Após uma espécie de soft reboot em 2022, a franquia Pânico parecia encaminhar-se para um novo momento, com as irmãs Carpenter (Melissa Barrera e Jenna Ortega) tornando-se o novo rosto da franquia. O tempo passou e após problemas de produção e demissão de Barrera, a série de filmes slash fez outra virada de rumo e retornou à incansável protagonista Sidney Prescott (Neve Campbell). Nesse contexto, quatro anos após o último longa, temos Pânico 7, filme que busca continuar o legado do lendário Ghostface. Mas será que o filme vale a pena? Vamos descobrir.
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Após diversos encontros com assassinos e a perda de várias pessoas próximas, Sidney finalmente encontrou um momento de descanso. Ao lado do marido, Mark Evans (Joel McHale) e da filha, Tatum (Isabel May), nossa final girl vive sem grandes sustos. Na dinâmica familiar, tanto Sidney quanto Tatum expõem suas divergências, em um conflito geracional onde Sidney, com as proteções necessárias, quer deixar a filha distante de todo o horror que viveu durante sua vida.
Como era de se esperar, o Ghostface reaparece. Desta vez, desmascarado. Stu Macher (Matthew Lillard), assassino do primeiro filme supostamente morto, reaparece, provocando Sidney e querendo concluir sua obra.

Neve Campbell está excelente e ainda temos o retorno de Couterney Cox como a destemida Gale Weathers, um dos medalhões da franquia e também presente desde o primeiro filme. Ambas as atrizes deitam e rolam e eclipsam o restante do elenco.
Embora o retorno a Sidney tenha o condão de oxigenar a franquia, não tenho muita certeza de que me empolguei muito com o desenrolar do enredo. A falta de ideias do roteiro torna muitas sequências mais amenas do que poderiam ser e descaracterizam a ameaça do Ghostface.
O ressurgimento do assassino é visceral, marcado por assassinatos violentos como de praxe. No entanto, a forma como estas situações se desenrolam é fragilizada por uma trama insossa. O próprio retorno de Stu não é capaz de empolgar. As motivações do Ghostface são sofríveis e não têm o condão de impressionar o espectador, transformando o que deveria ser um ponto alto do filme em um anticlímax ameno.
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A falta de autorreferência grita, com a clara falta de momentos de sátira ao próprio gênero que tornaram-se marca registrada da franquia. A timidez do longa em abordar esta face da franquia faz ela mostrar sinais de cansaço. É claro que o Ghostface é o centro das atenções na saga, mas diminuir o tempero da metalinguagem se mostra uma decisão errônea e arriscada para o futuro dos filmes.
Em conclusão, o filme é morno: se por um lado o Ghostface retorna com mortes violentas, por outro o filme se perde em um roteiro pouco imaginativo e com pouco do que consagrou Pânico. Não é culpa do retorno da Sidney, mas claramente a franquia precisará tomar outra direção daqui por diante.
Pânico 7 está em exibição nos cinemas.
Obs: Essa crítica foi feita a partir de uma cabine da Paramount Pictures, a quem agradecemos.
Pânico 7 acerta ao trazer de volta Sidney Prescott, mas escorrega em um roteiro pouco imaginativo e na falta de metalinguagem.
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