Lançado em 1989 pela Nintendo, o Game Boy original em preto e branco (ou verde) mudou totalmente a forma de jogar. Além disso, pela primeira vez, era possível levar seus games favoritos para qualquer lugar, transformando assim qualquer pausa ou viagem em diversão.
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Com mais de 100 milhões de unidades vendidas, incluindo o sucesso do Game Boy Color, o portátil virou um verdadeiro ícone dos anos 90. Enquanto muitas adaptações de sucessos do NES e do Super Nintendo, como Tetris, fizeram história, títulos originais como a série Pokémon também elevaram o Game Boy a outro nível.
Nesta lista, reunimos 15 jogos que marcaram época. Para manter a variedade, evitamos repetir franquias, com exceções apenas para séries derivadas, como Donkey Kong e Donkey Kong Land ou Super Mario Land e Wario Land. Vale lembrar que consideramos apenas os games do Game Boy original e do Game Boy Pocket em preto e branco, deixando de fora os títulos do Game Boy Color.
Pokémon Red & Pokémon Blue

Antes do sucesso de Pokémon Gold & Silver, Pokémon Red e Blue já haviam conquistado o público e, como resultado, ajudaram a impulsionar as vendas do Game Boy. Criados pela Game Freak e Nintendo, esses jogos apresentaram aos jogadores o mundo de Pokémon, com criaturas icônicas como Bulbasaur, Squirtle e Charmander. Assim, os players, como treinadores iniciantes, saíam da cidade de Pallet e exploravam todo o continente de Kanto, capturando, treinando e batalhando com diversos monstros.
O game combina RPG e estratégia. Além disso, exige que os jogadores enfrentem criaturas selvagens, derrotem os oito Líderes de Ginásio e cheguem à Liga Pokémon para desafiar a Elite dos Quatro, enquanto desmantelam a organização criminosa Equipe Rocket. Red e Blue também tinham Pokémon exclusivos, o que incentivava trocas entre jogadores e fortalecia a interação social.
Pokémon Gold & Pokémon Silver

Não dá para falar do Game Boy sem citar Pokémon, uma das séries mais icônicas da Nintendo. Após o sucesso de Red e Blue, Pokémon Gold e Silver levaram os jogadores para uma nova aventura na região de Johto. Além disso, o universo foi expandido com novos treinadores, organizações e desafios.
O jogo trouxe um ciclo de dia e noite baseado no relógio interno do game e introduziu mais de 100 novos Pokémon, além dos 151 originais. Dessa forma, eles passaram a ter gêneros e também podiam gerar ovos. Uma das maiores surpresas, no entanto, era poder revisitar Kanto depois de completar a campanha em Johto. Nessa fase, os jogadores ainda podiam enfrentar até mesmo o protagonista do primeiro jogo, algo viabilizado pelas ferramentas de compressão desenvolvidas por Satoru Iwata, futuro presidente da Nintendo.
Super Mario Land 2

Super Mario Land foi um dos primeiros games do Game Boy e permitia que os jogadores levassem Mario para qualquer lugar. No entanto, diferente de outros títulos da franquia, o jogo apresentava uma atmosfera curiosa e única, com tartarugas explosivas e fases com veículos. Essa diferença ocorre porque o game foi criado por Gunpei Yokoi, responsável pelo Game Boy, e não por Shigeru Miyamoto, criador do Mario.
Super Mario Land 2 por outro lado seguiu mais de perto a fórmula clássica de plataforma da série. Além disso, trouxe um novo power-up: as orelhas de coelho, que permitem que Mario reduza a velocidade da queda e tenha maior controle nos pulos. Outra novidade foi a introdução de Wario, agora rival de Mario, que invade o castelo do herói e espalha seis Moedas Douradas pelo mundo, necessárias para desbloquear o castelo.
The Legend of Zelda: Link’s Awakening

The Legend of Zelda: Link’s Awakening prova que o Game Boy podia ter jogos originais de destaque, e não apenas versões simplificadas de títulos maiores. Além disso, mantendo a qualidade da série, o game trouxe aventuras com visão aérea, combates desafiadores e dungeons repletas de quebra-cabeças, tudo isso em um formato portátil que não deixava nada a desejar.
A história se passa na ilha de Koholint, onde Link chega após um naufrágio. Para conseguir escapar, ele precisa encontrar oito instrumentos mágicos e despertar o lendário Wind Fish. Mesmo em escala menor, o jogo conseguiu manter toda a complexidade e o charme da franquia, oferecendo assim uma experiência completa para os fãs.
Tetris

Não dá para falar do Game Boy sem mencionar Tetris, um dos maiores fenômenos do console. Criado originalmente pelo desenvolvedor russo Alexey Pajitnov, o jogo se tornou um clássico instantâneo ao acompanhar o Game Boy como título essencial. Para muitos, Tetris era motivo suficiente para ter o portátil.
O objetivo é simples, mas viciante: organizar peças de formatos variados, chamadas Tetraminos, para formar linhas completas, que desaparecem e liberam espaço na tela. Conforme o jogo avança, a velocidade aumenta, exigindo raciocínio rápido e reflexos precisos para evitar que as peças se empilhem até o topo.
Donkey Kong

Donkey Kong para Game Boy, também conhecido como Donkey Kong ’94, surpreendeu muitos jogadores ao expandir o clássico de fliperama de 1981. Desenvolvido pela Nintendo e Pax Softnica, o jogo começa com a mesma premissa: Mario precisa escalar plataformas e desviar de inimigos para resgatar Pauline do enorme macaco.
A grande surpresa aparece após completar essas fases iniciais. O game se transforma, oferecendo novas fases cheias de quebra-cabeças e desafios originais, além de um conjunto de movimentos acrobáticos inéditos para Mario. Essa evolução acabou dando origem à série Mario vs. Donkey Kong, trazendo mais estratégia e diversão ao universo do personagem.
Kirby’s Dream Land 2

Kirby, um dos personagens mais queridos da Nintendo, começou sua trajetória no Game Boy com Kirby’s Dream Land. Porém, foi no segundo jogo da série que ele realmente se destacou. Desenvolvido pela HAL Laboratory, Kirby’s Dream Land 2 trouxe a habilidade de copiar poderes dos inimigos, como fogo, eletricidade, bumerangues e até um guarda-chuva, aumentando a estratégia e a diversão.
Kirby também pode usar montarias especiais, como o hamster Rick, o pássaro Coo e o peixe Kine. Elas ajudam a superar obstáculos e inimigos. Juntos, eles enfrentam Evil Matter, uma força maligna que tomou o controle do vilão King Dedede e ameaça as Rainbow Islands.
Metroid II: Return of Samus

Quando a franquia Metroid ainda era pouco conhecida, Metroid II: Return of Samus trouxe a caçadora de recompensas Samus Aran para o Game Boy. O jogo oferece uma aventura inédita no planeta natal dos Metroids, SR388. Mantendo a essência do título original do NES, combina exploração e ação. Novas habilidades permitem desbloquear áreas antes inacessíveis, como a Spider Ball, que deixa Samus andar pelas paredes.
A missão principal é localizar e eliminar quarenta Metroids. A tarefa pode parecer repetitiva no começo, mas se torna desafiadora à medida que as criaturas evoluem e assumem formas diferentes. Com fases bem planejadas e gameplay viciante, Metroid II se consolida como um clássico portátil da Nintendo.
Donkey Kong Land

Após o sucesso de Donkey Kong Country no Super Nintendo, a Rareware criou um jogo de plataforma para o Game Boy, mantendo a essência do original mesmo com gráficos em preto e branco. Curiosamente, a própria história do game reflete esse desafio: Donkey Kong e Diddy precisam superar obstáculos e provar seu valor, sem os gráficos detalhados da versão do Super Nintendo.
Apesar de alguns jogadores considerarem Donkey Kong Land apenas uma adaptação de Donkey Kong Country, o jogo traz fases totalmente originais e desafios únicos. Donkey Kong Land I, II e III se destacam como clássicos do Game Boy, oferecendo diversão portátil e gameplay envolvente para fãs da franquia.
Final Fantasy Adventure

Desenvolvido pela Square Enix, Final Fantasy Adventure surgiu como um spin-off da famosa série de RPG, mas com foco maior em ação e exploração, seguindo um estilo parecido com The Legend of Zelda. O sucesso do game criou sua própria franquia dentro do universo Mana.
No jogo, o jogador controla Sumo, um jovem aprisionado para se tornar gladiador. Ele consegue escapar e descobre um plano maligno do Dark Lord e do feiticeiro Julius. A missão é impedir que eles dominem o poder da Mana, embarcando em uma aventura cheia de desafios.
A jogabilidade combina exploração de dungeons com visão aérea, combates usando diferentes armas e itens, e quebra-cabeças estratégicos. Final Fantasy Adventure se mantém como um clássico do Game Boy, oferecendo uma experiência portátil única que conquistou fãs até hoje.
Castlevania II: Belmont’s Revenge

Seguindo o sucesso de Operation C para a franquia Contra, a Konami trouxe para o Game Boy títulos originais de Castlevania, mantendo a essência dos games do NES antes do surgimento dos famosos “Metroidvania”.
Em Castlevania II: Belmont’s Revenge, os jogadores controlam Christopher Belmont em uma missão para resgatar seu filho, sequestrado por forças malignas. Embora as fases sejam lineares, é possível escolher a ordem de enfrentamento, lembrando o estilo de Mega Man. A ação tradicional da série permanece, com o uso do chicote para derrotar monstros e superar armadilhas e obstáculos.
Mega Man V

No Game Boy, a popular série Mega Man da Capcom ganhou diversas versões portáteis, como Mega Man, II, III e IV, mantendo a ação e a plataforma contra as máquinas do Dr. Wily. Esses primeiros títulos traziam algumas limitações, como fases reduzidas e apenas quatro chefes por game, em vez dos oito tradicionais do NES.
Mega Man V surpreendeu os fãs ao apresentar uma aventura totalmente original. Com novos chefes espaciais chamados StarDroids, Mega Man enfrenta desafios inéditos, equipado com a poderosa Mega Arm e contando com a ajuda de Tango, um simpático gato robô.
Wario Land 2

Originalmente vilão nos jogos de Mario, Wario se tornou um anti-herói e ganhou sua própria série de games. Em Wario Land 2, ele precisa recuperar seus tesouros roubados pela pirata Capitã Syrup e seus capangas, que ainda inundaram seu castelo. O jogo combina ação, plataforma e elementos de quebra-cabeça, com um detalhe curioso: Wario não possui barra de energia, sendo praticamente imortal.
Os danos causados por inimigos, como ser achatado ou queimado, se tornam ferramentas estratégicas para resolver quebra-cabeças, permitindo acessar áreas pequenas ou destruir blocos especiais. Com essa mecânica inovadora, Wario Land 2 oferece desafios criativos e diversão contínua, consolidando Wario como protagonista de aventuras únicas no Game Boy.
Operation C

Em uma época em que jogos portáteis geralmente traziam versões simplificadas de títulos de console, a Konami lançou Operation C para o Game Boy, provando que ação intensa também cabia em um portátil. O jogador controla Bill Rizer em sua missão contra a ameaça alienígena Black Viper, mesmo com uma história mais simples, o foco está na jogabilidade rápida e desafiadora.
O game combina tiroteios com soldados, veículos armados e criaturas, utilizando armas clássicas da série, como a Spread Gun, além da novidade Homing Gun. Algumas fases ainda alternam para visão aérea, trazendo variedade à ação e mantendo o ritmo frenético típico da franquia Contra.
Gargoyle’s Quest

Gargoyle’s Quest apresentou ao mundo um dos anti-heróis mais inesperados da Capcom: o gárgula Firebrand, originado da série Ghouls ‘n Goblins. O jogo mistura ação, plataforma e elementos de RPG, alternando entre fases desafiadoras, exploração em mapas com encontros de personagens e batalhas aleatórias contra monstros, oferecendo uma experiência portátil surpreendentemente profunda.
A série, iniciada no Game Boy, ganhou sequência no NES com Gargoyle’s Quest 2 e culminou no aclamado Demon’s Crest para o Super Nintendo. Embora não tenha recebido novos títulos desde então, Firebrand continuou presente como lutador em Ultimate Marvel vs. Capcom 3 e Marvel vs. Capcom: Infinite, consolidando seu legado.
