Beast of Reincarnation vem chamando atenção desde o seu primeiro trailer. Em um primeiro momento, o motivo era simples: ver a Game Freak, conhecida mundialmente pela franquia Pokémon, desenvolvendo um RPG de ação com visual realista parecia improvável. Bastaram os primeiros trailers e as apresentações mais detalhadas para a curiosidade dar lugar ao entusiasmo.
O jogo coloca o jogador em um Japão devastado pela corrupção, mistura fantasia e ficção científica e apresenta uma aventura focada na relação entre uma jovem guerreira e seu companheiro canino. Embora muita gente tenha comparado o projeto a títulos como Sekiro: Shadows Die Twice, NieR: Automata e Black Myth: Wukong, a própria equipe afirma que seu objetivo nunca foi criar apenas mais um soulslike.
Depois de anos conhecido apenas pelo codinome Project Bloom, o RPG finalmente ganhou nome oficial, data de lançamento, novas demonstrações de gameplay e diversos detalhes sobre seus sistemas. A seguir, reunimos tudo o que já foi confirmado para que você entenda por que Beast of Reincarnation aparece entre os lançamentos mais promissores de 2026.
O que é Beast of Reincarnation?
Beast of Reincarnation é um RPG de ação em terceira pessoa desenvolvido pela Game Freak e publicado pela Fictions. O jogo será lançado para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, chegando também ao Game Pass no dia do lançamento. O lançamento está marcado para 4 de agosto de 2026.
A aventura acontece em um Japão do ano 4026, muito diferente daquele que conhecemos. Séculos depois do colapso da civilização, a natureza tomou conta das cidades enquanto uma força conhecida como Blight corrompeu praticamente toda forma de vida.

Nesse cenário, a humanidade sobrevive em pequenos grupos e vê surgir criaturas gigantescas, monstros mutantes e máquinas que transformaram o mundo em um lugar extremamente hostil.
Um projeto que nasceu como Project Bloom
Quem acompanha a indústria há mais tempo provavelmente lembra do nome Project Bloom.
O projeto apareceu pela primeira vez em 2023, quando a Game Freak revelou que estava trabalhando em uma nova propriedade intelectual ao lado da Private Division. Na época, praticamente nada foi mostrado além de uma arte conceitual e da promessa de um RPG inspirado na cultura japonesa.
Nos anos seguintes, mudanças na estrutura da editora fizeram o projeto passar para a Fictions, mas o desenvolvimento continuou normalmente. O resultado foi revelado oficialmente durante o Xbox Games Showcase de 2025, quando o jogo recebeu o nome definitivo de Beast of Reincarnation.
A Game Freak quer mostrar que é muito mais do que Pokémon
É impossível falar sobre Beast of Reincarnation sem mencionar seu estúdio.
Durante quase três décadas, a Game Freak construiu sua identidade ao redor de Pokémon. Mesmo tendo lançado outros jogos ao longo dos anos, nenhum deles recebeu um investimento comparável ao de Beast of Reincarnation.
O diretor Kota Furushima explicou que o objetivo era criar uma experiência completamente diferente da série dos monstrinhos, permitindo que a equipe explorasse novas ideias de combate, narrativa e construção de mundo. O desenvolvimento levou cerca de seis anos e contou com o apoio de diversos estúdios parceiros, enquanto a Game Freak concentrou seus esforços na direção criativa do projeto.

A história se passa em um Japão devastado
O mundo de Beast of Reincarnation é um dos aspectos mais interessantes do projeto.
A aventura acontece milhares de anos no futuro, quando uma entidade conhecida como Beast of Reincarnation espalhou a Blight por todo o planeta.

A corrupção modifica plantas, animais e pessoas, criando ambientes que mudam de forma e criaturas completamente deformadas. Florestas surgem onde antes existiam cidades, construções ficam cobertas pela vegetação e a natureza passa a agir como uma força imprevisível.
Em vez de apostar em uma narrativa puramente sombria, a Game Freak procura equilibrar momentos de contemplação com cenas de ação. A direção de arte reforça esse contraste entre ruínas tecnológicas e paisagens naturais exuberantes.

Emma é a protagonista da aventura
A protagonista se chama Emma. Ela tem apenas 18 anos e carrega uma maldição ligada à própria Blight. Por causa disso, acaba sendo tratada como uma pária pela sociedade, mas também desenvolve habilidades que podem mudar o destino daquele mundo.
Emma luta principalmente utilizando uma katana, porém seus poderes vão muito além dos ataques corpo a corpo.

Ao longo da campanha, ela aprende técnicas especiais relacionadas à corrupção, desbloqueando novas formas de enfrentar inimigos e atravessar os cenários.
Koo é muito mais do que um companheiro
Outro personagem fundamental é Koo.O enorme cão acompanha Emma durante praticamente toda a jornada e participa ativamente tanto da exploração quanto das batalhas.
Segundo os desenvolvedores, Beast of Reincarnation foi concebido como um “one-person, one-dog action RPG”, deixando claro que a relação entre os dois personagens está no centro da experiência.

Mas Koo não funciona apenas como um aliado controlado pela inteligência artificial.
Durante os confrontos, ele pode executar habilidades especiais, atacar inimigos específicos e abrir oportunidades para Emma realizar golpes mais poderosos.
A relação entre Emma e Koo influencia a jogabilidade
Um detalhe curioso revelado durante o Xbox Developer Direct é que o vínculo entre os protagonistas possui impacto direto na progressão. Conforme o jogador alimenta, faz carinho e passa mais tempo com Koo, novas habilidades são desbloqueadas.
O cachorro também ganha espaços adicionais para equipar técnicas especiais, permitindo criar estilos diferentes de combate conforme a evolução da campanha.
É um sistema que procura transformar a relação emocional entre os personagens em uma mecânica relevante, em vez de limitar o companheiro ao papel de coadjuvante.
Como funciona o combate

O combate é um dos pilares do jogo. Emma utiliza ataques rápidos com katana, esquivas, bloqueios e principalmente parries.
Acertar o tempo da defesa cria oportunidades para contra-atacar e também permite acionar habilidades especiais envolvendo Koo. A Game Freak confirmou que a ideia não era copiar os soulslikes tradicionais, mas criar um sistema técnico que recompense jogadores habilidosos sem afastar quem prefere uma experiência mais acessível.
Durante as lutas, Emma e Koo podem executar técnicas chamadas Bloom Arts. Essas habilidades utilizam os poderes ligados à Blight para causar ataques especiais, controlar o campo de batalha e criar combinações entre os dois protagonistas.
Os vídeos divulgados mostram golpes que fazem raízes atravessarem o solo, ataques em área e habilidades capazes de interromper ações dos chefes.
Não será um soulslike tradicional
Desde o anúncio, muitos jogadores associaram Beast of Reincarnation aos jogos da FromSoftware. As comparações fazem sentido em alguns aspectos, principalmente pelo foco em esquivas, parries e chefes gigantes.
Mesmo assim, os próprios desenvolvedores reforçaram que o jogo terá níveis de dificuldade ajustáveis, sistemas de progressão mais flexíveis e árvores de habilidades que permitem adaptar o combate ao estilo de cada jogador.
Essa abordagem deve tornar o RPG mais acessível para quem nunca jogou títulos conhecidos pelo alto nível de desafio.
O mundo não será totalmente aberto

Outro detalhe importante envolve a estrutura da campanha. Apesar da escala dos cenários, o game não será um jogo de mundo aberto.
A aventura será organizada em grandes regiões interligadas, formando uma jornada com começo, meio e fim bem definidos. Segundo a equipe, essa escolha permitiu criar ambientes mais detalhados e controlar melhor o ritmo da narrativa.
Chefes gigantes prometem ser um dos grandes destaques
Os trailers revelaram confrontos contra criaturas enormes que alteram completamente o ambiente ao redor.Entre elas aparecem árvores colossais, monstros corrompidos pela Blight e máquinas que sobreviveram ao colapso da civilização.

Um visual diferente de tudo que a Game Freak já produziu
Se existe um aspecto que surpreendeu logo na primeira apresentação, foi a direção de arte. Utilizando a Unreal Engine 5, Beast of Reincarnation apresenta cenários ricos em detalhes, iluminação moderna e uma mistura bastante interessante entre arquitetura japonesa e vegetação exuberante.
O diretor Kota Furushima afirmou que a prioridade nunca foi perseguir o realismo absoluto, mas construir um mundo capaz de transmitir emoção e identidade visual própria.

Edições e Bônus de Pré-Venda
A Game Freak e a Fictions confirmaram duas edições digitais e versões físicas em mercados selecionados.
Standard Edition
A edição padrão inclui:
- Jogo base;
- Brown Shiba Skin para Koo (pré-venda);
- 30.000 Amber (pré-venda).
É a versão indicada para quem quer apenas viver a campanha sem conteúdos extras.
Digital Deluxe Edition
A Digital Deluxe Edition adiciona diversos bônus cosméticos e itens úteis para o início da jornada.
Ela inclui:
- jogo base;
- Brown Shiba Skin para Koo;
- Black Shiba Skin para Koo;

- espada Big Dipper para Emma;
- acessório Oni’s Hat para Emma;

- 100.000 Amber;
- um conjunto de mudas (Vegetable Seedlings) para utilização durante a aventura.
Diferentemente do bônus de pré-venda, esses conteúdos fazem parte da Deluxe Edition e continuam disponíveis para quem comprar essa versão mesmo depois do lançamento.
Haverá edição física?

Sim, mas a disponibilidade varia conforme a plataforma e a região.
Segundo a Fictions, as edições físicas serão distribuídas apenas por varejistas selecionados, e a lista de lojas muda de país para país. Por isso, vale conferir a disponibilidade nos principais revendedores da sua região.
Nos Estados Unidos, por exemplo, as pré-vendas físicas foram abertas em redes como Amazon, Best Buy, GameStop e Target.
Existe uma Collector’s Edition?
Até o momento, não.
A Game Freak e a Fictions anunciaram apenas a Standard Edition e a Digital Deluxe Edition, além das versões físicas convencionais comercializadas em algumas regiões. Nenhuma Collector’s Edition com estátua, steelbook ou livro de arte foi apresentada até agora.
Esse detalhe chamou a atenção da comunidade porque jogos desse porte costumam receber versões de colecionador, especialmente quando marcam o nascimento de uma nova franquia. Mesmo assim, a publicadora ainda não indicou planos para lançar uma edição premium.
Vale a pena ficar de olho?
Mesmo antes do lançamento, Beast of Reincarnation já ocupa um espaço interessante entre os grandes RPGs de 2026. Não apenas por representar a estreia da Game Freak em um projeto desse porte fora do universo Pokémon, mas porque as demonstrações indicam uma proposta com identidade própria.
A combinação entre um Japão pós-apocalíptico, combate técnico, exploração por grandes regiões e a parceria entre Emma e Koo ajuda o jogo a se destacar em um gênero bastante competitivo.
Some a isso um mundo cuidadosamente construído, um sistema de progressão que incentiva diferentes estilos de jogo e uma narrativa centrada na relação entre seus protagonistas, e o resultado é um projeto que desperta curiosidade por vários motivos.
Se a versão final conseguir transformar todo esse potencial em uma experiência consistente, Beast of Reincarnation tem boas chances de marcar o início de uma nova franquia para a Game Freak e mostrar que o estúdio é capaz de ir muito além de Pokémon.
Fontes:
