A saga de Kratos atravessou gerações de consoles, mudou de mitologia, reinventou sua jogabilidade e transformou completamente o próprio espartano. Do guerreiro consumido pela vingança ao pai que tenta ser melhor, o Fantasma de Esparta percorreu um caminho longo e nada linear.
Abaixo, você confere a ordem cronológica completa da franquia God of War, já com o mais novo lançamento metroidvania, Sons of Sparta.
1. God of War: Sons of Sparta (2026)

Começamos este especial da ordem cronológica de God of War com o seu mais recente lançamento. Antes de qualquer pacto com Ares, antes das Lâminas do Caos e muito antes do Olimpo tremer, existe Esparta e o treinamento de espartanos.
Sons of Sparta explora a juventude de Kratos ao lado de Deimos, mostrando o treinamento brutal e a cultura espartana. Mais do que contextualizar, o jogo aprofunda a relação entre os irmãos, algo que ganha peso anos depois em Ghost of Sparta e cria uma boa base para o relacionamento e tratamento entre Kratos e Atreus.
2. God of War: Ascension (2013)

Seis meses após matar sua esposa e filha, enganado por Ares, Kratos tenta romper o vínculo que o prende ao deus da guerra. As Fúrias, Tisífone, Megera e Alecto, entram em cena como guardiãs dos juramentos quebrados.
Aqui, o foco não é vingança contra o Olimpo, mas libertação. Portanto, Ascension mostra um Kratos mais vulnerável, ainda dominado por culpa e alucinações. É o início da ruptura com Ares e o primeiro passo rumo ao confronto direto com os deuses.
3. God of War: Chains of Olympus (2008)

Ainda servindo ao Olimpo, Kratos recebe a missão de salvar Helios e impedir que o mundo mergulhe na escuridão. O ponto central do jogo não é apenas a batalha contra Perséfone, mas o dilema que ela oferece: abandonar seus poderes e reencontrar a filha ou cumprir seu dever e salvar o mundo.
Kratos escolhe o dever, afinal, sempre é o dever. Mesmo quando isso significa perder novamente aquilo que mais ama. Esse padrão começa a definir o personagem.
4. God of War (2005)

O jogo que apresentou Kratos ao mundo.
Atena promete apagar suas visões se ele derrotar Ares. A jornada pela Grécia estabelece o DNA da franquia: combate alucinantes e viscerais com câmera fixa e dinâmica, puzzles, chefes colossais e uma narrativa movida por vingança.
Portanto, ao matar Ares, Kratos assume o posto de Deus da Guerra. Mas o perdão não vem. As memórias continuam e a raiva e frustração cresce. É aqui que a confiança nos deuses começa a ruir de vez.
5. God of War: Ghost of Sparta (2010)

Já como deus, Kratos descobre que seu irmão Deimos está vivo.
O reencontro com a mãe, a revelação de ser filho de Zeus e a batalha contra Thanatos ampliam o drama pessoal do personagem. Sendo assim, a morte de Deimos marca um ponto definitivo: o conflito deixa de ser contra Ares e passa a ser contra o Olimpo. Portanto, se Ascension fala de culpa, Ghost of Sparta fala de perda.
6. God of War: Betrayal (2007)

Lançado para celulares, Betrayal se passa entre Ghost of Sparta e God of War 2.
Aqui, Kratos lidera Esparta enquanto cresce a tensão com os deuses. Ao matar Cérix, filho de Hermes, ele acelera o rompimento com o Olimpo. É um capítulo menor em escala, mas importante para mostrar como Zeus passa a enxergar Kratos como ameaça real.
7. God of War 2 (2007)

A traição de Zeus é o ponto de virada da saga. Kratos é enganado, perde seus poderes e é morto com a Blade of Olympus. Porém, ressuscitado com ajuda dos Titãs, ele decide desafiar o próprio destino ao enfrentar as Irmãs do Destino.
O jogo possui uma escala muito maior, agora o conflito deixa de ser pessoal e passa a ser mitológico, portanto, o Olimpo já não é algo a parte, afinal ele se torna o principal algo do espartano.
8. God of War 3 (2010)

Sequência direta do segundo jogo, marca o ataque final ao Olimpo. Poseidon, Hades, Hélios, e outros deuses caem ao longo da jornada. Cada morte provoca consequências no mundo: mares se revoltam, além disso, pragas surgem, espalhando o caos por completo.
Kratos derrota Zeus, encerrando o ciclo de vingança que começou anos antes, fazendo com que toda a Grécia entre em colapso. O game é o auge de toda a fúria de Kratos.
9. God of War (2018)

Décadas depois, em terras nórdicas, Kratos tenta viver em silêncio e, enfim, em paz.
A mudança de câmera clássica para a Over the Shoulder (câmera perto do ombro), a troca de estilo de gameplay frenético para algo mais cadenciado e estratégico e o novo foco narrativo marca uma renovação profunda da franquia. Agora pai, ele precisa ensinar Atreus a sobreviver e a não repetir seus erros.
O filho é a humanidade que Kratos perdeu. É o espelho que o faz lembrar que há outro caminho, um que ele pode ter esquecido há muito tempo.”
Cory Barlog, diretor criativo
A jornada para espalhar as cinzas de Faye conecta pai e filho enquanto introduz Baldur, Freya e o panteão nórdico. Portanto, pela primeira vez, Kratos tenta quebrar o ciclo de violência em vez de alimentá-lo.
10. God of War Ragnarök (2022)

Três anos após o início do Fimbulwinter causado pela morte de Baldur, o Ragnarök se aproxima.
Kratos enfrenta Thor e Odin enquanto Atreus busca entender sua identidade como Loki. O conflito não gira apenas em torno de batalhas, mas de escolhas. Ao final, a transformação do protagonista fica clara: ele ainda é um deus da guerra, mas não é mais movido apenas por vingança.
11. DLC – God of War Ragnarök: Valhalla (2023)

Encerrando a ordem cronológica de God of War temos uma DLC. Inicialmente anunciada como uma expansão em formato roguelike, Valhalla se revelou um epílogo narrativo importante e ela pode funcionar como um prelúdio do que poderemos ver no remake da trilogia.
Kratos e Mimir atravessam os portões de Valhalla em uma jornada introspectiva. Diferente dos confrontos contra deuses, aqui o inimigo é o próprio espartano e seu passado que insiste em não o deixar em paz.
Portanto, o game funciona quase como uma reflexão final sobre quem Kratos foi e quem ele escolhe ser daqui em diante. Com um final apoteótico.
