A cena indie tem apostado cada vez mais em experiências cooperativas rápidas e acessíveis, e a Bolt Blaster Games entra nessa disputa com The Spell Brigade.
O game estava em acesso atencipado e ultrapassou 1 milhão de jogadores. Agora a versão 1.0 está chegando ao Steam, assim como o lançamento do título no PlayStation 5, no dia 29 de abril de 2026.
Essa versão atualizada do game traz uma nova trilha sonora, mais um mago para enfrentar o caos, assim como, novos inimigos e um novo sistema de progressão.
O jogo mistura ação e um sistema de combate baseado em magia, colocando até quatro jogadores para enfrentar ondas de inimigos, mas você pode jogar no modo solo também.
Mas será que esse caos mágico consegue se sustentar por mais tempo ou fica preso a uma diversão passageira? Fica comigo nesta review de The Spell Brigade e saiba tudo sobre o game.
Um caos mágico sem muita enrolação
A proposta de The Spell Brigade é simples: você e mais três jogadores assumem o papel de magos e precisam sobreviver ao avanço constante de inimigos em arenas fechadas. Não existe uma narrativa elaborada aqui, afinal o foco está totalmente na ação desenfreada.

Essa decisão funciona bem dentro da proposta. O jogo entende que quer ser uma experiência rápida, no melhor estilo Vampire Survivors da vida. Em poucos minutos você já está dentro da partida, enfrentando criaturas e acumulando melhorias.
Ainda assim, a ausência de qualquer construção de mundo ou progressão narrativa mais consistente faz com que tudo pareça descartável depois de algumas horas.
Gameplay traz diversão com boas ideias
O grande destaque está no combate. Cada jogador pode utilizar feitiços variados, que podem ser modificados ao longo da partida com elementos, relíquias e encantamentos. Esse sistema cria espaço para experimentação e combinações interessantes.

Misturar habilidades e descobrir sinergias inesperadas é, sem dúvida, o ponto mais divertido do jogo. Existe liberdade suficiente para testar estilos diferentes, o que mantém o fator replay do game.
Outro acerto importante é o fogo amigo sempre ativo. Essa escolha transforma o campo de batalha em um verdadeiro caos. Posicionamento passa a importar muito mais, e erros geram momentos imprevisíveis e muitas vezes engraçados.
No entanto, nem tudo diverte! A repetição aparece rápido. Os tipos de inimigos são limitados e começam a se repetir depois de poucas partidas. Os objetivos também não variam muito, e os mapas apresentam pouca mudança estrutural. Isso impacta diretamente na longevidade.

O resultado é um jogo que diverte bastante no início, mas perde força conforme o jogador percebe que já viu praticamente tudo o que ele tem a oferecer. E, além disso, as runs são bem demoradas, para você ter uma noção, na minha primeira partida eu joguei por bastante tempo, cheguei ao nível 30 e nem assim eu cheguei no boss final. Precisam ajustar isso logo.
Visual simples e desempenho sofrível no PlayStation 5
Dentro da proposta indie, The Spell Brigade entrega um trabalho visual gratificante. O estilo artístico é chamativo o suficiente para diferenciar habilidades e inimigos com clareza, algo essencial em um jogo com tanto caos na tela.
Os efeitos de magia cumprem bem o papel, ajudando a dar impacto às habilidades. Não é um jogo que impressiona tecnicamente, mas também não compromete a experiência.

Porém, no PlayStation 5, onde essa análise foi realizada, a performance deixou a desejar em momentos críticos. Quando a run já está mais avançada e há muitos inimigos na tela, a queda de FPS é brutal, em alguns casos, a ponto de comprometer a jogabilidade e causar mortes. Em situações mais extremas, a experiência chega a se tornar praticamente injogável.
Além disso, enfrentei um bug que me obrigou a fechar o jogo e iniciar novamente, já que ele ficou travado na tela de seleção de personagens.
A expectativa é que esses problemas sejam corrigidos no patch de lançamento, previsto para o dia 29 de abril. Ainda assim, no estado atual, são pontos que impactam diretamente a experiência.

Som cumpre o básico, mas cansa rápido
A parte sonora funciona, mas sem grandes destaques.
Os efeitos de feitiços são satisfatórios e ajudam a dar feedback durante o combate. No entanto, a trilha sonora se torna repetitiva rapidamente. A falta de variação musical faz com que as partidas percam parte do ritmo com o tempo.
Review de The Spell Brigade – Vale a pena?
Finalizo esta review de The Spell Brigade dizendo que ele traz uma experiência caótica e divertida. Ele funciona muito bem como um jogo para reunir amigos por 30 a 60 minutos, sem compromisso.
Por outro lado, a falta de variedade em inimigos, mapas e objetivos limita bastante sua longevidade. Não é um jogo pensado para longas jornadas, nem tenta competir com grandes títulos do gênero.
Se você busca algo leve, direto e com foco em cooperação e diversão, vale a pena dar uma chance, especialmente se o preço estiver acessível.
The Spell Brigade traz partidas caóticas e muito divertidas em coop ou solo. O sistema de feitiços e o fogo amigo criam momentos imprevisíveis que funcionam muito bem com amigos. Por outro lado, a repetição aparece cedo, com pouca variedade de inimigos, mapas e objetivos. No PS5 base, problemas de performance em momentos mais avançados e um bug travando a tela de seleção também impactaram a experiência. Ainda assim, com possíveis correções no lançamento, o jogo se mantém como uma opção válida para quem busca diversão descompromissada.
Onde ele acerta
- Combate divertido com boa variedade de feitiços
- Fogo amigo ativo adiciona caos e momentos imprevisíveis
- Estilo visual simples, mas eficiente
- Bons efeitos sonoros
Poderia ser melhor
- Repetição aparece rápido por falta de variedade de inimigos e mapas
- Objetivos pouco variados ao longo das partidas
- Quedas de FPS no PS5 base em momentos avançados
- Visuais
- História
- Jogabilidade
- Trilha Sonora
- Desempenho
