Dynasty Warriors Origins – Visions of Four Heroes surge como uma expansão ambiciosa, pensada não apenas para ampliar conteúdo, mas para ressignificar personagens centrais da narrativa. O DLC aposta em um olhar alternativo sobre figuras historicamente tratadas como antagonistas, oferecendo uma leitura mais ampla por trás dos seus verdadeiros planos — que você pode repensar se eram maléficos ou não.
A proposta central funciona como “What If”, aquela mesmo, da Marvel, e é bem estruturada e aplicada com identidade própria. A expansão parte da ideia de sonhos interrompidos e caminhos nunca concluídos, criando um novo cenário narrativo que se conecta diretamente aos eventos do jogo base.
Os quatro heróis de Dynasty Warriors Origins são… seus antigos oponentes
Zhang Jiao, Dong Zhuo, Yuan Shao e Lu Bu assumem o protagonismo dessa nova jornada. Heróis esquecidos pela narrativa original ganham espaço, contexto e motivações mais claras, deixando de ser apenas obstáculos no campo de batalha para se tornarem peças fundamentais de uma história alternativa consistente.
O Guardião da Paz, mesmo protagonista de Dynasty Warriors Origins, retorna como elo entre essas trajetórias. Aqui, sua função vai além do combate: ele atua como catalisador de mudança, vivenciando os mesmos momentos-chave da campanha principal, mas sob uma nova perspectiva, intervindo em pontos críticos que antes fechavam a participação desses “vilões”.

É como se realmente tivéssemos escolha, só que um ano depois
Esse retorno a batalhas já conhecidas é um dos acertos do DLC. Em vez de simplesmente reciclar conteúdo, Visions of Four Heroes reposiciona o jogador em situações decisivas, oferecendo novas oportunidades narrativas e mecânicas. A sensação é de revisitar a história com mais maturidade e intenção.
A mudança de perspectiva é essencial para o impacto da expansão. Ao vivenciar os conflitos do ponto de vista dos antigos “vilões”, o jogo constrói narrativas de redenção plausíveis, sem descaracterizar os personagens. O resultado é um equilíbrio raro entre respeito ao material original. É ousado, sim. E nos faz ficar com aquele gostinho do “E se”. Ter isso no jogo base seria incrível. Mas ficou para o DLC.
Gameplay tem novidades
No aspecto de gameplay, a expansão mantém a base sólida do jogo principal, mas introduz ajustes e adições que refinam a experiência. O destaque fica para o uso do arco, que se mostra mais eficiente e satisfatório do que o dardo de corda, outra adição ao armeiro do emissário, especialmente em combates de grande escala.
O arco se sobressai pelo dano em área e pela facilidade de priorizar alvos estratégicos. Mesmo em cenários tomados por centenas de soldados, a arma permite controle tático mais preciso. Tem muita gente na frente? Trave a mira, aperte quadrado e acerte de longe. Se aproximaram? Seu pacote de habilidades para um confronto mais “melee” também é desbloqueado. Funciona muito bem.
O dardo de corda, embora seja uma adição funcional, tem impacto mais limitado. Ele cumpre bem seu papel em situações específicas, mas não é tão divertido assim.

As batalhas continuam intensas, preservando a identidade musou característica da franquia. A diferença está na forma como o jogo passa a estimular decisões mais estratégicas, especialmente nas batalhas táticas apresentadas no mapa-múndi, que adicionam uma camada extra de planejamento à progressão.
A possibilidade de transitar pelas tavernas também contribui para essa mudança de ritmo. Esses espaços funcionam como hubs de interação, permitindo aceitar missões secundárias, adquirir recursos e aprofundar a imersão no mundo do jogo, reforçando a sensação de jornada contínua.

Outro elemento relevante é a introdução de uma árvore de habilidades exclusiva da expansão. Essa escolha evita conflitos com a progressão do jogo base e dá ao DLC identidade própria, permitindo que o jogador expanda seu poder de batalha de forma gradual e personalizada.
A árvore de habilidades é clara, funcional e bem integrada ao ritmo da campanha. Cada melhoria tem impacto perceptível no combate, incentivando a experimentação dos equipamentos, como já funcionava anteriormente.
No que diz respeito ao nível das missões, Visions of Four Heroes acerta ao adaptar os desafios ao level atual do jogador. Essa decisão garante equilíbrio, evita frustrações desnecessárias e torna o conteúdo acessível tanto para veteranos quanto para quem retorna ao jogo após um intervalo.

Lembrando: esse conteúdo só fica disponível para quem passou ao menos do Capítulo 2!
Do ponto de vista técnico, a versão de PS5 entrega desempenho estável, com tempos de carregamento reduzidos e boa fluidez mesmo nos momentos mais caóticos. O visual segue o padrão do jogo base, sem grandes saltos, mas com consistência e clareza.
Sobre o grind… sim, ele continua sendo um ponto negativo. Algumas missões se estendem demais e ainda ficam repetitivas. Porém, isso não é novidade para quem acompanha a IP desde seus primórdios.
Review de Dynasty Warriors Origins – Visions of Four Heroes: Vale a Pena?
Em termos de conteúdo, Visions of Four Heroes oferece mais de 15 horas de jogo, número significativo para uma expansão. Considerando a densidade narrativa, as novas mecânicas e a estrutura própria de progressão, o pacote se mostra robusto e bem planejado.
O valor de R$ 199,50 na PS Store pode parecer elevado à primeira vista, mas se justifica pela quantidade e qualidade do conteúdo entregue. Não se trata de um complemento superficial, e sim de uma expansão que dialoga diretamente com a essência de Dynasty Warriors Origins.
No fim, a expansão não apenas adiciona horas ao jogo, mas redefine a forma como certos personagens são percebidos. É um conteúdo que respeita o jogador e reforça Dynasty Warriors Origins como um grande game da saga. Vai testar esse?
Completa, a expansão traz ainda mais histórias que valem a pena visitar nesse mundo. Seria interessante esse esquema de escolhas no jogo base, mas encaixaram tudo de uma forma bem dinâmica no formato apresentado.
Vale a pena!
- Conteúdo muito bem encaixado na história base
- Adição do arco foi muito bem-vinda
- Gameplay continua viciante e com batalhas de grande-escala
- Exploração no mapa mundi do jogo ganhou camadas de estratégia
- Navegação nos
Mas como sempre...
- Pode ter um pouco de grind
- As IAs dos companheiros e dos inimigos podem deixar a desejar
- História
- Jogabilidade
- Desempenho
- Direção de Arte
- Som
