Nos videogames, a trilha sonora vai muito além de preencher o silêncio. Com o passar do tempo, a música passou a ser uma parte essencial da experiência, ajudando a criar identidade, ritmo e emoção em cada jogo. Atualmente, ela influencia diretamente como o jogador percebe cenas, personagens e momentos importantes da história.
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Em 2025, esse papel ficou ainda mais evidente. Muitos lançamentos apostaram em trilhas sonoras marcantes para reforçar a imersão, acompanhar a narrativa e tornar cada fase mais memorável. Além disso, a música passou a trabalhar junto da jogabilidade, intensificando batalhas, explorando sentimentos e ampliando o impacto das decisões do jogador.
Por isso, o OverloadGames reuniu os jogos com as melhores trilhas sonoras de 2025. Como o gosto musical varia bastante, a lista não segue um ranking de qualidade. Os títulos estão organizados em ordem alfabética, destacando apenas aqueles que mais se sobressaíram no uso da música nos games.
Sword of the Sea

Sword of the Sea marca mais uma parceria entre Austin Wintory e o estúdio Giant Squid, uma colaboração que já rendeu trilhas memoráveis em jogos como Abzû e The Pathless. Além disso, o projeto conta com a direção artística de Matt Nava, conhecido por seu trabalho em Journey, o que ajuda a definir o tom sensível do jogo.
Desde os primeiros momentos, a trilha sonora aposta em músicas contemplativas que acompanham o movimento fluido do personagem deslizando pelas ondas de areia. Com isso, a música se adapta de forma dinâmica à jogabilidade e reforça a sensação de liberdade durante a exploração.
Ao mesmo tempo, a trilha também dialoga com a narrativa, ampliando o impacto emocional da jornada. Wintory explorou uma grande variedade de sons, combinando coros, flautas, pianos e até vozes infantis. Segundo o compositor, a liberdade criativa oferecida por Matt Nava foi essencial para experimentar novas ideias e criar uma trilha sonora única entre os jogos de 2025.
South of Midnight

Desde sua apresentação no Xbox Games Showcase 2023, South of Midnight chamou atenção pelo visual estilizado que lembra animações em stop motion e pela forte influência do Blues, criando uma atmosfera sombria inspirada no sul dos Estados Unidos. Esse conjunto artístico ajuda o jogo a se destacar logo de início.
Embora o combate não seja seu ponto mais forte, o título compensa com uma narrativa envolvente, identidade visual marcante e uma trilha sonora poderosa assinada por Olivier Deriviere. Além disso, o uso do Blues como base musical reforça o clima gótico da aventura e contribui para tornar 2025 um ano relevante para o gênero nos games.
As músicas ambientes funcionam bem durante a exploração. No entanto, são os temas de chefes que realmente impressionam. Nesses momentos, a trilha sonora eleva a tensão, transmite a imponência dos inimigos e aumenta o impacto das batalhas, fortalecendo a imersão do jogador.
Hollow Knight: Silksong

A presença de Hollow Knight: Silksong nesta lista é quase obrigatória. No novo metroidvania da Team Cherry, a música continua sendo parte essencial da identidade do jogo e ajuda a contar a história do reino de Pharloom e das tecelãs, elementos centrais da jornada de Hornet. No primeiro Hollow Knight, as trilhas atmosféricas e os temas de chefes foram fundamentais para transmitir a melancolia de Hallownest.
Faixas marcantes como as batalhas contra grandes inimigos e o próprio tema da Hornet ajudaram a criar uma das experiências sonoras mais lembradas do gênero. Em Silksong, Christopher Larkin retorna e amplia esse trabalho. Desta vez, a progressão é vertical, levando o jogador cada vez mais alto até a grande cidadela.
Por isso, a trilha sonora acompanha essa ascensão, adotando tons mais luminosos e quase sagrados, em sintonia com a temática religiosa do jogo. Além disso, o aumento de orçamento é perceptível. O uso de orquestras e uma variedade maior de instrumentos permite composições mais ricas, como no tema da chefe Viúva, construído com foco em instrumentos de corda para reforçar sua identidade.
Hades II

Hades II se destaca facilmente entre as melhores trilhas sonoras de games de 2025. Assim como no primeiro jogo da Supergiant Games, a música volta a ser um pilar da experiência, ajudando a dar identidade à jornada pelo submundo. No entanto, a sequência adota um tom mais sombrio e ritualístico, alinhado à nova temática ligada ao tempo.
Ao longo da aventura, a trilha sonora se conecta diretamente com a jogabilidade. Um bom exemplo é a batalha contra Scylla and the Sirens, onde a música muda conforme cada integrante da banda é derrotado, removendo instrumentos de forma dinâmica e criativa. Com isso, o combate ganha ainda mais impacto.
Mais uma vez, Darren Korb entrega um trabalho de alto nível. O compositor consegue unir som e narrativa com precisão, refletindo a presença de Chronos e reforçando a sensação de instabilidade temporal que define Hades II.
Ghost of Yotei

Ghost of Yotei reforça como o Japão feudal segue sendo uma forte inspiração no entretenimento moderno. Após o sucesso de Ghost of Tsushima, a Sucker Punch leva os jogadores para a ilha de Hokkaido, conhecida como Ezo em 1603, acompanhando a jornada de Atsu, uma mercenária movida pela vingança contra os seis Yotei.
Diferente do jogo anterior, a história se passa em uma região que ainda não fazia parte do Japão. Por isso, o clima lembra uma terra sem lei, quase um faroeste oriental. Essa ideia é refletida diretamente na trilha sonora, que mistura elementos do Oeste com instrumentos tradicionais japoneses, criando uma identidade sonora única.
A base musical traz shamisen, shakuhachi, biwa, koto e kokyū, enquanto violão acústico, lap steel guitar e quarteto de cordas adicionam um tom mais ocidental. Essa combinação funciona muito bem com a personalidade de Atsu, uma protagonista menos presa à honra e mais disposta a fazer o que for preciso. Além disso, a trilha ganha novas leituras em modos alternativos, como o Lo-Fi, que combina perfeitamente com as paisagens de Ezo e reforça a imersão em Ghost of Yotei.
DOOM: The Dark Ages

DOOM: The Dark Ages representa uma mudança ousada dentro da trilogia reboot da id Software. Em vez de apenas repetir a fórmula acelerada de DOOM Eternal, o estúdio optou por um novo direcionamento para o shooter em primeira pessoa, algo que também impactou diretamente a trilha sonora do jogo.
Após a saída de Mick Gordon, marcada por controvérsias envolvendo DOOM Eternal, havia certa desconfiança sobre o rumo musical da franquia. Ainda assim, The Dark Ages conseguiu encontrar sua própria identidade sonora, mesmo sem alcançar o nível icônico dos títulos anteriores.
A trilha aposta em músicas pesadas e mais cadenciadas, acompanhando o novo estilo de gameplay focado em resistência e confronto direto. Aqui, o jogador não depende tanto de mobilidade extrema, mas de posicionamento e força bruta, quase como um tanque de guerra. A música entende essa proposta e reforça o peso de cada combate. Embora não traga faixas tão memoráveis quanto clássicos da série, DOOM: The Dark Ages entrega composições fortes, intensas e que combinam perfeitamente com essa nova fase da franquia em 2025.
Death Stranding 2: On the Beach

Depois de seis anos de espera, Death Stranding 2: On the Beach marcou o retorno de Hideo Kojima com um dos grandes exclusivos do PlayStation 5 em 2025. O jogo se destacou rapidamente e garantiu várias indicações ao The Game Awards, incluindo Melhor Jogo do Ano e Melhor Trilha Sonora, reforçando seu peso na indústria.
Esse reconhecimento não acontece por acaso. Kojima sempre manteve uma relação próxima com o cinema e a música, e isso fica claro na forma como o som é usado para conduzir a experiência. A trilha acompanha a jornada de Sam Bridges com cuidado, reforçando o clima introspectivo e solitário do mundo pós-apocalíptico.
A seleção musical mistura composições originais com faixas licenciadas de artistas como WOODKID, criando momentos marcantes durante a exploração. Além disso, a trilha consegue manter o ritmo sem se tornar repetitiva, algo essencial em um jogo que valoriza longas caminhadas. Com isso, Death Stranding 2 transforma a música em parte fundamental da imersão do jogador.
Clair Obscur: Expedition 33

Mesmo meses após o lançamento, Clair Obscur: Expedition 33 continua sendo lembrado por sua trilha sonora marcante. Faixas como “Lumière” rapidamente ficaram na mente dos jogadores, reforçando a ideia de que a música tem papel central na forma como um jogo é vivido e lembrado.
Para Guillaume Broche, diretor criativo do projeto, a trilha sonora é um dos pilares da experiência. Essa visão ganhou ainda mais força com a entrada de Lorien Testard na equipe da Sandfall Interactive, após um contato feito em um fórum de jogos independentes. A parceria se mostrou perfeita para a proposta do JRPG francês.
O jogo se destaca pelo cuidado com o mundo criado, pela identidade visual inspirada na França e pelo uso da técnica artística Clair Obscur. A trilha sonora acompanha esse nível de qualidade, ampliando o impacto emocional da narrativa e dando peso aos momentos mais importantes da jornada. Em 2025, poucas trilhas sonoras foram tão memoráveis quanto a de Clair Obscur: Expedition 33.
