O mercado de tecnologia entrou em uma nova fase de reajustes, e as memórias estão no centro dessa mudança. Nos últimos meses, os preços de memória RAM e SSD começaram a subir de forma constante, refletindo um cenário que já vinha se formando desde 2025. Como resultado, o custo de produção de diversos dispositivos passou a aumentar.
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Além disso, esse movimento não se limita aos computadores. Smartphones, notebooks, consoles e até serviços em nuvem dependem diretamente desses componentes para oferecer desempenho e armazenamento. Por esse motivo, a alta nos preços das memórias acaba influenciando toda a cadeia tecnológica.
Enquanto fabricantes tentam equilibrar oferta e demanda, consumidores e empresas sentem os efeitos no valor final dos produtos. Ainda assim, especialistas indicam que esse cenário deve permanecer ao longo de 2026, tornando o planejamento de compras ainda mais importante nos próximos meses.
Preço das memórias entra em novo ciclo de alta
Depois de um período de preços mais baixos entre 2022 e 2023, o mercado de memórias iniciou uma nova fase de alta. Componentes essenciais como memória RAM, baseada em DRAM, e unidades de armazenamento com tecnologia NAND, usadas em SSDs, voltaram a ficar mais caros nos últimos meses.
Esse cenário ganhou força ao longo de 2025 e segue presente em 2026. Isso acontece porque os fabricantes ajustaram a produção ao mesmo tempo em que a procura por tecnologia voltou a crescer. Como consequência, os valores cobrados de grandes compradores aumentaram e, pouco depois, chegaram ao consumidor final.
Além disso, padrões mais recentes, como memórias DDR5 e SSDs de alto desempenho, sofreram reajustes ainda maiores. A combinação entre custos elevados de fabricação e demanda aquecida explica por que esses produtos lideram a alta no mercado atual.
Por que o preço das memórias continua subindo

O aumento no preço das memórias é resultado da soma de vários fatores que vêm se acumulando nos últimos anos. Em vez de um único motivo isolado, o mercado enfrenta mudanças profundas na forma como esses componentes são produzidos e consumidos.
Em primeiro lugar, o crescimento acelerado da inteligência artificial mudou completamente a demanda. Data centers e servidores avançados utilizam grandes volumes de memória de alto desempenho, como DRAM moderna e HBM. Com isso, boa parte da capacidade das fabricantes passa a atender esse setor, reduzindo a oferta para PCs, notebooks e smartphones.
Além disso, após um período de preços baixos, os fabricantes diminuíram a produção para conter prejuízos. Quando a procura voltou a crescer, a oferta já não era suficiente para acompanhar o ritmo. Ao mesmo tempo, houve uma priorização de memórias mais rentáveis, voltadas ao mercado corporativo.
Até quando os preços das memórias devem continuar altos
Quem espera uma queda rápida nos preços das memórias pode precisar de paciência. De acordo com projeções do setor de semicondutores, a tendência é que os valores de memória RAM e SSD sigam elevados durante todo o ano de 2026. Uma mudança mais concreta no mercado deve acontecer apenas a partir de 2027.
Isso ocorre porque aumentar a produção de chips não é algo imediato. A construção de fábricas, a expansão das linhas industriais e os ajustes nos processos exigem tempo e altos investimentos. Mesmo com novos projetos anunciados, os resultados não aparecem no curto prazo.
Além disso, a procura por inteligência artificial, servidores e computação em nuvem continua avançando. Enquanto essa demanda seguir forte, a oferta permanece pressionada, o que dificulta uma redução significativa nos preços das memórias nos próximos meses.
Quem sente o impacto do aumento no preço das memórias
O aumento no preço das memórias afeta praticamente toda a cadeia de tecnologia, desde produtos para uso doméstico até soluções corporativas. Em primeiro lugar, computadores e notebooks já apresentam reajustes ou menos ofertas promocionais. Configurações com mais memória RAM ou SSD maior costumam ser as mais impactadas, o que encarece upgrades e novas compras.
Da mesma forma, celulares e tablets passam por ajustes. Como a memória representa uma parte importante do custo, modelos mais acessíveis tendem a sofrer mais, seja por aumento de preço ou pela redução de armazenamento e RAM.
Além disso, os SSDs seguem ficando mais caros, principalmente nas versões de maior capacidade. Isso afeta usuários comuns e também empresas que dependem de armazenamento para servidores e backups.
Enquanto isso, data centers e serviços em nuvem lidam com custos mais altos para expansão, o que pode refletir em reajustes. Por fim, consoles e placas de vídeo também sentem o efeito, já que utilizam grandes volumes de memória em seus projetos.
Como o aumento das memórias impacta o mercado de tecnologia

Para quem compra tecnologia, o efeito é imediato. Notebooks, PCs e upgrades de memória RAM ou SSD ficam mais caros, o que reduz o poder de compra e torna a escolha do melhor custo-benefício mais difícil, especialmente em mercados sensíveis a preço, como o Brasil.
Ao mesmo tempo, o setor de tecnologia precisa se adaptar. Fabricantes revisam configurações, ajustam portfólios e buscam reduzir custos para manter competitividade. Em alguns casos, isso resulta em produtos com especificações mais enxutas ou valores finais mais elevados.
Por outro lado, empresas especializadas em memória passam a operar com margens melhores. Esse cenário traz mais estabilidade financeira e incentiva novos investimentos no setor.
Por fim, toda a cadeia produtiva é impactada. O momento reforça o papel estratégico das memórias, acelera projetos de novas fábricas e impulsiona pesquisa em tecnologias mais eficientes, além de estimular a diversificação de fornecedores para reduzir riscos futuros.
O que esperar do mercado de memórias nos próximos anos
O aumento no preço das memórias não é um reajuste isolado, mas o reflexo de mudanças profundas no setor de tecnologia. A combinação entre a forte demanda por inteligência artificial, a oferta limitada e a adoção de novas tecnologias criou um cenário de pressão contínua sobre os preços. Por esse motivo, a tendência é que esse ciclo de alta siga ao longo de 2026 e possa se prolongar além disso.
Diante desse contexto, consumidores precisam planejar melhor suas compras e upgrades, avaliando com cuidado o momento certo para investir. Ao mesmo tempo, o mercado enfrenta o desafio de manter a inovação sem perder competitividade, mesmo com custos mais elevados e um ambiente cada vez mais disputado por capacidade produtiva.
