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	<title>Outlive 25 Archives - República DG | O seu lugar favorito na Internet</title>
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	<description>República DG &#124; Notícias, guias, dicas, opiniões e análises sobre entretenimento e tecnologia</description>
	<lastBuildDate>Tue, 05 May 2026 14:15:37 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Conversamos com Rodrigo Dal’Asta e Rafael Dolzan, criadores do RTS brasileiro Outlive 25</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Custódio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 14:15:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Gamescom]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Outra grande novidade da gamescom Latam 2026 foi o retorno de Outlive, clássico RTS de ficção científica que ganhou espaço nos computadores durante os anos 1990. Desenvolvido pelos brasileiros da Continuum, o título não apenas foi revitalizado para as máquinas recentes, mas também teve seu remaster oficialmente lançado durante o evento, agora sob o nome [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Outra grande novidade da gamescom Latam 2026 foi o retorno de Outlive, clássico RTS de ficção científica que ganhou espaço nos computadores durante os anos 1990. Desenvolvido pelos brasileiros da Continuum, o título não apenas foi revitalizado para as máquinas recentes, mas também teve seu remaster oficialmente lançado durante o evento, agora sob o nome de <a href="https://republicadg.com.br/tag/Outlive-25/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Outlive 25</a>.</p>



<p>Para saber mais sobre o background do game e entender como foi todo o processo de remasterização, conversamos com os criadores Rodrigo Dal’Asta e Rafael Dolzan durante a <a href="https://republicadg.com.br/tag/gamescom-latam/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">gamescom Latam</a>. Nesse bate-papo, tiramos diversas dúvidas e acabamos entendendo bastante sobre a paixão que existe diante de um projeto ambicioso e que respeita tudo que foi mostrado pelo original.</p>



<h2 class="wp-block-heading">República DG entrevista Continuum sobre Outlive 25</h2>



<p><strong>República DG: Vocês estão trabalhando em um remaster, certo? Como foi trazer de volta um jogo clássico preservando a identidade original, mas também atendendo às expectativas modernas?</strong></p>



<p><strong>Continuum</strong>: Foi um grande desafio. A comunidade joga esse título há 25 anos, então havia uma responsabilidade grande em atender quem já era fã e, ao mesmo tempo, tentar atrair um público novo.</p>



<p>No início, a ideia era entregar um remaster mais simples, mas durante o processo entendemos que precisávamos fazer algo a mais. Trabalhamos com a comunidade durante todo o desenvolvimento, inclusive com uma fase de beta test de quatro meses. Esse retorno ajudou muito.</p>



<p>A comunidade apontou detalhes de balanceamento, recursos pouco usados e problemas que, com o tempo, ficaram mais claros. Então fomos ajustando mecânicas, melhorando a arte, modernizando a rolagem, adicionando zoom e refinando o jogo como um todo.</p>



<p>O resultado ficou quase como um jogo novo, mas ainda fiel ao estilo original. A ideia era preservar o sentimento que as pessoas tinham do jogo antigo, mas entregar uma experiência que hoje parecesse melhor e mais confortável de jogar.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-102023" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-1-1024x576.jpg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-1-300x169.jpg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-1-768x432.jpg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-1-150x84.jpg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-1-450x253.jpg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-1-1200x675.jpg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-1.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p><strong>República DG: Em termos técnicos, quais foram os maiores desafios da remasterização, principalmente em gráficos e som?</strong></p>



<p><strong>Continuum</strong>: No som, não tivemos tanta dificuldade, porque a matéria-prima original já tinha sido produzida em uma qualidade muito boa. Na época, por limitações de hardware, a gente precisava reduzir a qualidade, mas os arquivos originais eram bons.</p>



<p>Na parte gráfica, o desafio foi maior. A arte original sofreu redução de cores e qualidade para funcionar nos computadores de 25 anos atrás. Naquele tempo, isso não era tão perceptível. Hoje, com monitores melhores e resoluções maiores, a diferença aparece muito mais.</p>



<p>Durante o desenvolvimento, percebemos que a arte antiga não seria suficiente, principalmente depois que adicionamos o recurso de zoom. Quando o jogador aproximava a câmera, a perda de qualidade ficava evidente.</p>



<p>Então tivemos duas opções: tirar o zoom ou refazer a arte. Decidimos manter o recurso e refazer boa parte da arte a partir dos modelos originais. Isso aumentou o prazo de desenvolvimento, mas valeu a pena pelo resultado final.</p>



<p><strong>República DG: Vocês falaram bastante sobre nostalgia. Como equilibrar essa lembrança afetiva com uma experiência que ainda funcione hoje?</strong></p>



<p><strong>Continuum</strong>: A nostalgia é uma arma poderosa, mas também exige cuidado. Às vezes a pessoa lembra de algo antigo como se fosse melhor do que realmente era. Quando revisita aquilo hoje, pode perceber limitações que antes não incomodavam.</p>



<p>Então nosso cuidado foi manter a sensação positiva que o jogador tinha do jogo, mas com melhorias reais. A pessoa precisava jogar agora e sentir: “continua bom” ou até “está melhor do que eu lembrava”.</p>



<p>Se a gente entregasse exatamente como era, talvez algumas coisas soassem ruins hoje, como a rolagem, a fluidez ou a qualidade gráfica. Por isso trabalhamos para melhorar esses pontos sem descaracterizar o jogo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-2-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-102024" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-2-1024x576.jpg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-2-300x169.jpg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-2-768x432.jpg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-2-150x84.jpg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-2-450x253.jpg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-2-1200x675.jpg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-2.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p><strong>República DG: Houve mudanças no balanceamento das ações e unidades nessa versão remasterizada. O que vocês sentiram que precisava melhorar?</strong></p>



<p><strong>Continuum</strong>: Foram vários pequenos detalhes. Não houve uma única grande mudança, mas muitos ajustes espalhados pelo jogo.</p>



<p>Ao longo de 25 anos, a comunidade jogou tanto que encontrou desequilíbrios que talvez nem fossem visíveis na época. Algumas estratégias ficavam fortes demais, enquanto certos recursos praticamente não eram usados.</p>



<p>A gente coletou esse feedback e trabalhou para criar contrapesos. Algumas coisas precisaram ser enfraquecidas, outras fortalecidas. O objetivo era garantir que nenhuma estratégia fosse boa contra tudo.</p>



<p>Um exemplo é a parte de inteligência e espionagem. Era um recurso muito interessante, mas pouco usado, porque até o jogador conseguir pesquisar e utilizar, muitas partidas já tinham acabado. Então ajustamos essa dinâmica para tornar o sistema mais relevante.</p>



<p><strong>República DG: A comunidade teve influência direta nesse processo de balanceamento?</strong></p>



<p><strong>Resposta</strong>: Sim, muita. A gente não recebeu apenas mensagens soltas. Fizemos reuniões com representantes da comunidade, conversamos pelo Meet e ouvimos os principais pontos.</p>



<p>Eles tinham até uma espécie de “acordo de cavalheiros”, um documento com regras para evitar certas estratégias, porque algumas ações quebravam o equilíbrio e tiravam a graça da partida.</p>



<p>Para nós, isso mostrava que havia problemas que precisavam ser resolvidos dentro do próprio jogo. O jogador não deveria precisar combinar regras externas para a partida funcionar.</p>



<p>Então trabalhamos nesses pontos e hoje a ideia é que todo mundo possa jogar livremente, sem depender dessas restrições.</p>



<p><strong>República DG: O multiplayer suporta até 16 jogadores simultâneos. Como foi estruturar isso em termos de estabilidade e performance?</strong></p>



<p><strong>Continuum</strong>: O multiplayer, em si, não afeta tanto a performance gráfica. São questões separadas. O jogo original já tinha suporte para 16 jogadores. Na prática, são oito exércitos no mapa, e cada exército pode ser controlado por até dois jogadores. Isso era uma inovação na época, porque dois jogadores podiam controlar o mesmo exército de forma cooperativa: um cuidando da base e outro do ataque.</p>



<p>O mais curioso é que isso foi desenvolvido para a internet brasileira de 25 anos atrás, que era muito mais limitada. Então o jogo já precisava ser muito otimizado para funcionar bem naquele cenário.</p>



<p>Na versão atual, o maior trabalho foi adaptar o sistema para funcionar em cima da Steam. O multiplayer já tinha uma base sólida, então não foi o maior desafio do projeto, embora tenha exigido ajustes.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-3-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-102025" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-3-1024x576.jpg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-3-300x169.jpg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-3-768x432.jpg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-3-150x84.jpg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-3-450x253.jpg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-3-1200x675.jpg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-3.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p><strong>República DG: As unidades têm comportamentos próprios e certa autonomia. Como isso funciona dentro da estratégia do jogo?</strong></p>



<p><strong>Continuum</strong>: Cada unidade tem características próprias e poderes específicos. Algumas são melhores contra unidades aéreas, outras contra terrestres, e o jogador precisa entender em que momento usar cada uma.</p>



<p>Um ponto interessante é que as unidades têm certa inteligência. Elas podem reagir a situações sem depender de comando manual o tempo todo. Por exemplo, uma unidade aliada pode ajudar outra que esteja sendo atacada.</p>



<p>Também é possível configurar comportamentos. O jogador pode definir que uma unidade use uma habilidade especial quando achar mais adequado ou recue para a base quando estiver com pouca vida.</p>



<p>Isso dá mais profundidade estratégica, porque o jogador não controla apenas a posição das unidades, mas também como elas devem reagir dentro da batalha.</p>



<p><strong>República DG: O sistema de caminhos automatizados muda bastante a forma de jogar. Ele foi pensado como acessibilidade ou como aprofundamento estratégico?</strong></p>



<p><strong>Continuum</strong>: Ele nasceu para acrescentar elementos de estratégia. Em jogos de estratégia, as unidades normalmente procuram o caminho mais curto. Só que, às vezes, esse caminho passa por uma base inimiga ou por uma área perigosa. Então o jogador pode querer criar um desvio ou atacar por outro lado.</p>



<p>Com o sistema de caminhos, dá para usar o mapa de forma mais estratégica, dividindo tropas, criando rotas alternativas ou até fazendo rondas para proteger uma base.</p>



<p>Então não foi pensado apenas como acessibilidade, mas como uma forma de dar mais controle tático ao jogador.</p>



<p><strong>República DG: Quais melhorias técnicas foram implementadas para facilitar a criação de conteúdo no editor?</strong></p>



<p><strong>Continuum</strong>: O editor já existia no jogo original, mas foi reescrito e melhorado para esta versão.<br>Ele é um programa para Windows usado para editar todas as fases da campanha. Com ele, o jogador também pode criar mapas e campanhas próprias.</p>



<p>A ferramenta é bem flexível. Existe um sistema de eventos que permite programar situações dentro do mapa e até contar pequenas histórias. Não é algo totalmente simples, porque envolve uma lógica parecida com programação, mas ficou mais intuitivo do que era antes.</p>



<p>A comunidade já fazia muita coisa com o editor antigo, inclusive campanhas enormes. Agora, com mais recursos, as possibilidades aumentaram bastante. Dá para criar mapas tradicionais, campanhas, modos inspirados em tower defense, corrida e outras experiências diferentes dentro da estrutura do jogo.</p>



<p><strong>República DG: Considerando o cenário atual dos RTS, o que vocês acreditam que o jogo faz de diferente para se destacar?</strong></p>



<p><strong>Continuum</strong>: O cenário mudou bastante. Quando o jogo original saiu, RTS era um dos gêneros mais comentados. Hoje, o mercado está muito mais segmentado, com muitos estilos diferentes e um público que costuma experimentar vários gêneros.</p>



<p>Por isso, os jogos de estratégia saíram um pouco do mainstream. O remaster chega para ocupar parte desse espaço e mostrar que ainda existe força nesse tipo de experiência.</p>



<p>A ideia foi apresentar um RTS com estilo clássico, mas renovado. Trabalhamos no balanceamento, nas possibilidades estratégicas e em uma linguagem mais acessível ao público atual.</p>



<p>Também criamos tutoriais e deixamos algumas dinâmicas mais rápidas, porque o jogador de hoje nem sempre quer passar duas horas em uma partida. Então o jogo busca manter fidelidade ao original, mas adaptado para um público mais moderno.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-4-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-102026" srcset="https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-4-1024x576.jpg 1024w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-4-300x169.jpg 300w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-4-768x432.jpg 768w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-4-150x84.jpg 150w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-4-450x253.jpg 450w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-4-1200x675.jpg 1200w, https://republicadg.com.br/wp-content/uploads/2026/05/outlive-25-4.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p><strong>República DG: Existe possibilidade de levar o jogo para consoles ou portáteis?</strong></p>



<p><strong>Continuum</strong>: O primeiro passo natural seria pensar em plataformas mais adaptadas a jogos de estratégia. Um exemplo citado foi o Switch 2, pelo controle que pode funcionar como mouse.</p>



<p>Para consoles tradicionais, seria mais complexo, porque um RTS exige muitas adaptações de interface e controle. Talvez fosse necessário mexer bastante na forma de jogar.</p>



<p>Sobre Steam Deck, o jogo roda. Ele ainda não tem uma versão específica ou verificação oficial, mas já foi testado e funciona. Como o jogo é leve, a expectativa é boa.</p>



<p>Também já usamos bibliotecas pensando em possíveis ports para Linux e macOS, o que facilitaria uma adaptação futura para Steam Deck de forma mais nativa.</p>



<p>Outlive 25 já está disponível pra PC.</p>
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