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	<title>jogos narrativos Archives - República DG | O seu lugar favorito na Internet</title>
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	<description>República DG &#124; Notícias, guias, dicas, opiniões e análises sobre entretenimento e tecnologia</description>
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		<title>Review: The Drifter (Switch 2)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jhonatan Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 14:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[Adventure]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Dentre as diversas características positivas de jogos independentes, um aspecto que sempre vai fazer com que eles se destaquem quando comparados a jogos mais mainstreams está em como eles podem se arriscar a explorar gêneros específicos, que muitas vezes são totalmente ignorados por publicadoras grandes. Esse é exatamente o caso de <a href="https://opencritic.com/game/18914/the-drifter"><em>The Drifter</em></a>, um jogo de adventure point n’ click que chega ao Switch e Switch 2 com uma premissa e visuais únicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quando falo aqui de um jogo no estilo adventure point n’ click, estou me referindo justamente à era de ouro do gênero, marcado pelos incontáveis clássicos de estúdios como Sierra e LucasArts. Títulos como <em>Monkey Island</em>, <em>Day of the Tentacle</em> e <em>Grin Fandango</em>, cujo foco central costumava envolver uma mistura única de narrativa, puzzles e exploração. <em>The Drifter</em>, em sua essência, é um título que bebe nas águas de jogos como esses.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0290-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-106866" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0290-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0290-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0290-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0290-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0290-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0290-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0290-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0290.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Carter volta à cidade, mas encontra muito mais do que um velório<em>. (Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Todavia, embora <em>The Drifter</em> <em>possa</em> ser jogado como um point n’ click clássico (e logo mais entrarei em detalhes a respeito de seus controles), ele é um jogo com diversas amenidades típicas de jogos modernos, já que foi inteiramente adaptado para ser jogado com controles, com um esquema de comandos contextuais que funcionam surpreendentemente bem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Soma-se a isso uma narrativa bastante instigante, que mistura elementos de ação, sci-fi e elementos “pulp”, e o resultado é um jogo bastante único que, durante suas oito horas de campanha, conseguiu encontrar um espaço especial dentre os melhores jogos que eu já joguei em 2026. Agora, é preciso ser dito: com raízes fortes no gênero de adventure, <em>The Drifter</em> também traz algumas arestas que podem fazer com que ele não seja um jogo que agrade a todos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0282-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-106867" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0282-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0282-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0282-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0282-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0282-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0282-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0282-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0282.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">A trama envolve o estranho desparecimento de moradores de rua<em>. (Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center"><strong>Mortes, mistérios e moradores de rua</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como um dos bons jogos de adventure point n’ click, um dos pontos altos de <em>The Drifter</em> está, justamente, em sua narrativa. Em sua campanha linear, que dura cerca de oito hora, o jogador é colocado na pele de Mick Carter, um fracassado de meia idade que volta à sua cidade natal para o velório de sua mãe. O que já seria um complicado reencontro com sua irmã e ex-esposa, se transforma em uma aventura tensa e cheia de camadas quando Carter acaba envolvido em uma trama bizarra ligada ao enlouquecimento e desaparecimento de pessoas de rua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu quero dar os mínimos detalhes possíveis sobre os elementos presentes na trama de <em>The Drifter</em>, pois esse é um daqueles jogos que são melhor aproveitados quanto menos você sabe a respeito do que está por vir. O que eu vou dizer é que a narrativa de <em>The Drifter</em> mistura de maneira brilhante diversos elementos e estilos. Em um determinado momento, você vai se ver em uma fuga alucinada digna de um ótimo filme de ação. No instante seguinte, precisa ativar seus dotes detetivescos para descobrir nomes, endereços e paradeiros de pessoas envolvidas em um grande mistério.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0283-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-106868" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0283-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0283-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0283-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0283-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0283-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0283-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0283-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0283.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Diferentes personagens fazem parte da trama<em>. (Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Além dessa mistura de diferentes “estilos” narrativos em uma única e contínua trama, outra qualidade de <em>The Drifter</em> está em como ele consegue surpreender e tirar o seu tapete em diversos momentos da campanha. É uma daquelas narrativas que guardam uma surpresa atrás da outra, e te faz ficar se indagando se a sua teoria anterior estava certa, ou se há algum outro detalhe que você não entendeu completamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como se isso não fosse o suficiente, <em>The Drifter</em> ainda toca em alguns assuntos bastante impactantes. Há desde momentos muito dark e tensos, até revelações e situações verdadeiramente emocionantes. Carter, nesse sentido, é um personagem complexo e bastante falho, o que dá uma profundidade grande à trama. Infelizmente, contudo, toda essa ótima narrativa está sujeita à limitação da língua, já que <em>The Drifter</em> não possui localização em português do Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0285-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-106869" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0285-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0285-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0285-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0285-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0285-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0285-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0285-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0285.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Coletar itens e utilizá-los na hora certa é crucial<em>. (Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center"><strong>Apontar e clicar, com sensibilidades modernas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Toda a fantástica narrativa de <em>The Drifter </em>se desenrola a partir de uma estrutura de progressão linear — o jogo possui um total de nove capítulos, estruturados quase como se fossem episódios de uma série de TV —, que inclui elementos muito típicos de jogos de adventure point n’ click. Isso significa que você precisará explorar diferentes cenários, coletando itens, conversando com pessoas, e interagindo com os mais diversos elementos para solucionar puzzles que podem ser bastante complicados em alguns momentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora essa estrutura possa soar como algo “do passado”, <em>The Drifter</em> apresenta um sistema de controles bastante inteligente, que adapta a ideia clássica do “apontar e clicar” para o controle do videogame. Basicamente, enquanto você controla o personagem livremente com o direcional esquerdo, o direcional direito funciona como um menu contextual, que destaca todos os elementos ao seu redor com os quais você pode interagir.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0284-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-106870" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0284-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0284-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0284-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0284-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0284-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0284-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0284-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0284.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Com controles modernos, é possível destacar pontos de interesse ao redor do protagonista<em>. (Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Graças aos seus controles únicos, <em>The Drifter</em> consegue adaptar muito os conceitos e ideias de point and click clássicos para um sistema moderno e intuitivo, ao ponto de que é possível jogá-lo inteiro com controle ou no modo portátil sem aquela “lerdeza” típica do gênero — isso é, se você quiser. <em>The Drifter</em> também oferece uma experiência mais clássica, se você quiser, já que você pode utilizar os controles de mouse para jogá-lo da mesma forma que faria no PC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a Powerhoof fez um excelente trabalho de conversão, já que você pode trocar entre os dois modos de controles simplesmente encostando o Joy-Con 2 em uma superfície. A mudança é instantânea. Curiosamente, toda a HUD do jogo se modifica para cada uma das modalidades, apresentando menus, itens e outros elementos de uma maneira diferente para cada tipo de controle.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0288-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-106871" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0288-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0288-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0288-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0288-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0288-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0288-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0288-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0288.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Com os controles de mouse, toda a HUD fica diferente<em>. (Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center"><strong>Heranças do gênero, boas e más</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se por um lado <em>The Drifter</em> oferece diferentes opções de controle, por outro, seus puzzles e progressão são bastante específicos e, em alguns momentos, um tanto quanto obtusos. Não me entenda mal, de modo geral, o jogo apresenta uma ótima seleção de puzzles, incluindo segmentos absurdamente divertidos, onde você precisa explorar cenários, deduzir informações, e combinar e usar itens de maneiras criativas para conseguir avançar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não obstante, o jogo também possui a sua dose de segmentos levemente frustrantes e puzzles com lógicas um pouco esquisitas. No espectro da frustração, <em>The Drifter</em> apresenta alguns trechos onde Carter corre risco de vida iminente. Situações essas que às vezes são muito bem construídas, criando aquele elemento de tensão na medida certa, mas que às vezes caem em um âmbito de frustração e repetição quando a solução para aquela situação é um tanto quanto ilógica. São momentos de tentativa-e-erro que podem ficar chatos rapidamente.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0291-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-106872" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0291-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0291-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0291-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0291-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0291-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0291-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0291-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0291.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Encontrar informações nunca é fácil<em>. (Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Já sobre os puzzles meio ilógicos, <em>The Drifter</em> parece carregar às vezes aquela herança de “lógica lunática”, muito comum em jogos clássicos de adventure point n’ click. Eles não são tão comuns, nem de longe tão frustrantes quanto acontecia em jogos antigos, mas eu tive um ou outro momento em que travei porque faltava interagir com um item aleatório que estava escondido em um canto de um cenário que eu já tinha explorado, ou ainda quando tinha todos os itens em meu inventário, mas precisava combinar coisas muito nada a ver.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Novamente, contudo, reforço aqui que esses foram momentos bastante pontuais, que podem irritar jogadores que não estejam muito acostumados com jogos desse estilo, mas que de forma alguma estragam a experiência como um todo. Desde que você tenha um pouco de paciência ao travar e bater a cabeça em um ou outro segmento, <em>The Drifter</em> mais do que compensa com a sua narrativa engajante e impactante.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0289-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-106873" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0289-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0289-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0289-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0289-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0289-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0289-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0289-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0289.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Às vezes, é difícil saber o que fazer para avançar no jogo<em>. (Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center"><strong>Pixels crocantes e uma trilha competente</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, mas não menos importante, é preciso destacar o quão bonitos são os visuais de <em>The Drifter</em>. Aqui, o estúdio Powerhoof optou por apresentar o jogo todo com um estilo de pixel art muito único, que se destaca por uma combinação única de cores saturadas e chamativas, bem como suas animações extremamente bem-feitas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo dentro das limitações auto-impostas pelo estilo, é possível ver os personagens mexendo a boca de acordo com a dublagem de cada fala, reagindo com expressões faciais aos acontecimentos mais importantes da trama, e se envolvendo em cenas de ação muito bem dirigidas. A imaginação do jogador também é utilizada de maneira inteligente, já que às vezes você é apresentado a uma tela preta, onde a narração de Carter faz todo o trabalho de descrever o que está acontecendo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0286-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-106874" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0286-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0286-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0286-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0286-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0286-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0286-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0286-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0286.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Uma tela preta com narração funciona para instigar a imaginação do jogador<em>. (Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Lado a lado aos visuais chamativos de <em>The Drifter</em>, você tem uma trilha sonora competente, que pontua cada segmento de acordo com o clima desejado. Tudo isso é apresentado com uma performance irretocável, incluindo uma resolução de 4k e 60fps no modo TV, e full HD e 120fps no modo portátil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o estilo gráfico do jogo não pareça demandar muito visualmente, é sempre interessante quando vemos desenvolvedores como a Powerhoof fazendo um trabalho extra para utilizar as capacidades máximas do console. Tudo isso sem quaisquer quedas ou bugs durante toda a campanha do jogo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0287-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-106875" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0287-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0287-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0287-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0287-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0287-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0287-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0287-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0287.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">O jogo possui uma pixel art lindíssima<em>. (Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center"><strong>Review de The Drifter — imperdível para fãs do gênero</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora <em>The Drifter</em> possua algumas pequenas arestas em relação a elementos típicos do gênero de adventure point n’ click, o jogo faz um trabalho fenomenal de adaptar suas mecânicas e controles para sensibilidades modernas, ao mesmo tempo em que oferece opções de controles de mouse para quem queira uma experiência mais clássica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio de segmentos de exploração divertidos e puzzles muito envolventes (embora às vezes obtusos), <em>The Drifter</em> apresenta uma narrativa que me pegou do começo ao fim, me deixando sempre curioso para o próximo <em>plot twist</em> e o desenrolar do grande mistério por trás do jogo. Mais do que isso, ele foi capaz de apresentar momentos que me emocionaram de verdade, algo que valorizo muito em jogos com forte apelo narrativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado final é um jogo que consegue trazer um gênero clássico aos tempos modernos com maestria. Mesclando um estilo de arte único, uma narrativa fantástica, e puzzles divertidos, <em>The Drifter</em> é um jogo obrigatório para todo fã de adventures point n’ click, e é também um jogo que pode agradar muito até mesmo quem não tenha toda essa paixão pelo gênero. Isto é, claro, desde que a limitação do idioma não seja uma grande barreira para você.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>PS: A análise foi feita em um Nintendo Switch 2 através de uma cópia cedida pela Powerhoof.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Review: Back to the Dawn (Switch 2)</title>
		<link>https://republicadg.com.br/review-back-to-the-dawn-switch-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jhonatan Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 17:02:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[Back to the Dawn]]></category>
		<category><![CDATA[Clouded Leopard Entertainment]]></category>
		<category><![CDATA[Iron Head]]></category>
		<category><![CDATA[jogos narrativos]]></category>
		<category><![CDATA[Nintendo Switch 2]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>
		<category><![CDATA[Simulação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para mim, um dos aspectos mais fantásticos do meio indie é a possibilidade de encontrar um jogo que, por um motivo ou outro, tinha passado totalmente por fora do seu radar, e acabar descobrindo um dos títulos mais fantásticos e instigantes dos últimos tempos. Foi exatamente isso que aconteceu comigo quando comecei a jogar Back [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Para mim, um dos aspectos mais fantásticos do meio indie é a possibilidade de encontrar um jogo que, por um motivo ou outro, tinha passado totalmente por fora do seu radar, e acabar descobrindo um dos títulos mais fantásticos e instigantes dos últimos tempos. Foi exatamente isso que aconteceu comigo quando comecei a jogar<strong><a href="https://opencritic.com/game/16155/back-to-the-dawn"> <em>Back do the Dawn</em></a></strong><em> </em>no Nintendo Switch 2.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo de cara, o jogo já tinha me chamado a atenção por sua premissa interessante e direção de arte muito charmosa. Estamos falando de um jogo focado em narrativa, que opta por contar uma história de “fuga da prisão”, onde escolhemos um dentre dois protagonistas para viver o dia-a-dia de uma penitenciária enquanto dá o seu melhor para crescer na hierarquia, fazer alianças (e inimigos), conseguir dinheiro e, claro, sobreviver.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9545-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-96275" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9545-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9545-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9545-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9545-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9545-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9545-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9545-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9545.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Prepare-se para um jogo com grande foco em narrativa<em>.&nbsp;(Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Isso tudo é feito por meio de uma direção de arte extremamente chamativa, que mistura pixel-art e cenários 3D (em um estilo que às vezes lembra os jogos HD-2D da Square Enix, mas com uma identidade muito própria). Diferentes ângulos de câmera são utilizados para criar cenários com finalidades e sensações distintas — às vezes, vemos o mapa de uma visão de cima, bem típica de jogos pixel-arte; em outras, temos ângulos diferenciados, que possibilitam ter breves vislumbres do horizonte, ou ainda a visão lateral das monótonas celas da prisão Boulderton.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como você pode perceber até o momento, <em>Back to the Dawn </em>criou uma impressão inicial extremamente positiva em mim. Agora, será que essa impressão se manteve a mesma durante as cerca de 15 horas que levei para terminar o jogo pela primeira vez (além das horas adicionais que passei explorando o segundo personagem)? É isso que vamos descobrir durante essa análise.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9544-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-96274" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9544-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9544-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9544-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9544-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9544-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9544-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9544-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9544.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Dois presos, duas histórias diferentes<em>.&nbsp;(Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>Uma história em duas prisões</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Caso você tenha o mínimo interesse em <em>Back to the Dawn</em>, é preciso deixar uma coisa bem clara desde agora: esse é um jogo com um foco muito grande em narrativa, e, consequentemente, exige muita leitura. Vale dizer que o tipo de leitura que o jogo oferece é bastante interessante, já que seu rol de personagens apresenta características únicas, que tornam todas as conversas interessantes e engajantes. O grande porém é que o jogo não possui localização na nossa língua (nem mesmo em espanhol, o que poderia ajudar algumas pessoas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a leitura em língua inglesa não for um empecilho para você, <em>Back to the Dawn</em> oferece duas narrativas distintas e igualmente interessantes. Logo no início do jogo, você pode escolher jogar com a raposa Thomas, um jornalista que é enviado para a prisão injustamente após descobrir um esquema de corrupção, ou com a pantera Bob, um agente infiltrado que busca desvendar um crime de dentro do cárcere. Cada um dos personagens traz uma narrativa própria, que dura cerca de 15 horas e que adiciona à <em>Back to the Dawn</em> um fator replay bastante interessante.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9548-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-96276" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9548-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9548-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9548-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9548-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9548-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9548-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9548-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9548.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">A rotina da prisão oferece momentos bastante diferentes, incluindo um pouco de tempo ao ar livre<em>.&nbsp;(Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a estrutura geral de jogo seja a mesma com ambos os personagens — é preciso seguir a rotina da penitenciária, respeitando os horários de acordar, trabalhar, almoçar, o tempo livre, a hora de dormir etc —, cada um deles ganha com o tempo acesso a algumas sessões diferentes da penitenciária, e conseguem explorar interações e aspectos únicos do jogo em cada uma de suas campanhas. Isso significa que é quase como se tivéssemos dois jogos em um.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em ambos os casos, <em>Back to the Dawn</em> desenvolve os dramas e dificuldades dos protagonistas de maneira surpreendente, trabalhando as diferenças de suas personalidades tanto na narrativa quanto nas mecânicas. Por exemplo, como um jornalista, Thomas tem habilidades que o ajudam a coletar informações mais facilmente. Bob, por outro lado, tem mais força e se sai melhor em atividades físicas e combates. Cada um dos dois incentiva uma jogabilidade diferente.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9553-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-96277" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9553-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9553-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9553-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9553-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9553-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9553-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9553-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9553.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Cada presidiário possui um background único<em>.&nbsp;(Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>A </strong><strong><s>fazenda</s></strong><strong> prisão dos bichos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O mais interessante é que o ótimo trabalho de desenvolvimento de personagens não está limitado a Thomas e Bob, apenas. A prisão possuí nada mais, nada menos do que 47 presos, cada um com suas características e personalidades distintas. Além disso, policiais, médicos, cozinheiros e outros funcionários da penitenciária e personagens externos também complementam um rol de personagens interessantíssimo de se conhecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a temática de prisão traga toda uma sorte de temáticas e acontecimentos bastante pesados, que são muito bem explorados durante as duas campanhas, a escrita de <em>Back to the Dawn </em>consegue transitar por vertentes muito distintas, muitas vezes brincando com o humor, ou mesmo o non-sense. Isso cria uma experiência que consegue ser muito tensa, mas com quebras interessantes. Essa justaposição é reforçada ainda pelo modo como o jogo representa os seus diversos personagens.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9552-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-96278" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9552-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9552-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9552-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9552-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9552-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9552-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9552-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9552.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">O tempo é limitado e você precisa escolher o que vale mais a pena fazer<em>.&nbsp;(Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Seguindo uma pegada à lá ao filme <em>Zootopia</em>, a HQs <em>Maus</em>, ou ainda o jogo <em>Night in the Woods</em>, <em>Back to the Dawn</em> escolhe representar todos os seus personagens por meio de animais antropomorfizados. Essa é uma escolha que adiciona uma camada extra de significado e profundidade aos personagens que é trabalhada não apenas no sentido visual, como também por meio da quebra de expectativas perante os diversos personagens da prisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Utilizando os líderes das gangues como exemplos, vemos que o elefante Jumbo controla um esquema de lutas ilegais por meio de sua força bruta, o leão Alex se porta como um predador de olho nos pátios externos, e o chimpanzé Caesar usa a inteligência em um esquema de agiotagem. Os outros personagens da penitenciária, sejam eles presos, guardas ou funcionários, também assumem formas que estão intimamente ligadas às suas personalidades e ações executadas durante as campanhas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9549-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-96279" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9549-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9549-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9549-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9549-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9549-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9549-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9549-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9549.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Com recursos muito limitados, às vezes vale a pena trabalhar para ganhar alguma migalha<em>.&nbsp;(Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>A redenção de Boulderton&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Back to the Dawn</em> não é um jogo apenas narrativo. Muito pelo contrário. Para tornar toda essa camada de história mais interessante e recompensadora, o jogo adiciona diversos elementos de RPG e sobrevivência para tornar a sua vida na prisão mais difícil. Para começo de conversa, nosso protagonista possui necessidades fisiológicas que precisam ser saciadas constantemente. Fome, vontade de ir ao banheiro, higiene e status físicos e mentais influenciam o dia-a-dia na prisão de diversas formas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoalmente, eu costumo não ser muito fã de mecânicas de jogos de sobrevivência como <em>Rust</em> ou <em>Ark</em>. Para mim, são mecânicas que podem ficar muito cansativas rapidamente. Contudo, o modo como <em>Back to the Dawn</em> implementa esses elementos funcionou perfeitamente pra mim. Durante a rotina do presídio, você tem horários definidos para comer e dormir, porém essas situações apresentam escolhas que se tornam significativas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9546-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-96280" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9546-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9546-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9546-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9546-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9546-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9546-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9546-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9546.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Cada lugar da prisão oferece oportunidades diferentes, incluindo a enfermaria<em>.&nbsp;(Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Você vai querer gastar dinheiro para comer uma comida melhor, que te oferece mais saciedade? Ou é melhor economizar e malemá acabar com a sua fome? Suas noites de sono serão frias e repletas de pesadelos? Talvez seja bom economizar dinheiro e comprar um travesseiro e um cobertor. De modo análogo, caso você não consiga comprar sabão para tomar banho, pode começar a cheirar mal, o que vai te atrapalhar enormemente na hora de conversar com os outros presos e conseguir favores importantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você leva em consideração o fato de você ter tempo e recursos limitados na prisão, todas essas escolhas se tornam realmente significativas. A coisa toda se torna ainda mais interessante quando você adiciona à equação toda uma camada leve de RPG. Seu personagem possui pontuações diferentes em status como força, agilidade, inteligência e carisma, que afetam suas chances nas mais diversas atividades. Melhorar tais habilidades também permite liberar habilidades únicas, que podem afetar o combate e as diversas interações no jogo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9550-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-96281" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9550-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9550-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9550-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9550-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9550-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9550-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9550-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9550.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">O sistema de RPG envolve habilidades que podem ser aprendidas e equipadas<em>.&nbsp;(Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>Nem tudo são flores (ainda mais na cadeia)</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Falando em combate, talvez esse seja um dos poucos aspectos do jogo que não ressoou muito bem comigo. Existe, é claro, uma tentativa de tornar o combate na prisão em algo crível e “realista”. Isto significa que entrar em qualquer combate com algum presidiário se configura uma escolha extremamente perigosa em todos os momentos, já que o sistema de combate em turnos do jogo é bastante cruel e desafiador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perder o combate e ser levado à enfermaria gera consequências devastadoras para a sua campanha, já que você pode ficar dias gravemente machucado. Tematicamente, é uma escolha interessante e condizente com o resto da experiência que <em>Back to the Dawn </em>tem a oferecer. O lado negativo disso, contudo, é que o sistema de combate soa injusto e aleatório, ao ponto de eu tentar evitar todo e qualquer combate durante minhas duas campanhas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9547-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-96282" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9547-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9547-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9547-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9547-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9547-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9547-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9547-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9547.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">O combate é punitivo ao extremo<em>.&nbsp;(Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto levemente incômodo de <em>Back to the Dawn</em> está relacionado a sua performance no Nintendo Switch 2, que possui algumas pequenas inconveniências que não estragam em nada o jogo, mas que se mostram mais presentes do que eu gostaria. Esses probleminhas tomam forma em um micro-travamento que acontece em alguns momentos enquanto você está andando pela prisão, e às vezes quando você abre algum menu de interação. Devido à natureza do jogo, isso não chega a atrapalhar, mas pode ser incômodo em alguns momentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao menos, o jogo compensa isso enormemente por meio de um estilo artístico muito interessante, no qual 3D e 2D se mesclam em cenários fantásticos. A trilha sonora, embora não muito marcante, consegue pontuar bem o momento-a-momento da prisão, principalmente em situações mais específicas, onde a tensão impera e os riscos de ser pego se tornam ainda maiores. O resultado é uma direção de arte coesa e muito charmosa.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9551-1024x576.jpeg" alt="" class="wp-image-96283" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9551-1024x576.jpeg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9551-300x169.jpeg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9551-768x432.jpeg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9551-1536x864.jpeg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9551-150x84.jpeg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9551-450x253.jpeg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9551-1200x675.jpeg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_9551.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Informação é a chave para conseguir completar seus objetivos<em>.&nbsp;(Imagem: Jhonatan Carneiro)</em></figcaption></figure>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>Review de Back to the Dawn — Imperdível</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre tantos e tantos jogos que saem semanalmente em todas as plataformas, <em>Back to the Dawn</em> galgou um espaço todo especial na minha lista dos melhores jogos que joguei nos últimos tempos. Viver a vida na prisão de Boulderton é uma atividade surpreendentemente divertida e instigante, já que o jogo mescla muito bem uma série de mecânicas de RPG e sobrevivência com uma narrativa muito profunda, repleta de personagens interessantíssimos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com dois personagens que oferecem experiências bastante diferentes, <em>Back to the Dawn</em> é um desses jogos para jogar e rejogar — nesse sentido, inclusive, o jogo oferece uma opção de New Game+, que te permite carregar parte do progresso para uma nova campanha, o que ajuda enormemente na hora de tentar encontrar uma outra rota de fuga, ou tentar fazer amizades que você não conseguiu durante a sua primeira run.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o jogo possua algumas pequenas arestas na forma de um combate muito punitivo e alguns pequenos problemas de performance (que, acredito, possam ser corrigidos em futuros patches), a experiência de jogar <em>Back to the Dawn </em>ainda é única e fantástica o suficiente para valer a pena para todo dono de Nintendo Switch 1 e Nintendo Switch 2. Caso queira um jogo diferente e de muita qualidade, <em>Back to the Dawn</em> é uma das melhores opções indies de 2026 até o momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>PS: A análise foi feita em um Nintendo Switch 2 através de uma cópia cedida pela Clouded Leopard Entertainment.</em></p>
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		<title>Jogos em que suas decisões realmente mudam o rumo da história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sherman Castelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2025 16:21:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[jogos narrativos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conheça os melhores jogos em que suas decisões mudam o rumo da história. Detroit, Heavy Rain, Disco Elysium e mais</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Muitos jogos prometem que as escolhas do jogador terão impacto, mas frequentemente essas mudanças acabam sendo superficiais. Em muitos casos, o máximo que se vê são variações pequenas em diálogos ou expressões faciais de personagens.</p>



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</ul>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, alguns títulos conseguem transformar essa promessa em realidade, oferecendo trajetórias únicas e finais verdadeiramente distintos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, exploramos alguns jogos que elevaram o conceito de narrativa ramificada a um novo nível. Cada um deles permite que decisões moldem não apenas personagens secundários, mas também o rumo da trama, os cenários visitados e até mesmo os temas centrais da história.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Tactics Ogre: Let Us Cling Together</h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-22-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-78415" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-22-1024x576.jpg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-22-300x169.jpg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-22-768x432.jpg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-22-1536x864.jpg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-22-150x84.jpg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-22-450x253.jpg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-22-1200x675.jpg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-22.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Reprodução: Quest Corporation</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Tactics Ogre é considerado um pioneiro dos jogos onde as decisões mudam o rumo da história. Logo no início, o jogo coloca o jogador diante de uma decisão crucial: apoiar um movimento rebelde ou seguir as ordens de um governo autoritário. Essa escolha inicial não altera apenas diálogos, mas direciona a campanha para rumos totalmente diferentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo da jornada, personagens podem viver ou morrer conforme as lealdades escolhidas. Batalhas inteiras assumem novos contextos, e o tom da história muda drasticamente. Essa profundidade narrativa estabeleceu um padrão para outros RPGs táticos que vieram depois e continua sendo uma referência até hoje.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Alpha Protocol</h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-1-10-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-78416" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-1-10-1024x576.jpg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-1-10-300x169.jpg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-1-10-768x432.jpg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-1-10-1536x864.jpg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-1-10-150x84.jpg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-1-10-450x253.jpg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-1-10-1200x675.jpg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-1-10.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Reprodução: Obsidian</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Alpha Protocol, da <a href="https://republicadg.com.br/?s=Obsidian" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Obsidian</a>, ganhou fama por suas falhas técnicas, mas é lembrado pela ousadia narrativa. O jogo coloca o jogador no papel do agente Michael Thorton, cujas escolhas determinam não apenas o desenrolar da trama, mas também quem se torna aliado ou inimigo. As decisões influenciam diretamente como facções enxergam o protagonista e moldam o caminho das missões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse sistema faz com que duas jogatinas possam ser completamente diferentes. Arcos narrativos inteiros podem desaparecer caso o jogador tome certas decisões, criando experiências distintas e imprevisíveis. Mesmo com limitações no combate, Alpha Protocol ainda é citado como um dos exemplos mais ousados de narrativa ramificada.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Heavy Rain</h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-2-9-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-78417" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-2-9-1024x576.jpg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-2-9-300x169.jpg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-2-9-768x432.jpg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-2-9-1536x864.jpg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-2-9-150x84.jpg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-2-9-450x253.jpg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-2-9-1200x675.jpg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-2-9.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Reprodução: Quantic Dreams</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em Heavy Rain, a narrativa gira em torno do Assassino do Origami e de quatro protagonistas que tentam impedir sua sequência de crimes. O grande diferencial está na forma como a história lida com a mortalidade dos personagens: qualquer um deles pode morrer, e o jogo segue em frente sem retornar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa abordagem cria um senso de urgência raro em jogos do gênero. Além disso, as escolhas normalmente precisam ser tomadas sob pressão, o que torna cada decisão carregada de tensão. Os finais variam bastante, garantindo que duas campanhas nunca sejam iguais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">The Witcher 2: Assassins of Kings</h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-3-5-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-78418" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-3-5-1024x576.jpg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-3-5-300x169.jpg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-3-5-768x432.jpg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-3-5-1536x864.jpg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-3-5-150x84.jpg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-3-5-450x253.jpg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-3-5-1200x675.jpg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-3-5.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Reprodução: CD Projekt Red</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário do que se vê em muitos RPGs, The Witcher 2 apresenta uma das escolhas mais impactantes já feitas no gênero. Logo no primeiro ato, o jogador precisa decidir entre se aliar a Vernon Roche, comandante dos soldados, ou ao líder elfo Iorveth. Essa decisão muda não apenas a perspectiva, mas também os locais visitados e os personagens encontrados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado é uma divisão de enredo tão significativa que praticamente obriga uma segunda jogada. Cada rota apresenta eventos únicos, e muitos jogadores destacam como a CD Projekt Red conseguiu oferecer experiências verdadeiramente diferentes dentro do mesmo jogo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Until Dawn</h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-4-5-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-78419" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-4-5-1024x576.jpg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-4-5-300x169.jpg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-4-5-768x432.jpg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-4-5-1536x864.jpg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-4-5-150x84.jpg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-4-5-450x253.jpg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-4-5-1200x675.jpg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-4-5.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Reprodução: Supermassive Games</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Until Dawn transporta o jogador para um cenário de terror clássico, em que um grupo de jovens precisa sobreviver a uma noite em uma cabana isolada. A grande inovação está no uso do chamado efeito borboleta: pequenas escolhas, como investigar um barulho ou se esconder, podem determinar a vida ou a morte de personagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com oito protagonistas em risco, as combinações de resultados são inúmeras. Essa mecânica faz com que cada decisão tenha peso real, especialmente quando jogado em grupo. O suspense se intensifica, e cada sessão resulta em um desfecho particular, tornando o jogo altamente rejogável.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Detroit: Become Human</h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-5-8-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-78420" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-5-8-1024x576.jpg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-5-8-300x169.jpg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-5-8-768x432.jpg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-5-8-1536x864.jpg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-5-8-150x84.jpg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-5-8-450x253.jpg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-5-8-1200x675.jpg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-5-8.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Reprodução: Quantic Dreams</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A Quantic Dream desenvolveu em Detroit: Become Human um sistema de fluxograma que mostra ao jogador todas as possibilidades narrativas. Portanto, isso ajuda a dimensionar o quanto cada decisão pode alterar o rumo da história, que acompanha androides em busca de identidade e liberdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As escolhas moldam personalidades, relacionamentos e até o futuro da revolução dos androides. Além disso, personagens podem viver ou morrer dependendo das atitudes do jogador, o que amplia a sensação de controle sobre o destino da trama. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa abordagem garante experiências únicas em cada campanha, assim, Detroit não poderia faltar nesta lista com jogos em que as decisões realmente mudam o rumo da história.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Disco Elysium</h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-6-5-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-78421" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-6-5-1024x576.jpg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-6-5-300x169.jpg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-6-5-768x432.jpg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-6-5-1536x864.jpg 1536w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-6-5-150x84.jpg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-6-5-450x253.jpg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-6-5-1200x675.jpg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-6-5.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Reprodução: ZA/UM</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Disco Elysium se diferencia ao colocar o jogador dentro da mente fragmentada de um detetive. Em vez de escolhas tradicionais de diálogo, a narrativa se constrói a partir de falhas e sucessos em testes de perícia, que revelam aspectos diferentes da psique do protagonista. Portanto, isso cria situações em que até mesmo pensamentos internos entram em conflito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cidade de Revachol reage de forma dinâmica às ações, oferecendo uma sensação de fluidez rara em RPGs. Dessa forma, cada jogada resulta em um detetive distinto, moldado pelas decisões do jogador, o que dá ao título um nível de profundidade que poucos jogos alcançam.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />



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