Em celebração aos 10 anos da franquia, Tom Clancy’s The Division Resurgence vem com uma ideia ousada de expandir seu universo através do mobile (iOS e Android), trazendo uma experiência imersiva em um Shooter RPG em terceira pessoa.
A nova aposta da Ubisoft busca alcançar o público mobile ao apresentar uma experiência inédita dentro da franquia, ambientada em uma Nova York devastada por um surto viral. Com foco em mundo aberto, missões cooperativas e progressão baseada em loot, The Division Resurgence surpreende pela evolução da série, especialmente pela forma como adapta seus controles para smartphones.
Mesmo com tantos pontos positivos, fica a dúvida: o jogo realmente consegue atingir novos jogadores e conquistar o público mobile inspirado no sucesso dos consoles? É isso que você irá descobrir em nossa Review!
PS: A análise foi realizada em um iOS através de uma cópia cedida pela Ubisoft Brasil.
Um mundo vivo e hostil
Em The Division Resurgence, a história se passa no começo de uma epidemia pandêmica situada no coração de Nova York. Os jogadores assumem o papel de um agente da Primeira Onda da SHD que havia entrado em coma durante os eventos de The Division 1 (exclusivo dos consoles e PC).
Ao despertar, os jogadores notam que a cidade foi completamente devastada, dando início a uma jornada de sobrevivência em um ambiente hostil. A missão é proteger um assentamento civil, que passa a funcionar como base de operações ao longo da nossa gameplay.
Neste momento da campanha, o jogo introduz o sistema de Especializações, classes com habilidades próprias que impactam diretamente o estilo de combate. Entre elas, acabei me identificando mais com o Vanguard, principalmente por já estar familiarizado com as habilidades que também estão presentes em outros jogos do gênero. A especialização permite escanear inimigos pelo mapa, marcando alvos automaticamente e potencializando os disparos, o que acelera bastante a eliminação e causa o dobro de dano nos inimigos.

Apesar dessa escolha não ser definitiva, o jogo também disponibiliza outras classes para quem prefere explorar abordagens diferentes de gameplay, sendo elas:
- Vanguarda – Especialista focado em reconhecimento de área e dano. A classe permite utilizar o Pulse para escanear e marcar os inimigos, aumentando o dano e ajudando a equipe na localização.
- Médico de Campo – Especialista focado no suporte e cura. A classe permite utilizar drones, restaurar as armaduras e HP dos aliados da equipe.
- Baluarte – Especialista voltado à proteção do time, equipado com um Escudo Balístico capaz de absorver o dano e proteger os aliados por todo o mapa.
- Demolidor – Especialista focado em dano explosivo. Com um lançador de granadas equipado, é possível limpar boa parte dos inimigos com pequenas explosões.
Seguindo o padrão dos jogos anteriores, o título traz um sistema de habilidades como uma Árvore de Talentos. Nele, os jogadores acumulam pontos para desbloquear especializações e habilidades únicas, além de aprimorar atributos como redução do tempo de recarga, aumento de dano e até expansão do HP.
Após algumas horas de jogo, é possível trocar de classe caso o jogador não se adapte ao estilo escolhido. Além disso, avançar na campanha em modo cooperativo se torna fundamental para desbloquear novos itens, aprimorar armas e desenvolver estratégias, especialmente diante da presença de novas facções inimigas.
E por falar em novos inimigos, o jogo apresenta uma campanha exclusiva que introduz a facção Freemen, presente ao longo de toda a jornada. Além disso, o mundo aberto se destaca pela variedade de atividades disponíveis. Um dos meus maiores medos durante a revelação do game era encontrar um mapa vazio, mas acontece justamente o contrário: há sempre algo acontecendo por aqui, com oportunidades de exploração, coletar loot e participar de novos confrontos.

O jogo também conta com um sistema de eventos, que concedem novos bônus diários e semanais, tornando a experiência da exploração ainda mais único. Se tem algo que me surpreendeu é que em nenhum momento o jogo te deixa de mãos abanando, sempre com algo que pode ser explorado ou descoberto com o passar do tempo. Conteúdo e fator replay é o grande charme de The Division Resurgence!
Seguindo o padrão do gênero, The Division Resurgence traz um sistema de loot aliado a um Passe de Temporada, além de eventos semanais e mensais. Os jogadores podem optar por adquirir o Passe para acelerar o desbloqueio de recompensas ou simplesmente progredir de forma natural ao avançar na campanha e explorar outros modos de jogo. Dessa forma, a experiência se mantém acessível, sem criar vantagens desbalanceadas para quem decide investir dinheiro.
Partindo para o lado competitivo do game, 3 modos de jogo foram implementados:
- Missões e Open World – Campanha principal do game, que pode ser realizada solo ou cooperativo, além de permitir repetir as missões que já foram concluídas anteriormente;
- Conflito – Modo de jogo que funciona com um Team Deatchmatch, onde equipes se unem para derrotar outros jogadores em equipes;
- Dark Zone – Modo de jogo PvE de jogador vs jogador.
Por se tratar de uma análise em acesso antecipado, encontrar partidas foi praticamente impossível. Durante os testes, eu estava no Japão, e os servidores da Ásia estavam quase vazios. Mesmo ao tentar me conectar a outras regiões, a distância impactou diretamente a qualidade da conexão, resultando em instabilidade e problemas frequentes.

Vale destacar que, com o lançamento oficial, a tendência é que o número de partidas aumente significativamente, já que mais jogadores estarão ativos e participando do modo online.
Uma jogabilidade quase perfeita
Você já imaginou jogar The Division na palma da mão? Pois é, esse momento finalmente chegou. E, para ser sincero, o resultado me surpreendeu bastante!
Mesmo não sendo um jogador frequente de mobile e sem tanta experiência com shooters/FPS em smartphones, a adaptação foi extremamente natural. Os comandos são responsivos e bem ajustados, sem exageros na interface e nada de HUD poluído ou carregado de ações desnecessárias, o que torna a experiência fluida e acessível desde os primeiros minutos.
O jogo também oferece suporte a controles, o que pode agradar quem busca uma experiência mais próxima dos consoles. Ainda assim, a jogabilidade me pareceu mais fluida utilizando apenas os comandos na tela. As ações são intuitivas: é possível se proteger em coberturas, atirar rapidamente sem precisar mirar ou usar a mira de precisão com armas como snipers, disparando automaticamente ao soltar o botão. Pode não ser o modelo ideal para todos, mas a agilidade e a resposta dos comandos me surpreenderam, especialmente depois de já ter experimentado o jogo nos consoles.

No geral, trata-se de uma experiência bastante completa, que consegue traduzir bem a essência da franquia para o mobile, entregando algo muito próximo do que se espera nos consoles, direto no smartphone ou tablet.
Aspectos Técnicos
Por se tratar de uma experiência “AAA mobile”, The Division Resurgence pode não apresentar o mesmo desempenho em todos os smartphones. Ainda assim, o jogo oferece opções de configuração que ajudam a tornar a experiência mais estável, especialmente em aparelhos mais antigos.
Durante os testes, joguei em um iPhone 17 Pro Max, equipado com o chip A19 Pro, e mesmo com o alto poder de processamento, houve momentos de engasgos ao longo da campanha, principalmente em áreas com grande concentração de inimigos. Além disso, em alguns momentos durante a minha exploração, o jogo acabou crashando, o que me fez perder alguns itens que eu já havia coletado. É importante manter a conta da Ubisoft ativada para garantir bônus ao longo dos meses.
Os gráficos impressionam e em muitos momentos nem parecem de um título pensado para smartphones. Com visuais de alto nível, um mundo aberto hostil e cenários ricos em detalhes, fica evidente o cuidado da equipe no desenvolvimento, entregando uma experiência que antes parecia exclusiva dos consoles.
Em relação a parte sonora, o jogo também se destaca. O trabalho de áudio é surpreendente, permitindo identificar a movimentação dos inimigos, o impacto dos disparos e até os perigos espalhados pelo mapa e pela campanha. Jogar com headset ou fones de ouvido é praticamente essencial, não só pela imersão, mas também pela vantagem estratégica, seja na comunicação com a equipe ou na movimentação dos inimigos.
Review de Tom Clancy’s The Division Resurgence – Vale a Pena?
Como era de se esperar da franquia, Tom Clancy’s The Division Resurgence surge como um título essencial, uma verdadeira carta de amor para os fãs e também uma excelente porta de entrada para novos jogadores no mobile. Com campanha inédita, uma nova facção e uma boa variedade de conteúdos secundários, o jogo entrega uma experiência imersiva, com muitas horas de gameplay, alto fator replay e Passes de Temporada que prometem expandir ainda mais o conteúdo no lançamento e no pós-lançamento.
Apesar de alguns pequenos engasgos e questões de desempenho observados durante a análise, a jogabilidade se mantém fluida na maior parte do tempo e tende a evoluir com futuras atualizações baseadas no feedback da comunidade. Por ser um título free-to-play, é natural que alcance um público amplo, apresentando esse universo rico e sua nova história a ainda mais jogadores.
Sem exageros, Resurgence tem potencial para se consolidar como um dos grandes nomes do gênero, e possivelmente um dos melhores shooters mobile disponíveis atualmente. Para os fãs da franquia, é um título obrigatório!
Tom Clancy’s The Division Resurgence será lançado em 31 de março de 2026 para Android e iOS.
Tom Clancy’s The Division Resurgence oferece uma experiência imersiva, trazendo uma campanha inédita, novos modos de jogo e uma facção exclusiva pensada para o público mobile. Mesmo com alguns pequenos engasgos ao longo da campanha, o título se destaca como uma verdadeira homenagem aos fãs da franquia, recheado de conteúdos secundários e com uma jogabilidade fluida dentro dos padrões mobile. Um jogo indispensável para qualquer jogador!
Pontos Positivos
- Variedade de conteúdos secundários
- Novos modos de jogo
- Campanha inédita para o futuro da franquia
Pontos Negativos
- Pequenos engasgos e problemas de desempenho
- Narrativa
- Jogabilidade
- Gráficos
- Trilha Sonora/Efeitos Sonoros
- Desempenho
