Cairn é novo jogo da The Game Bakers (Furi, Haven) e como era de se esperar, ele é um jogo imersivo e, também é desafiador, afinal subir ao cume do Monte Kami não é tarefa fácil, nem mesmo para uma alpinista experiente como Aava.
Pensando nisso, produzimos este guia com dicas essenciais que vão “facilitar” sua jornada em Cairn rumo ao topo do mundo, mas não se engane, o game exige um bom nível de atenção a tudo, desde onde segurar com sua mão esquerda a explorar a montanha atrás de recursos primordiais.
Dicas essenciais para Cairn
1. Sempre deixe espaço em sua mochila

Em Cairn, a sua mochila possui um limite de espaço, portanto, não a deixe sem uma vaga para itens que você irá encontrar pelo meio do caminho.
Você pode ter muitos itens, mas se não couber na mochila, vai ter que:
- deixar algo para trás
- descartar um item
- ou usar algo que não precisava naquele momento
Por isso, organizar a mochila é parte do jogo. Pense no que você realmente vai usar na próxima subida.
2. Cozinhe sempre que puder

Essas é uma das dicas mais importantes para se dá bem em Cairn. Nunca ignore a barraca. Cozinhar alimentos melhora os efeitos de Aava como foco, coragem, vigor, entre outros, esses efeitos agem por tempo limitado, a depender do alimento ingerido, mas são muito importantes para as subidas mais complicadas. Sempre tente manter:
- comida
- água
- líquidos e comidas preparadas
Subir sem isso é pedir pra sofrer mais do que o necessário.
3. Explore o Monte

Em Cairn, subir não é apenas olhar para cima. O monte funciona como um mundo a ser explorado, não como uma parede reta.
Vale sempre:
- olhar para a esquerda
- olhar para a direita
- investigar desvios que parecem “fora da rota”
Você pode encontrar:
- mochilas perdidas
- corpos com itens úteis
- água, plantas, comida e até lixo (que também é recurso)
- mapas, documentos e pequenos atalhos
- pontos de salvamento que passam fácil despercebidos
Às vezes, um pequeno desvio rende uma barraca que muda completamente sua escalada: dá pra descansar, cozinhar, organizar a mochila e planejar o próximo trecho com calma.
4. Lixo não é lixo
Na dica anterior eu falei para explorar o monte e prestar atenção em tudo o que você encontra pelo caminho, inclusive no lixo. E aqui entra o motivo. Em Cairn, o lixo pode ser usado no Climbot para ser compostado e transformado em magnésio, um dos recursos mais importantes do jogo.
O magnésio você passa nas mãos da Aava antes de escalar. Ele melhora a aderência na rocha e deixa a subida bem mais segura, principalmente nos trechos mais difíceis, onde qualquer erro custa caro.
No começo da minha jornada, eu praticamente ignorava o magnésio. Achava que era algo opcional, quase um detalhe. Só que, conforme o jogo avança e a escalada fica mais técnica, você percebe que usar magnésio nos momentos certos faz muita diferença.
Importante: o magnésio não é infinito, exceto caso você ative opções de assistência. Jogando do jeito padrão, você precisa usar com consciência. Não adianta passar o tempo todo. O ideal é guardar para:
- trechos mais longos
- paredes com poucas agarras
- momentos em que a stamina começa a pesar
5. Respeite o clima (a menos que queira sofrer à toa)

Chuva, tempestades, neve, ventos fortes, tornam tudo mais difícil:
- menos aderência
- mais desgaste
- mais risco
E o jogo não recompensa você por escalar em condições ruins. Se o tempo fechou, vá para a barraca, durma e espere. Forçar é só mais sofrimento.
6. Use as assistências sem culpa

As opções de acessibilidade ajudam muito, especialmente se o foco for a experiência e a história.
Algumas delas:
- indicação visual de pegadas boas para mãos e pés
- assistências para quedas
- opções de voltar no tempo após erro
Elas facilitam, sim, mas o jogo continua desafiador. São ótimas para quem quer jogar com menos estresse.
7. Aproveite a história que o jogo tem para oferecer
Cairn pode ser jogado só como um simulador de escalada, indo sempre para cima, sem olhar para os lados, sem parar para pensar. Dá pra fazer isso. Mas, se você fizer só isso, vai perder uma parte ótima do jogo.
Espalhados pelo monte, você vai encontrar leituras, documentos, gravuras nas paredes, cartas e vestígios deixados por pessoas que tentaram escalar antes de você. Algumas dessas cartas funcionam como pequenas missões secundárias

Quando você vai atrás dessas histórias, o jogo muda de escala. O Monte Cami deixa de ser só um desafio físico e passa a parecer um lugar que já foi habitado, vivido e, em muitos casos, perdido. Você começa a entender quem passou por ali, por que tentou subir e, principalmente, por que não conseguiu voltar.
Isso deixa a narrativa muito mais densa e a experiência bem mais imersiva. O jogo já funciona só pela escalada, mas é explorando essas histórias que ele realmente te puxa para dentro daquele mundo.
Uma dica extra aqui, sem spoilers:
perto do final do jogo, tente encontrar e ler o diário de um personagem específico. Ele não aparece automaticamente no seu caminho. Você vai precisar explorar e prestar atenção no ambiente ao redor do local onde esse personagem está.
Quando você encontrar esse diário, você vai saber exatamente do que eu estou falando. Ele adiciona uma camada emocional muito forte ao momento em que você já está completamente imerso na jornada.
8. Use o Planejamento de Via antes de começar a subida

Antes de sair escalando no impulso, vale muito a pena usar o planejamento de via. Ele te dá uma visão mais ampla da parede e do trecho que você pretende encarar, ajudando a entender melhor o terreno antes mesmo de colocar a primeira mão na rocha.
É verdade que essa visão é um pouco limitada — você não consegue enxergar todo o caminho na vertical, nem prever exatamente o que vem lá em cima. Mesmo assim, ela já ajuda bastante a identificar possíveis rotas, pontos mais seguros e trechos que parecem mais difíceis logo de cara.
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