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    Home » Bastidores | A vida de quem escreve sobre jogos
    Especiais

    Bastidores | A vida de quem escreve sobre jogos

    Ruancarlo SilvaRuancarlo Silvajaneiro 22, 20228 Mins Read
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    Escreve sobre jogos
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    Pra quem vê de fora, a vida de quem escreve sobre jogos é puro glamour. Supostamente não pagamos pelos jogos, recebemos eles antes do lançamento, temos tempo de sobra pra jogar e avaliar todos eles.. Por conta de todo o burburinho em volta disso, decidi escrever este texto. Vale mencionar que todos os relatos a seguir foram e são experiências próprias minhas. E, já deixo registrado o óbvio, experiências variam.

    Um pouco do presente de quem escreve sobre jogos

    Eu ia começar falando sobre o começo da minha trajetória no meio, mas, vou deixar essa parte lá embaixo. Eu sei que muitos de vocês vieram pelo entretenimento, fofocas e tretas, logo, o ouro precisa estar logo no começo.

    Escrever sobre jogos no Brasil é uma tarefa ingrata. Eu sou muito sortudo por ter sido abraçado por Renato e pela Sara, meus atuais poderosos chefinhos. Agora tenho um salário e liberdade pra escrever sobre o que eu quiser, incluindo esse texto. Escrevi alguns bons anos sem receber nada, só um jogo ou outro e olhe lá, rs. Essa infelizmente é a realidade de muitos editoriais no Brasil.

    Manter a produção de conteúdo como um hobby e pedir chaves ocasionalmente pra economizar com os jogos. Isso é a galera séria e competente. Tem muita gente que cria site e nem alimenta, simplesmente no intuito de conseguir os jogos de graça. Fora os criminosos que se passam por profissionais de outros sites pra conseguir códigos a mais. Pois é, rola muito isso no meio.

    Você deve estar pensando: po, foda-se, ao menos vocês não precisam pagar pelos jogos. Meu amigo (a), conseguir uma chave de um jogo grande dá mais trabalho do que um parto. Conseguir essa chave antecipada? Você vai ter mais sorte se vender sua alma pro capiroto. As empresas usam critérios nebulosos que são quase impossíveis de serem desvendados.

    Você pensa que é o óbvio: visualizações, alcance, acessos. Mas aí você vê sites menores recebendo um jogo de destaque um mês antes do lançamento. Não são os acessos. Você vai olhar o conteúdo que eles produziram sobre o jogo e na maioria das vezes nem os releases enviados pelas empresas eles cobrem. Qual o maldito critério? Claro que na maioria das vezes, os PRs (a galera que faz assessoria dos games e cuida das chaves) não possuem culpa. Eles recebem 20 códigos pra atender 10 mil pedidos.

    Daí você se sente inútil, que seu conteúdo não tem valor algum e que qualquer coisa que você faça não vai adiantar nada. Você se esforça ao máximo, trabalha muito mais do que deveria e a situação não muda. Mas ficar sem o jogo nem é o pior nisso tudo, por mais insano que pareça. O pior é ficar sem respostas.

    O vazio do silêncio

    É, isso é muito mais frequente do que você imagina. Você manda email pra tirar dúvidas e elas ficam lá, pra sempre sem respostas. Já tive casos onde pedi pra fazer uma entrevista, o PR disse que ia verificar a possibilidade e uma semana depois três veículos fizeram a entrevista e eu fiquei sem resposta alguma.  Antes que você desanime do meio, preciso ser justo e falar que esses profissionais de difícil contato felizmente são minorias no Brasil. Boa parte deles são incríveis e super atenciosos, inclusive, irei destacar os que mais me trataram bem ao longo dessa minha jornada: Ubisoft Brasil (Agência Drone), Capcom Brasil, Theogames, Activision Brasil (Current Global) e Masamune!

    Muita coisa precisa mudar e as marcas precisam reavaliar os critérios que elas consideram importantes. Existem inúmeros microinfluenciadores que fazem muito por uma empresa/estúdio e ficam jogados no canto matando um leão por dia em busca de uma oportunidade. Algumas dessas pessoas acabam se rendendo ao flamewar, conteúdo que mais dá engajamento no país. Se você cria algo de qualidade, nem mesmo a empresa nota, pra que se dar o trabalho? Melhor gerar polarizações e atrair fãs alucinados que irão doar um pouco de dinheiro.

    É nesse processo que você passa a duvidar de si mesmo, do conteúdo que você cria e do seu lugar na indústria. “Será que eu não estou perdendo meu tempo?”, “Isso não vai mudar nunca!”, “Por que ele não me responde, será que fiz algo de errado?”, “Caramba, que jogo incrível, tenho diversas ideias de conteúdo!”… No meio de tantos vácuos e desatenção, a ansiedade e a depressão criam força, jogando o criador de conteúdo num lugar bem ruim e negativo.

    Na arena dos Gladiadores

    Como disse acima, a maioria das oportunidades sempre vão pros mesmos veículos e pessoas. Você é de um site menor? Não tem como competir contra veículos que pertencem a conglomerados. Eles possuem mais recursos e relevância que sua marca. Fora a diferença de tratamento que varia bastante a depender de quem você seja e de onde você seja.

    Meritocracia não existe no Brasil, mas, nesse meio isso fica estampado diariamente e em cada post de rede social. Até aqui você deve estar achando esse texto muito pessimista e que trabalhar nesse meio é um inferno, bom, saiba que eu sou um dos poucos sortudos que ao menos tem um salário pra isso!

    Além de lidar com o descaso de algumas empresas, você vai precisar lidar com o ego de outros profissionais da área. A maioria esmagadora é super gente boa, mas, um ou outro vai tentar quebrar suas pernas antes que você cresça demais. Deixo aqui em destaque minha admiração tremenda pelo Bruno Micali e pelo Ariel do Combo. Imagino que eles já saibam, mas, eles foram vitais no meu crescimento como profissional no meio e também me ajudaram demais a me tornar uma pessoa melhor.

    Um outro problema no setor é a concentração de profissionais e de oportunidades em São Paulo. Se você não está lá, você está automaticamente fora da “panelinha” e as oportunidades que já são escassas, ficam ainda menores. Em Salvador não existe absolutamente nada relevante sobre jogos e os PRs em sua vasta maioria estão todos lá. Fica quase impossível construir uma relação somente via emails.

    Covil dos leões

    Outra coisa difícil de se lidar são os “fãs/leitores/consumidores/entendidos” do assunto. Você não tem mais direito a ter sua opinião pessoal, nem mesmo se estiver postando ela em suas próprias redes sociais.

    Se você jogar pouco, você é condenado. Se você jogar muito, você é julgado. Se você optar por não revelar o quanto você joga, você é uma farsa. Como mencionei lá em cima sobre polarizações, emitir opiniões nesse meio é se jogar constantemente na direção de balas e rezar pra não ser atingido por elas.

    Redes sociais, como o próprio Twitter, estão lotadas de paladinos da justiça, falsos isentos, lobos em pele de cordeiro e os elitistas detentores de todo o conhecimento do mundo. Você com certeza já deve ter visto alguns desses tipos em algum momento. O falso isento é o cara que alega gostar de todas as plataformas mas revira o mundo pra defender uma única. O lobo em pele de cordeiro é o cara que vai com a manada em busca de likes. Os elitistas não deixam você gostar de nada que não seja um jogo cult que ninguém nunca ouviu falar e sempre critica títulos mainstream.

    No meio de toda essa bagunça, temos vários perfis de flame tirando prints de suas opiniões e postando sem te marcar pra alimentar tretas que geralmente são movimentadas por perfis com fotos de anime. Ta ai um grande mistério pro Scooby-Doo desvendar. Isso é um culto?

    Eu amo o que eu faço

    É, após tanto choro acima, você deve estar se perguntando, por que diabos eu continuo fazendo isso? Bom, eu amo jogos. Eu amo falar sobre eles e acompanhar o desenvolvimento deles e o crescimento da indústria como um todo. Eu não tenho vergonha de admitir que os jogos salvaram minha vida e me tiraram de um caminho ruim.

    Quando criança, passei por muita coisa difícil e eles foram meu refúgio. Poder falar sobre games e trazer uma fração da minha paixão pras pessoas é como lançar uma magia pra mim. Depressão, ansiedade, insegurança, foram os jogos que me fizeram acreditar em dias melhores e eles realmente chegaram.

    É um conflito doloroso, algo que é fonte de tanta paixão e esperança se tornar tão espinhento por conta de pequenos problemas que não deveriam existir. O pior de tudo é saber que a tendência é piorar, visto o aumento da indústria e do interesse em geral por jogos.

    Uma mensagem de esperança para quem escreve sobre jogos

    Uma coisa que me motiva muito a continuar e manter minha paz: não pense muito no reconhecimento, por mais difícil que seja. Nas chaves e oportunidades perdidas. Foque na construção de sua comunidade e pense sempre na diferença que você está gerando na vida dessas pessoas. Se você gerar valor pra apenas uma delas, já vai valer a pena.

    Nessa vida, estamos todos no mesmo campo de batalha, as vezes lutando até a mesma batalha, mas, acabamos optando por lutar uns contra os outros, quando poderíamos nos ajudar e tornar as coisas melhores. Escrever sobre jogos no Brasil é como jogar Dark Souls 2 pela primeira vez. Em quase toda esquina tem alguma coisa te esperando pra dar uma paulada, mas, a cada desafio vencido, você se sente energizado e que tudo vale a pena.

    Para ler mais artigos meus, acesse esse link <3

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    Ruancarlo Silva
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    Nenhum comentário

    1. Pedro Fernandes on janeiro 23, 2022 7:50 pm

      Parabéns pelo texto, coragem e parabéns pelo trampo

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