Era questão de tempo pra acontecer. Depois de fazer sucesso no cinema slasher como o palhaço mais violento de todos os tempos, Art conduz a franquia Terrifier para novos ares; e dessa vez em grande estilo.
Terrifier: The ARTcade Game não é a primeira vez que Art aparece em um videogame. Recentemente, ele foi adicionado em Fortnite como skin do evento de Halloween Pesadelos. Mas agora, o assassino ganha protagonismo e é a grande estrela de um projeto original.
The ARTcade Game é um beat ‘em up que resgata os principais elementos do gênero e que surpreendentemente conversa muito bem com o estilo proposto pela franquia de filmes. Mas é algo indispensável? Daí você descobrirá nos próximos parágrafos.
Esse filme não vai acontecer
Depois de descobrir que estão fazendo um novo filme com seu nome, Art sai de sua toca e junta o maior grupo de infames da cidade. Ao lado da versão deformada de Emily Crane, da palhacinha maligna e do doutor do mal, ele parte em direção ao set de filmagem de Damien Leone para tacar o terror.
Com isso, começa uma nova onda de violência na cidade, onde especialmente pessoas inocentes se tornam vítima do sadismo das criaturas. Dessa forma, o último facho de esperança fica por conta de uma guerreira que despertou… mas Art não se sente intimidado de forma alguma.

Terrifier: The ARTcade Game é um jogo de ação e aventura baseado em beat ‘em up. No game, até quatro jogadores podem se reunir em multiplayer local para explorar uma série de cenários únicos, dando porrada em tudo que se move.
A ideia do jogo funciona de acordo com os padrões do gênero. Câmera física, perspectiva de rolagem lateral e possibilidade de caminhar pelo cenário para evitar golpes e encontrar pontos de vantagem. Porém, o game da Selecta Play tem lá suas particularidades.

Diferente dos beat ‘em up tradicionais, Terrifier: The ARTcade Game aposta na violência gráfica. É muito sangue espalhado pela tela, tanto durante confrontos diretos contra adversários quanto por meio de finalizações ativadas pelo botão “Triângulo”. Além disso, o gore é garantido com belas imagens de mutilação.
O título não tem uma campanha longa; a jornada pode ser completada em até 1h sem maiores problemas. Mas esse não é o caso: o que dá vida longa ao game é a grande quantidade de modos alternativos, bem como desbloqueáveis que permitem acompanhar os bastidores do desenvolvimento do jogo.
Um banho de sangue
No aspecto de violência gráfica, Terrifier: The ARTcade Game faz jus à franquia de filmes. Os golpes mais simples dados pelos quatro personagens espirram sangue, mas as finalizações disponíveis após reduzir a zero o HP dos inimigos são caprichadas.
Elas variam de acordo com o personagem escolhido, bem como com a arma portada. Isso porque, ao longo da campanha, além de usar seus punhos, os vilões podem coletar diversos equipamentos corpo a corpo e pistolas para executar os adversários com estilo.

Além disso, os cenários de Terrifier: The ARTcade Game viram uma confusão devido à grande quantidade de armadilhas. Espinhos, buracos, barris explosivos, drones e muito mais tornam as fases bem desafiadoras, com algumas delas oferecendo até mesmo eventos dinâmicos bem interessantes.
As lutas contra os chefes também não deixam a desejar. Você enfrentará diversos membros da produção do filme, incluindo o diretor de Terrifier, Damien Leone. Além disso, a lendária versão guerreira de Sienna é uma das chefes e oferece uma resistência de alto nível em um combate desafiador.

E desafio é uma boa palavra para caracterizar o game. Há uma forte sensação de desbalanceamento, com os inimigos mais simples sendo bem OP e os chefes não contendo sequer uma janela para executar combos ou golpes especiais. Por isso, não há game over: você pode continuar infinitamente com ou sem o mesmo personagem.
Modos de jogo alternativos e uma baita galeria
Após concluir a campanha, Terrifier abre uma grande quantidade de modos alternativos para você se desafiar. Há uma experiência arcade, uma opção de boss rush e um time attack que contam com seus próprios sistemas de jogo (mas o conceito se mantém).
Enquanto isso, uma experiência baseada em hordas fica disponível no menu principal. Nela, você precisa subir diversos andares de um prédio infinito, derrotando adversários com dificuldade gradativa.

Outra opção interessante em Terrifier diz respeito a um menu de galeria. Na campanha, diversas fitas estão escondidas em lugares óbvios e em outros nem tanto; resgatá-las destrava uma arte especial no menu, que diz respeito a imagens conceituais de personagens e outros itens de desenvolvimento.
Infelizmente, a falta de suporte ao multiplayer online deixa The ARTcade Game muito restrito. Como são até quatro personagens jogáveis, não é fácil, nos tempos de hoje, encontrar mais três amigos e reuni-los no mesmo canto. Seria bem mais simples um multi via conexão de rede, pois jogar sozinho definitivamente não é tão divertido.
Terrifier: The ARTcade Game é um show sangrento de referências
The ARTcade Game pode não ser a estreia ideal de Art como protagonista de videogame, mas dá pro gasto. O jogo diverte com uma campanha curta e com modos alternativos, oferecendo bons níveis de desafios e uma grande quantidade de referências aos filmes.
O gameplay é um pouco desbalanceado, a história é muito esquecível e há alguns bugs, em especial durante transição de mapas, quando o personagem desaparece. Mas a vibe nostálgica é forte e há a essência do beat ‘em up a cada esquina.
No geral, Terrifier é um jogo eficiente no que se propõe. Porém, ir com altas expectativas pode te frustrar, pois não há como negar que o primeiro jogo oficial da franquia de filmes poderia ter sido mais ambicioso.
Beat 'em up sangrento, Terrifier aposta na quebra da quarta parede e em série de referências para introduzir, pela primeira vez, Art como protagonista de um jogo.
- História
- Jogabilidade
- Desempenho
- Visuais
- Som
- Diversão