Os RPGs de turno viveram uma fase de renovação consistente na última década. Em vez de abandonar o formato tradicional, muitos estúdios optaram por modernizar sistemas clássicos, ajustar o ritmo da progressão e integrar novas camadas estratégicas.
Para esta lista, consideramos jogos lançados a partir de 2016. A ordem leva em conta recepção crítica e relevância dentro do gênero.
Baldur’s Gate 3

Desenvolvido pela Larian Studios, Baldur’s Gate 3 consolidou o retorno dos RPGs de turno ao centro da indústria. Baseado nas regras de Dungeons & Dragons, o jogo traz uma liberdade de escolha e ações absurda.
As batalhas exigem atenção ao posicionamento e às interações entre habilidades. O sistema recompensa planejamento e criatividade, enquanto as escolhas fora do combate alteram o rumo da história de maneira concreta. É um dos RPGs mais completos da década, tanto é que faturou o GOTY de 2023.
Persona 5 Royal

A versão definitiva do quinto capítulo da série da Atlus amplia o conteúdo original com um novo semestre, personagens adicionais e ajustes de ritmo.
O sistema de combate baseado na exploração de fraquezas mantém as batalhas ágeis, enquanto a rotina escolar influencia habilidades e progressão. Royal entrega um belo estilo visual e sistemas estratégicos com muita qualidade.
Shin Megami Tensei V

Também da Atlus, trata-se de um RPG com combate por turnos, utilizando o sistema tradicional da série Shin Megami Tensei, com ênfase no Press Turn System, recrutamento de demônios e decisões estratégicas durante as batalhas.
Metaphor: ReFantazio

Nova propriedade intelectual da Atlus, Metaphor transporta a estrutura de turnos para um cenário político de fantasia.
O combate permanece baseado em turnos, mas inclui opções em tempo real durante a exploração para reduzir repetição. O conjunto apresenta evolução clara da fórmula que o estúdio vem aperfeiçoando nos últimos anos.
Clair Obscur: Expedition 33

Um dos destaques recentes do gênero, Clair Obscur combina turnos tradicionais com mecânicas ativas de defesa e contra-ataque. O sistema exige atenção, já que cada personagem possui regras próprias de funcionamento.
A integração entre habilidades e o foco em timing diferenciam o jogo dentro do cenário atual de RPGs por turno. O game é aclamado pelos jogadores e pela indústria, sendo considerado um marco no gênero. Ele é o maior vencedor da história do The Game Awards e obtém o prêmio de melhor jogo do ano de 2025.
Like a Dragon: Infinite Wealth

A série consolidou aqui sua identidade como RPG de turno. Infinite Wealth amplia o sistema introduzido anteriormente ao permitir movimentação dentro do turno e interações posicionais.
Ataques combinados e variações de classe aumentam as opções estratégicas sem tornar o sistema excessivamente complexo.
Octopath Traveler 2

A Square Enix refinou a proposta do primeiro jogo ao integrar melhor as narrativas dos oito protagonistas.
O sistema de Break e Boost continua sendo o núcleo das batalhas, incentivando o gerenciamento de recursos e o uso estratégico de habilidades no momento certo.
Sea of Stars

Inspirado na era 16-bits, Sea of Stars traz turnos tradicionais com comandos para ataques e defesas.
O sistema é direto, fácil de entender e mantém a qualidade ao longo da campanha. A progressão é simples, e as batalhas mantêm bom ritmo sem depender de complexidade excessiva. Fora a trilha sonora e o sentimento maravilhoso de nostalgia.
Fire Emblem: Three Houses

Lançado em 2019 para o Nintendo Switch e desenvolvido pela Intelligent Systems em parceria com a Koei Tecmo, Three Houses representa um dos momentos mais completos da franquia Fire Emblem. O jogo mantém o combate tático por turnos em mapas quadriculados, mas amplia o escopo ao integrar uma estrutura social mais presente na progressão.
A ambientação no mosteiro de Garreg Mach não funciona só como cenário. Ela organiza o ritmo da campanha. Entre batalhas, o jogador ensina, orienta e define o crescimento dos alunos, escolhendo quais habilidades cada um vai desenvolver. Esse planejamento fora do campo de batalha impacta diretamente o desempenho nos confrontos.
Darkest Dungeon

Lançado em 2016 pela Red Hook Studios, Darkest Dungeon adota uma proposta mais rígida dentro dos RPGs por turno. A estrutura é tradicional na ponta do iceberg: grupos formados por quatro personagens enfrentam inimigos em turnos alternados. O diferencial está na forma como o jogo trabalha consequência e desgaste.
Cada herói ocupa uma posição específica na formação lateral, e suas habilidades dependem diretamente desse lugar. Trocar alguém de posição pode abrir opções estratégicas ou limitar completamente o repertório disponível. O combate exige leitura constante do cenário.
