Fazer a análise de uma franquia que marcou a sua vida nunca é uma tarefa simples! É preciso deixar o lado fã de lado e adotar um olhar mais crítico, equilibrando a paixão e a razão para avaliar seus erros e acertos.
Felizmente, a Capcom vive atualmente um dos melhores momentos de sua história, consolidando-se como uma das empresas mais consistentes da indústria ao entregar jogos que estão fazendo cada vez mais sucesso.
A franquia Resident Evil passou por diversas fases ao longo dos anos, desde os clássicos que definiram o survival horror no PlayStation 1, até Resident Evil 4, um título que redefiniu todos os padrões da indústria.
Mesmo com muitos títulos de sucesso, nem o público deixou de criticar algumas decisões da empresa, especialmente aquelas que priorizaram uma abordagem mais voltada para a ação e mudanças na narrativa, como aconteceu em Resident Evil 6.
Após esse período conturbado, a Capcom passou a revisitar o “passado”. Esse retorno ao verdadeiro survival horror só se tornaria ainda mais relevante em 2017, com uma proposta ousada e totalmente diferente do que a franquia vinha apresentando, introduzindo a câmera em primeira pessoa.
Em 2025, tivemos o primeiro contato com Resident Evil Requiem durante uma apresentação hands-off realizada na Summer Game Fest, em Los Angeles. Meses depois, já com mais informações reveladas, surgiu a oportunidade de experimentar o jogo em primeira mão durante a gamescom, na Alemanha. Uma conquista especial para a equipe, mas que carrega um significado ainda maior para quem acompanha a franquia desde o início!

Deixando de lado o momento mais emocional desta análise, é importante ressaltar que Resident Evil Requiem aposta em uma proposta ousada, reunindo elementos que marcaram os jogos anteriores, enquanto introduz novidades que poderão determinar o futuro da franquia. Ainda assim, é preciso ser honesto: nem tudo é perfeito aqui. Requiem é um título que deve dividir opiniões, um verdadeiro ame ou odeie, mas que compensa com muita personalidade e uma das melhores jogabilidades dos últimos anos.
Uma das características mais marcantes do jogo é a forma como Leon Scott Kennedy, agora aos 51 anos, demonstra o peso de tudo o que viveu. Seu cansaço emocional e psicológico reforça ainda mais o significado do título Requiem, que ganha uma camada simbólica ao sugerir o possível encerramento de uma era, ou até mesmo a despedida de um agente que viveu o verdadeiro inferno desde os acontecimentos em Raccoon City.
Será que Resident Evil Requiem representa a evolução definitiva da franquia? O novo título consegue entregar a melhor experiência da série desde Resident Evil Village e seus aclamados REmakes? É exatamente isso que você irá descobrir agora em nossa análise TOTALMENTE LIVRE DE SPOILERS!
Esta review foi realizada a partir de um código de PS5 disponibilizado antecipadamente pela CAPCOM Brasil.
Destinos entrelaçados
Desde o primeiro anúncio de Resident Evil Requiem, a Capcom deixou claro que o terror estaria de volta e seria o “centro da experiência”, colocando Grace diante de um caso que iria mudar a sua vida para sempre, assim como aconteceu com Leon em 1998, durante o incidente de Raccoon City. As semelhanças entre suas jornadas revelam que o destino de ambos os protagonistas está ligado a traumas profundos e às cicatrizes que foram deixadas no passado.
Em Requiem, os jogadores assumem o papel de Grace Ashcroft, uma analista de inteligência do FBI designada para investigar um misterioso caso envolvendo desaparecimento e assassinato. Ao receber a missão, Grace entra em estado de choque ao descobrir que o Wrenwood Hotel é o mesmo local onde sua mãe foi assassinada oito anos atrás. O crime jamais foi solucionado, o que acabou causando uma profunda ferida em sua vida.
Na primeira sessão de nossa gameplay, o game deixa evidente o foco total no terror, e podemos ter a mesma sensação passada em Resident Evil 7 e Resident Evil Village. Pequenos corredores, salas escuras, e uma iluminação, ou melhor, a falta dela, que reforçam a sensação de pavor.

Após a confirmação da presença de Leon nos trailers divulgados pela Capcom, a expectativa dos jogadores aumentou consideravelmente. Diferente da campanha de Grace, o jogo “recomenda” controlar Leon em terceira pessoa, reforçando o foco na ação constante ao longo de seus capítulos. Essa proposta fica evidente já no primeiro segmento ambientado nas ruas de Wrenwood, quando Victor Gideon, um dos principais antagonistas da narrativa, utiliza uma pistola biológica capaz de transformar cidadãos em zumbis, ampliando rapidamente a disseminação do vírus.
O peso do tempo também está presente aqui, tendo em vista que 30 anos se passaram desde o incidente de Raccoon City, lembrando que Leon Scott Kenedy já não é mais o novato prestes a iniciar seu primeiro dia de trabalho.

Enquanto com Grace os jogadores vivenciam uma experiência claramente voltada ao survival horror, marcada por puzzles, corredores apertados, ambientes escuros e constante escassez de munição (a depender da dificuldade), a campanha de Leon segue um caminho oposto. Com o agente veterano, o combate se torna mais brutal, trazendo um arsenal variado e inimigos constantes, focando em uma abordagem mais próxima do action horror.
2 histórias, uma única Campanha
Ao contrário do que muitos jogadores imaginaram, Resident Evil Requiem apresenta uma única narrativa principal, diferente do que vimos em Resident Evil 2, onde era possível escolher entre as campanhas de Leon e Claire. Em Requiem, essa decisão funciona surpreendentemente bem, já que a história alterna naturalmente entre os momentos vividos por Leon e Grace, mantendo o ritmo da narrativa em constante evolução.
Desde o início da campanha, o jogo sugere que Grace seja jogada em primeira pessoa, enquanto Leon assume a perspectiva em terceira pessoa, embora o jogador possa alterar o tipo de câmera a qualquer momento pelo menu.
E, sinceramente? Essa foi uma das melhores decisões da Capcom! Por ser uma personagem inexperiente, lançada em um cenário de horror sem qualquer preparo, a visão em primeira pessoa reforça perfeitamente a sensação de vulnerabilidade e medo, colocando o jogador diretamente na pele de alguém que está enfrentando tudo aquilo pela primeira vez.

Nos trechos de Leon, o grande destaque fica por conta do combate em terceira pessoa. Com um agente extremamente experiente em campo, o jogo aposta em confrontos brutais, trazendo múltiplas finalizações, a introdução de um tomahawk que pode ser utilizado tanto para afastar inimigos quanto para atacá-los, e claro, um arsenal completo com múltiplas armas que podem ser obtidas ao explorar a campanha.
Mas você provavelmente deve estar se perguntando: é possível perceber essas diferenças de “experiência” também durante o combate com Grace? A resposta é simples: sim! Com ela, fica evidente que estamos diante de alguém assustado, reagindo pela primeira vez a criaturas bizarras e situações extremas. A escassez de munição varia de acordo com a escolha da dificuldade pelo jogador, a falta de experiência em utilizar uma faca para finalizar inimigos e até a maneira desesperada como Grace empurra inimigos nos corredores para ganhar tempo e fugir reforçam essa sensação de vulnerabilidade.
Durante boa parte da minha gameplay, o medo era real e constante, com a falta de recursos e a dificuldade em manter a mira estável, já que a personagem tremia muito e deixava tudo ainda mais desesperador. Esses pequenos detalhes não apenas tornam o game ainda mais divertido, mas mostram que no universo de Resident Evil, muitos personagens foram forçados a viver essas circunstâncias.

Em uma primeira gameplay, explorando cada ambiente e buscando todos os colecionáveis disponíveis, os jogadores devem levar cerca de 15 horas para concluir a campanha. Esse tempo pode variar bastante, dependendo da experiência de veteranos da franquia ou de novos jogadores que estejam tendo seu primeiro contato com a série. Já em uma segunda run, a duração tende a cair significativamente, já que estaremos familiarizados com os inimigos, puzzles e áreas de exploração.
Se havia algo que realmente me preocupava durante a campanha, era a possibilidade de passar grande parte do jogo controlando apenas Grace. Felizmente, isso não acontece, já que o jogo equilibra bem o tempo de tela entre os dois protagonistas. Por eu ter uma forte preferência por jogar com Leon, os primeiros trechos com o personagem inicialmente pareciam muito curtos, mas ganham maior duração conforme a narrativa avança, mesclando entre os momentos de tensão vividos por Grace e o combate mais intenso protagonizado por Leon.
Mesmo sendo um grande fã do survival horror e tendo apreciado bastante a experiência com a nova protagonista, o estilo de combate de Leon continua sendo um dos grandes atrativos da franquia. Sua construção como personagem se consolidou como algo icônico desde Resident Evil 4 e Resident Evil 6, reforçando sua presença dentro da série.
Em suma, independentemente das transições entre os personagens ao longo da campanha, fica evidente que essas novas mecânicas têm potencial para se tornar parte do futuro da franquia, equilibrando diferentes estilos de gameplay e agradando tanto os fãs do survival horror clássico quanto aqueles que preferem a abordagem mais voltada para a ação. Uma baita oportunidade da Capcom em fazer história novamente!
A gameplay de Resident Evil Requiem
Como mencionado anteriormente, Resident Evil Requiem oferece 2 estilos de gameplay, desde o survival horror, ao action horror. Isso é visilmente apresentado aos jogadores desde o início da campanha, mostrando as grandes diferenças de cada um dos personagens.
Com Grace, os jogadores vivenciam momentos mais voltados ao stealth, seja para evitar confrontos diretos ou realizar ataques furtivos pelas costas dos inimigos. Esse sistema se torna evidente logo na introdução da primeira perseguidora do jogo, que exige uma abordagem mais cautelosa. Entre as novidades, destaca-se a mecânica de arremessar garrafas para distrair os inimigos por meio do som dos estilhaços.
Durante a gameplay realizada em agosto, a convite da Capcom, tive a impressão de que essa mecânica ainda estava um pouco “crua”. Mesmo ao arremessar a garrafa de vidro para distrair os inimigos, eles não pareciam reagir ao som, o que acabava tornando o recurso praticamente dispensável naquele momento de testes.

Já na versão final do jogo, ficou evidente uma evolução significativa do sistema. A resposta dos inimigos ao barulho melhorou, tornando o stealth muito mais funcional, além da introdução de um novo item na campanha que também pode ser utilizado para atordoar inimigos.
Com Leon Scott Kennedy, alguns momentos também permitem uma abordagem furtiva, mas a essência do personagem segue um caminho bem diferente. Aqui, os confrontos são mais diretos, com inimigos mais agressivos e um combate focado em ação, incluindo finalizações com chutes, socos e novas execuções integradas ao uso das pistolas e da própria Requiem.
Assim como em no quarto título, é possível atordoar adversários com disparos para abrir espaço para ataques corpo a corpo, utilizando o Tomahawk como ferramenta de finalização ou até mesmo desmembrando inimigos com o poder das armas de fogo.
Outro aspecto que me chamou bastante atenção durante a gameplay foi a forma como Resident Evil Requiem combina mecânicas de títulos anteriores da franquia, tornando a jogabilidade mais fluida e disparada uma das melhores de todos os tempos. Um bom exemplo está na fusão entre o combate de Resident Evil 4 e alguns elementos de movimentação e finalizações vistos em Resident Evil 6.

Antes que isso cause preocupação, vale destacar que Leon não executa todos aqueles “malabares malucos” do sexto jogo. Ainda assim, algumas mecânicas que remetem diretamente aos movimentos introduzidos em Resident Evil 6 estão presentes, incluindo um momento específico da campanha em que um inimigo armado dispara em todas as direções, remetendo claramente às sequências mais voltadas para a ação vistas naquele título.
Em relação ao combate, Grace conta com um arsenal bastante limitado, restrito inicialmente a pistolas básicas e facas, obtidas após sua chegada a Rhodes Hill, depois de escapar da transfusão de sangue. Nesse momento da narrativa, Leon entrega a Requiem para ajudá-la a sobreviver e conforme a campanha avança, novos recursos passam a ser encontrados, como sucata e materiais utilizados na fabricação de munição e facas. Esse sistema de criação se estende aos dois protagonistas, estando presente ao longo de toda a campanha.
Na campanha de Grace, é importante destacar que o sistema de criação possui limitações claras, já que os jogadores precisam desbloquear as receitas por meio de amostras localizadas no laboratório. O jogo introduz uma ferramenta fundamental para a protagonista: o Coletor de Sangue, um dispositivo de análise capaz de extrair sangue dos zumbis que foram mortos.
O material coletado pode ser utilizado na fabricação de diferentes recursos, como o injetor hemolítico, que destrói as células sanguíneas dos infectados fazendo-os explodir, além de munição para pistolas, injetores responsáveis pelo aumento permanente da saúde e outros itens indispensáveis para a sobrevivência. Já na campanha de Leon, essa mecânica específica não está presente, sendo necessário apenas coletar recursos como pólvora e sucata para a fabricação de munições destinadas aos vários tipos de armas de fogo do game.
Como mencionado anteriormente, o tomahawk se torna uma arma fundamental durante o combate, funcionando tanto para ataques ofensivos quanto para aparar investidas inimigas, incluindo golpes de chefes. Para utilizá-lo de forma eficiente, é preciso realizar o bloqueio no momento exato, evitando danos desnecessários. No entanto, o gerenciamento do equipamento é essencial, já que a arma perde o fio após múltiplos usos, exigindo que o jogador a amole regularmente utilizando uma pedra de afiar.
Se você achou que as novidades do combate param por aí, está enganado. Resident Evil Requiem oferece aos jogadores um arsenal variado que é desbloqueado ao longo da campanha de Leon, indo muito além da pistola inicial e da própria Requiem.
Tudo isso funciona de forma bastante eficiente na prática, já que é possível sentir o peso e o impacto de cada arma durante o combate. Um dos melhores exemplos são as finalizações com a Requiem, a poderosa magnum de Leon, capaz de explodir a cabeça dos inimigos com um único disparo. As demais armas também apresentam a sensação de impacto, com desmembramentos visíveis e membros amputados, reforçando a brutalidade dos confrontos.
Bom, se você chegou até aqui, provavelmente percebeu uma sequência de elogios vindos de alguém apaixonado por Resident Evil. Porém, a verdade precisa ser dita: nem tudo são flores… Resident Evil Requiem apresenta alguns problemas significativos e que me deixaram decepcionado.
Quando iniciei a campanha com Grace, imaginei que o jogo apostaria em puzzles mais complexos e desafiadores. Não necessariamente algo no mesmo nível dos clássicos do PlayStation 1, que eram realmente desafiadores e, muitas vezes, até pouco acessíveis para parte dos jogadores da época, mas, esperava desafios mais marcantes por aqui.
Resident Evil Requiem adota uma abordagem mais linear, sem apresentar grandes obstáculos ao longo da jornada, concentrando seus desafios em puzzles mais tradicionais, como a abertura de cofres e enigmas baseados em figuras que precisam ser organizadas na ordem correta.

O jogo também não apresenta puzzles realmente complexos para abrir portas ou avançar na campanha. É verdade que, em determinados momentos, o jogador pode acabar se perdendo, principalmente quando inimigos bloqueiam caminhos ou perseguem o personagem por corredores vazios. Ainda assim, fica a sensação de que elementos mais elaborados de resolução de enigmas foram deixados de lado, algo que poderia ter enriquecido ainda mais a experiência.
Considerando que Rhodes Hill não possui a estrutura de uma mansão enigmática como nos títulos clássicos da franquia, é compreensível que não existam aquelas portas absurdamente elaboradas ou quebra-cabeças bizarros. No entanto, os puzzles presentes acabam sendo muito simples, geralmente com a solução praticamente entregue ao jogador logo ao lado, bastando a leitura de um arquivo para encontrar a resposta.
Como se não bastassem esses pontos, o jogo também decepciona (muito) quando o assunto são as boss fights e o desenvolvimento dos inimigos. Embora seja evidente que o foco narrativo esteja centrado na história de Grace Ashcroft, os chefes acabam sendo deixados de lado. Esse ponto eu iria abordar no momento em que estava falando da campanha de ambos os personagens, mas sinto que são motivos parecidos e deveriam ser incluidos neste mesmo tópico.
Ao citar Resident Evil Village, faço referência justamente à forma como o título apresentou seus chefes. Mesmo com introduções relativamente breves, cada líder de região possuía objetivos claros, uma personalidade marcante e uma história que se desenvolvia naturalmente ao longo da campanha. Em Resident Evil Requiem, por outro lado, muitos inimigos parecem ter sido inseridos apenas como obstáculos durante gameplay, surgindo mais como desafios pontuais para tornar a jornada de Leon mais difícil.

Por mais curioso que pareça, todos os chefes do jogo possuem arquivos dedicados a explicar de forma breve a história de cada um deles. Mesmo gostando de ler arquivos e parando para ler todos, essa abordagem não é divertida, já que grande parte do desenvolvimento desses inimigos fica restrito a textos. Como consequência disso, essas informações podem facilmente passar batidas pelos jogadores, transformando chefes em figuras irrelevantes.
Outro aspecto que para mim, está entre os mais decepcionantes do jogo é a falta de variedade no moveset dos chefes. Em várias batalhas, fica evidente que as arenas são pouco exploradas, praticamente sem interações com o cenário na hora de atacar. Na maioria das vezes, o ambiente se limita a carros, pilares ou barreiras usadas apenas para se proteger ou desviar dos golpes.
Sinto que os chefes poderiam ter sido melhores aproveitados no contexto histórico e da gameplay. Por outro lado, alguns problemas podem ser compensados com finalizações brutais por parte de Leon, arremessando ferramentas, barras de ferro e cortes com Tomahawk nos inimigos.
Gráficos, Trilha Sonora e Desempenho de Resident Evil Requiem
Se tem algo que a RE Engine continua entregando com excelência é qualidade técnica, algo perceptível desde o sétimo capítulo da franquia. Tive a oportunidade de jogar Resident Evil Requiem no PlayStation 5 Pro e, mesmo sem a adição de modos de jogo como Modo Qualidade ou Modo Desempenho, o jogo impressiona pela performance.
O resultado é uma das experiências mais fluidas já vistas na série e talvez entre os jogos mais recentes da atual geração. Não é exagero dizer que Requiem se destaca nesse aspecto, oferecendo uma gameplay estável a 60 FPS, com visuais extremamente realistas do início ao fim da campanha.
Em nenhum momento do jogo sofri com quedas de desempenho, engasgos, bugs relevantes ou crashes, reforçando que a Capcom segue no caminho certo ao evoluir constantemente a RE Engine e torná-la a base inicial de seus jogos.

Tudo isso é acompanhado por gráficos surpreendentes, cores vivas, cenários extremamente detalhados e um trabalho de captura facial (MoCap) que representa, sem dúvida, o melhor já visto na franquia até hoje e possivelmente o melhor que já vi em toda a minha vida. Os personagens se destacam ainda mais, permitindo perceber pequenos detalhes nas expressões do rosto, nos tecidos das roupas ou nos elementos de cenário.
O jogo também implementa todos os recursos do DualSense, incorporando feedback háptico e gatilhos adaptáveis que se comportam de maneira diferente conforme a arma utilizada, tornando o acionamento do gatilho mais “duros e pesados”. Embora não seja uma funcionalidade utilizada por todos os jogadores, sua implementação contribui para a imersão e pode fazer diferença para aqueles que buscam uma experiência mais completa dentro do survival horror.
Partindo para o lado sonoro, o jogo é uma verdadeira obra prima! Ao utilizar um headset, o som espacial está presente, dando um ar mais sombrio na jogatina, especialmente nos momentos que controlamos Grace Ashcroft. Aqui, os inimigos (zumbis) possuem um pouco de “humanidade”, onde podemos escutar alguns deles se desculpando por aquilo que está acontecendo ou o sofrimento que é estampado em sua voz.

Apesar de ter realizado minha campanha principal em inglês, também testei a dublagem em Português do Brasil, e o trabalho de Felipe Grinnan (Leon) e Angela Sant’Albano (Grace) é simplesmente impecável. Ambos conseguem transmitir emoção, peso e personalidade em cada diálogo. Um trabalho digno de destaque e uma verdadeira obra-prima da dublagem nacional!
Review de Resident Evil Requiem – Vale a Pena?
Quando tive contato com Resident Evil na era do PlayStation 1, mesmo apavorado com os zumbis, pude sentir que aquilo se tornaria algo gigante. Mesmo na percepção de uma criança, você é capaz de entender suas frustrações com o jogo, além do medo constante em uma franquia que provavelmente traumatizou boa parte das crianças. Ter a oportunidade de jogar Resident Evil Requiem em acesso antecipado não foi apenas uma realização de um sonho, mas uma meta que eu nunca imaginei que iria alcançar em minha vida.
Deixando o fanatismo e a nostalgia de lado, sinto que Resident Evil Requiem deixou muito a desejar nas lutas contra os chefes, fazendo com que esses combates sejam completamente esquecíveis com o passar do tempo. Entretanto, o jogo conquista aqueles que buscam uma gameplay assustadora e frenética com cada um dos personagens. Requiem pode sofrer com a falta de desenvolvimento dos chefes, mas entrega uma experiência sólida quando falamos de jogabilidade.
Arrisco a dizer que esse é um dos jogos mais bonitos que joguei da franquia, graças a RE Engine e a implementação de novas mecânicas que provavelmente se tornarão o futuro daqui pra frente.
Requiem não é o melhor Resident Evil da franquia quando falamos sobre narrativa, mas é capaz de entregar uma experiência única e altamente recomendada para todos os jogadores. Por isso é certo dizer, que mesmo com erros, Requiem é uma verdadeira carta de amor para os fãs do survival horror e uma ótima forma de introduzir novos jogadores para conhecerem um pouco mais sobre a história.
Gostou da nossa Review? Não deixe de conferir todo o nosso conteúdo de Resident Evil Requiem:
- Guia de Platina
- As melhores dicas para o Modo Insano
- Localização de todos os arquivos e Mr. Raccoons para a platina/100%
Entre erros e acertos, Resident Evil Requiem se apresenta como uma verdadeira carta de amor aos fãs da franquia, oferecendo uma campanha sombria ao permitir que os jogadores assumam o controle de Leon Scott Kennedy e Grace Ashcroft. Mesmo com algumas limitações narrativas e na falta de aprofundamento dos inimigos, o jogo deixa claro que sua jogabilidade representa uma evolução constante se comparada aos títulos anteriores, combinando combates dinâmicos, ritmo frenético e uma experiência extremamente fluida.
Pontos Positivos
- Combate divertido e fluido
- Gameplay com Grace e Leon se conectam
- Momentos tensos com o verdadeiro survival horror
- Gráficos surpreendentes
- Trilha Sonora e Efeitos Sonoros impactantes
Pontos Negativos
- Pouco aprofundamento dos chefes
- Variedade de ataques dos chefes é limitada
- Baixa variedade de puzzles
- Narrativa
- Jogabilidade
- Direção de Arte
- Desempenho
