As primeiras prévias de Resident Evil Requiem indicam que a Capcom aposta em uma estrutura ambiciosa para o nono capítulo numerado da franquia. Diversos portais concordam que o jogo funciona quase como duas experiências distintas, unidas por uma mesma narrativa ambientada em Raccoon City.
Segundo o Xbox Wire, a dualidade entre Leon Kennedy e Grace Ashcroft é o eixo central do projeto. O site destaca que o título alterna entre primeira e terceira pessoa e apresenta dois protagonistas explorando os mesmos locais em momentos diferentes, reforçando a sensação de um mundo compartilhado e em constante transformação.
O g1 detalha que esse contraste vai além da câmera. Grace Ashcroft é apresentada como uma agente do FBI em início de carreira, com pouca experiência em campo, o que resulta em uma jogabilidade focada em furtividade, investigação e quebra-cabeças. A escassez de munição e o medo constante tornam o combate sempre a última opção.

Ainda de acordo com a prévia, a inexperiência de Grace se reflete em mecânicas como a mira instável e a necessidade de se esconder dos inimigos. Ambientes como a mansão-laboratório exigem leitura cuidadosa do cenário, uso estratégico de luzes e paciência para atravessar áreas ocupadas por zumbis sem ser detectada.
Leon de Resident Evil Requiem é bem RE4 no gameplay
O contraste fica evidente quando o controle passa para Leon Kennedy. O g1 aponta que o personagem retorna mais próximo da versão consagrada em Resident Evil 4, com amplo arsenal, golpes corpo a corpo e uma abordagem muito mais direta. Leon enfrenta ameaças que Grace não consegue sequer encarar, transformando tensão em ação.
Já a Eurogamer aprofunda como essa alternância impacta o ritmo do jogo. Segundo o portal, Requiem foi construído em torno de um “pêndulo” de tensão e alívio, conceito citado pelo diretor Kōshi Nakanishi. A publicação destaca que a experiência com Grace concentra a maior parte do horror, enquanto Leon funciona como a liberação dessa pressão acumulada.

O portal também chama atenção para a persistência do mundo entre as campanhas. Inimigos movidos, itens deixados para trás e decisões tomadas com Grace permanecem quando Leon revisita os mesmos espaços. Essa continuidade reforça a sensação de consequência e amplia a liberdade estratégica do jogador.
Complementando isso, o MeuPS também cita como o crafting será parte importante na sobrevivência. Tanto Leon quanto Grace ainda precisarão explorar bastante os cenários em busca de recursos, algo já marcante na série desde os seus primeiros lançamentos.
Os zumbis realmente têm uma certa memória
Outro ponto comum entre g1 e Eurogamer é o novo comportamento dos inimigos. Zumbis preservam hábitos da vida passada, como , limpar ou cantar, reagindo a estímulos de luz e som. Essa característica adiciona uma camada tática ao gameplay e aumenta a imprevisibilidade dos encontros.
O Xbox Wire reforça que essa diversidade de estilos faz Resident Evil Requiem parecer “dois jogos em um”. Para o site, Leon representa o domínio absoluto do combate, enquanto Grace simboliza a fragilidade e o medo, criando experiências complementares que dialogam com diferentes fases da franquia.
A alternância de câmeras não é algo tão… radical
Quanto à câmera livre entre primeira e terceira pessoa, o g1 avalia que a novidade não revoluciona, mas amplia as possibilidades. Jogar em primeira pessoa com Grace intensifica o terror, enquanto a terceira pessoa com Leon favorece a leitura de combate, permitindo que cada jogador ajuste a experiência ao seu estilo – como também confirmado pela IGN.
No conjunto das prévias, Resident Evil Requiem é descrito como um jogo confortável com sua herança. Animado para jogar com Leon e Grace? As prévias te conquistaram? Comente abaixo!
