O controle Razer Wolverine V3 Tournament Edition 8K PC definitivamente é um controle para um público exigente, além de ser completo em todos os sentidos.
A Razer nos cedeu uma unidade desse controle para testes e, no review de hoje, irei compartilhar todas as funcionalidades presentes no produto, além da minha experiência de uso durante um período de 1 mês. Realizei testes em uma grande variedade de games para transmitir diferentes situações de uso que podem ser contempladas ao optar por um produto como esse.
O que o controle oferece
O Wolverine V3 TE que recebi é exclusivo para ser utilizado no PC de forma cabeada, o que permite atingir uma velocidade de conexão absurda de 8000Hz (frequência com que um periférico registra e envia informações como cliques, movimentos, etc.).
Só para comparação, um controle DualSense atinge apenas 250Hz via wireless e, via cabo, chega no máximo a 1000Hz. Essa diferença pode afetar diretamente players que tenham um olhar mais competitivo para os games.

O controle vem em uma caixa linda e possui uma experiência de unboxing muito requintada. Podemos dizer que é aquele capricho que sempre esperamos da Razer. Dentro da caixa, ele é acompanhado de um “berço” que organiza muito bem os itens extras, que são:
- um cabo USB-A/Type-C, em estilo paracord, bem robusto, com 2 metros;
- 2 analógicos de fácil substituição, com grips diferentes para atender à preferência dos usuários;
- manual de instruções e garantia;
- os famosos adesivos das cobrinhas verdes, clássicos da marca.
Um hardware de ponta
Em questão de hardware, os analógicos possuem tecnologia TMR, que previne problemas com drift e oferece um melhor tempo de resposta. Os botões de ação e os direcionais contam com microinterruptores mecânicos, trazendo mais conforto e também uma resposta mais rápida. Os gatilhos possuem a tecnologia Razer Pro HyperTriggers, onde você pode ativar uma trava de forma física e optar entre a posição tradicional de gatilho ou uma opção que se assemelha a um clique de mouse.
Além disso, eles também utilizam Hall Effect. Os botões de ação são extremamente confortáveis e bem mais baixos que um tradicional de XBOX, o que traz mais agilidade na hora de alternar entre eles. E, por último, mas não menos importante (particularmente minha parte preferida), são simplesmente 6 botões extras, programáveis até certo ponto — vou falar disso logo logo.

Uma festa de botões
Sim, amigos, além de todos os botões que já esperamos em um controle com interface Xbox tradicional, temos a adição de 6 botões extras programáveis (4 pads traseiros e 2 bumpers na região dos gatilhos).

O D-Pad pode ser configurado para 4 ou 8 direções, de acordo com a preferência do usuário. Também há 2 alavancas que controlam o eixo de ativação dos gatilhos, dando ao usuário a opção de utilizar os triggers da forma tradicional ou no estilo “clique de mouse”. Particularmente, utilizei muito essa função de “clique” para jogar Fortnite Festival e Guitar Hero.
O software
Ao conectar o controle ao PC, automaticamente você já recebe a indicação para instalar o Razer Synapse, software onde é possível fazer o gerenciamento completo do controle e também de outros periféricos Razer.
Nele, você pode programar perfis para games específicos e, ao realizar o login e salvar esses perfis, consegue transferir configurações e presets para qualquer outro dispositivo em que conectar o controle. Basta instalar o software e logar na sua conta para que esses perfis sejam carregados.

Sobre o software, não encontrei dificuldades em utiliza-lo, é bem simples e a Razer fornece um tutorial bem completo e suficiente para que você consiga se dar bem com o produto. É possível criar até 4 perfis e você pode alterná-los via Software ou utilizando o botão de Função (fica abaixo do Botão Share) + botões de Ação (A,X,Y e B).

A customização de Botões é excelente mas para o meu uso tenho apenas uma ressalva: É sim possível atribuir qualquer função do controle para os Botões extras, até mesmo atribuir mecânica de sensibilidade com os analógicos, porém não é possível criar Macros com os Botões do controle, EX:
Utilizar o Grip M2 para executar uma função de “combo de baixo + esquerda e X” ou uma combinação de “X+Y” e por aí vai. É até possível criar funções de teclas do teclado, mas podem ter games que a transição de utilização do teclado e controle não seja tão fluída mas vale ressaltar que há games que oferecem essa configuração de Macro de botões, então ainda dá pra se aproveitar ainda mais essa função.
Na minha opinião, o software seria ainda melhor utilizado se pudéssemos fazer essa combinação de funções, pois isso tornaria a experiência ainda mais completa e personalizada do que já é — claro, falo isso pelo meu gosto. Apesar disso, o que o controle entrega já é suficientemente excelente para o meu uso. Essa ressalva seria levada em consideração apenas por aqueles players mais exigentes.
Um controle para cada tipo de gamer
Na minha experiência com o controle, procurei jogar diferentes estilos de games para poder indicar o produto de forma mais assertiva para o público correto. Testei categorias como FPS, Action MMORPG, fighting games, games de ritmo, campanha e por aí vai.
Em games como MMORPG e, principalmente, FPS, esse controle BRILHA com as teclas de funções extras. Jogos táticos possuem cada vez mais ferramentas, atalhos e movimentações mais complexas, como no BF6, ou diversas maneiras de utilizar uma skill, como no Where Winds Meet. Então, ter um controle como esse se tornou uma forma definitiva de aproveitar esses games com 100% de eficiência.
Em fighting games, acredito que o D-Pad configurável entre 4 e 8 direções pode tornar a gameplay ainda mais confortável. Além disso, os bumpers e pads personalizáveis facilitam muito para a galera que utiliza pegadas diferentes na hora de jogar, como Claw, Double Claw, etc. Os botões de ação também possuem um clique extremamente confortável, são mais baixos que os tradicionais e oferecem um registro de comando bem eficiente e rápido.

Eu acredito que esse controle não foi pensando em Games Rítmicos, porém eu fiz questão de testar a função de Click dos Triggers porque a galera das antigas que jogou o Guitar Hero no PS2 sabe o quanto é chato jogar games assim nos controles que vieram a partir do PS3 e 360 por conta dos “Gatilhos” e ter essa opção de “Click de mouse” me fez ter vontade de jogar esses games novamente com o controle, fica a fica.
Por último, gostaria de falar sobre os jogos de campanha. Bem, o controle é excelente por si só, então você vai ter uma experiência satisfatória por toda a estrutura que ele fornece, seja no grip, analógicos, botões de ação ou botões extras. Porém, como o controle é pensado para o competitivo, ele não possui rumbles de vibração, uma escolha feita para diminuir o peso total e tornar as sessões de jogo menos desgastantes para os usuários. Então, se você é uma pessoa que joga muitos games de campanha, pode sentir um pouco de falta dessa função, que geralmente traz mais imersão.
Veredito final: Vale a pena!
O nome do produto já se carrega o título de Tournament Edition, logo já é de se esperar uma veia mais competitiva e o controle entrega exatamente isso desde na tecnologia presente, customização e até mesmo o peso do controle, que em uma call de apresentação do produto com a Razer, foi informado que ele foi desenvolvido para ser leve justamente para mitigar o cansaço em jogatinas longas ou intensas, pesando cerca de 197g apenas (pesando em uma balança de precisão).
O controle é apenas para o player competitivo? Não, eu acredito que qualquer player que goste de qualidade e versatilidade estará bem servido, já que ele possui uma interface tradicional Xbox e uma distribuição de botões única, com menor espaço entre os action buttons e um espaçamento maior entre os shoulders/triggers direito e esquerdo. E claro, todos eles com um acabamento de extrema qualidade e sofisticação em um controle com um tamanho que vai servir players com diversos tamanhos de mãos.
Sobre a questão de valores, ele possui preço de um produto bem nichado, mas claro, se trata de um controle com selo Razer de qualidade, garantia e foco além do casual. Lembrando que não é um simples produto de entrada, é um controle que tem funcionalidades que podem sim atender atletas de eSports, e sabemos como isso influencia diretamente no valor final.
No geral, acredito sim que todas as funcionalidades presentes no controle agregam muito na entrega final do produto, mas sabemos como isso também pode influenciar no valor final dele. O “valer a pena” vai depender do tipo de experiência que você precisa para o seu estilo de gameplay, em contrapartida com suas condições para adquirir um exemplar. Mas saiba que é um produto muito superior a tudo que já utilizei e, sim, hoje, ele é o meu controle principal.
O Razer Tournament Edition se destaca por unir leveza, qualidade e recursos voltados tanto para jogadores competitivos quanto casuais. Apesar do preço mais elevado, o controle entrega sofisticação e funcionalidades que justificam seu posicionamento como produto premium. No fim, trata-se de uma escolha que depende do perfil e das necessidades de cada jogador, mas que certamente oferece uma experiência superior.
- Design e Acabamento
- Conforto de Uso
- Recursos
- Compatibilidade
- Performance
- Custo x Benefício
