Não é de hoje que novas incursões em filmes de terror são realizadas, buscando amenizar uma possível fadiga do gênero e dialogar com as novas gerações. No último ano, vimos excelentes longas como A Hora do Mal e Faça Ela Voltar, com momentos tensos que buscavam ir além e não se propor a serem meras repetições dos clássicos de outrora. Mas, por vezes, o simples bem feito continua sendo o alicerce de qualquer boa experiência. É assim que surge Primata, longa da Paramount que traz um jogo de gato e rato envolvendo um chimpanzé assassino, Ben, e sua família adotiva humana.
A trama segue Lucy (interpretada por Johnny Sequoyah) nossa final girl, uma jovem que está voltando para sua casa no Havaí após anos fora. Junto a ela estão Kate (Victoria Wyant) e Nick (Benjamin Cheng), além de Hannah (Jessica Alexander) – convidada de última hora por Kate. Os jovens aproveitam o momento para diversão, enquanto Lucy busca se reconectar com sua irmã, Erin (Gia Hunter). Simultaneamente, as irmãs lidam com a ausência do pai, Adam (Troy Kotsur), um autor renomado que possui deficiência auditiva.
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Ben, chimpanzé que vive com a família, é um animal extremamente inteligente, capaz de entender linguagem de sinais e se comunicar através de um dispositivo que gera palavras. Os efeitos utilizados para criar o chimpanzé, aliás, estão ótimos. Não chegam a rivalizar com Planeta dos Macacos, até pelo custo da produção, mas são verossímeis o suficiente ao espectador.
O filme é bem objetivo, não se alongando demais em apresentar Ben como ameaça e sem enrolação para aprofundar em demasiado os personagens. É estabelecido desde muito cedo na trama que o primata contraiu raiva e que agora é um perigo para todos.
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O cenário do filme, uma casa isolada, é perfeito para criar o ambiente de suspense que se espera do gênero. Além disso, o uso das cores facilita a imersão do espectador e é um grande acerto do filme. Embora flerte com o jump scare, Primata logo se mostra como uma jornada visceral, não poupando o espectador de mortes extremamente violentas e enervantes. A violência não é contida e se faz presente na trama de maneira a nos fazer entender exatamente o nível de ameaça que Ben representa.
O ponto alto de Primata é, com certeza, a trilha sonora e a mixagem de som. Com acordes insanos que remetem ao clássico Halloween, somos carregados para momentos recheados de ação e adrenalina. Vale a pena conferir a trilha do filme, pois é de qualidade acima da média.
Com um roteiro que joga no seguro, Primata aposta nas mortes violentas, trilha sonora e na criatividade que o gênero permite em cenas específicas para nos manter presos à tela. E funciona. Sem nenhum plot twist, elemento tão caro para muitas obras hoje em dia, o filme mantém sua cadência e entretém.
Em resumo, Primata é um excelente filme de terror, abraçando sua própria natureza, e entrega ao espectador um resultado acima da média, com o condão de assustar e impressionar enquanto sustenta um ritmo direto e alucinante. O filme também encapsula a premissa: a tal fórmula pronta, quando é bem empregada, ainda se destaca. Vale a pena assistir!
Obs: Essa crítica foi feita a partir de uma cabine da Paramount Pictures, a quem agradecemos.
Eletrizante, visceral e alucinante, Primata vai direto ao ponto e não poupa o espectador ao mesmo tempo em que é temperado por uma trilha sonora de qualidade.
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