>Árvore de Habilidades é simples (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-justify">Para piorar a situação, os controles não são responsivos, gerando uma frustração enorme nas seções de plataforma. O hitbox também é extremamente defeituoso, fazendo com que o personagem receba ou cause dano mesmo quando os golpes visivelmente não encaixam. Boa parte das lutas contra os chefes também são básicas. Os chefões só possuem dois tipos de ataques, o que torna a luta bem trivial.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://api.descontoemgames.com/wp-content/uploads/2022/09/Blind-Fate-Boss-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-21605" width="760" height="427"/><figcaption>Chefões do jogo decepcionam (Captura de Tela: Ruancarlo Silva)</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-justify">No que tange a dificuldade, ao todo são três opções disponíveis: Fácil, Normal e Difícil. A única coisa que muda é o dano causado/recebido. Assim como na franquia Dark Souls, o título possui uma barra de stamina completamente sem sentido que limita as ações do protagonista. Atacar, bloquear, esquivar e pular gastam stamina e todo o processo é extremamente frustrante no começo e na metade da aventura. Os upgrades existem e precisam ser coletados no mapa, o que é um elemento extremamente negativo em virtude da necessidade de ficar trocando os sensores pra encontrar os itens.</p>



<p class="has-text-align-justify">Graças aos seus elementos futuristas, todas as criaturas que enfrentamos são robôs que possuem uma barra de fraqueza. Quando preenchida, o inimigo fica exposto a um corte letal que causa bastante dano. No começo o recurso é até legal, depois fica extremamente cansativo, como as execuções em Ryse: Son of Rome. O movimento especial não se altera, gerando uma repetição tremenda que só diminui a vontade de jogar. Além disso, também podemos paralisar os inimigos e aplicar um ataque finalizador onde Yami explode a cabeça de lata dos inimigos. Infelizmente esse finalizador copia os mesmos problemas do ataque crítico.</p>



<h3 class="has-orange-light-color has-text-color">Blind Fate: Edo no Yami &#8211; Potencial Desperdiçado</h3>



<p class="has-text-align-justify">A história de Blind Fate: Edo no Yami é boa, ela consegue deixar os jogadores interessados o suficiente pra saber o desfecho. O problema é basicamente todo o resto. O combate é extremamente repetitivo e desinteressante, além de apresentar graves problemas técnicos. O senso de progressão quase não existe e a exploração não poderia ser pior. Em virtude de todos esses aspectos, recomendo aguardar uma boa promoção ou até que ele chegue nos serviços Xbox Game Pass e PlayStation Plus. Não vale a pena pagar o preço cheio pelo game em seu estado atual.</p>





<p class="has-text-align-justify">PS: <em>Este review foi feito graças a um código de PlayStation 5 cedido pela assessoria da Troglobytes.</em></p>
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