Joguei New Super Lucky’s Tale na versão de PlayStation 5 e minha experiência foi majoritariamente focada na gameplay. O jogo é de ação em plataforma 3D bastante colorido e acessível, com uma proposta clara de oferecer uma aventura leve, divertida e bem nostálgica, com suas fases divididas em cenários que funcionam como hubs, onde diversos portais te levam para desafios diferentes dentro daquele mundo.

História
A história é relativamente simples e funciona mais como um pano de fundo para a jogabilidade. No jogo, você controla Lucky, uma pequena raposa aventureira que precisa ajudar sua irmã Lyra a proteger o Livro das Eras, um importante artefato mágico que contém diferentes mundos em suas páginas.
O problema começa quando o traidor da família, Jinx, rouba o livro com a intenção de reescrever a história e dominar o mundo. Com isso, páginas do livro acabam espalhadas por vários cenários e mundos diferentes. Sua missão é explorar essas áreas, recuperar as páginas perdidas e impedir que Jinx altere o destino desse universo.
Estrutura das fases
O jogo é dividido em seis cenários principais: Sky Castle, Veggie Village, Wrestful Retreat, Gilly Island, Hauntingham e Foxington. Exceto o último, cada cenário possui alguns portais que levam a fases específicas. Essas fases podem variar bastante na forma como são apresentadas: algumas seguem o formato tradicional de plataforma 3D, enquanto outras mudam para uma visão mais isométrica, criando uma dinâmica interessante na forma de jogar.
Cada portal de fase também mostra algumas informações importantes para o jogador acompanhar seu progresso. São quatro indicadores principais:
- se a fase já foi concluída;
- se a página oculta daquela fase foi encontrada;
- se você coletou pelo menos 300 moedas;
- se todas as cinco letras do nome L-U-C-K-Y foram coletadas.
Ao coletar todas as letras, você também ganha uma página extra.

A página oculta pode aparecer de diferentes maneiras. Às vezes ela está translúcida no cenário, mas em muitos casos ela está escondida em caminhos secretos dentro da fase. Esses caminhos podem levar a desafios extras, como áreas especiais no cenário de fundo em 3D ou pequenas sequências onde é necessário desviar de obstáculos, derrotar inimigos ou coletar moedas coloridas dentro de um limite de tempo.
Para avançar no jogo, é necessário coletar um número mínimo de páginas, e ao atingir esse número, um portal especial se abre e te leva para batalhar contra o chefe da área, e logo em seguida, para o próximo mapa. No entanto, não é obrigatório coletar todas as páginas disponíveis para progredir, já que páginas extras ou ocultas também contam para esse progresso.
Cada fase possui diferentes objetivos e desafios, o que ajuda a manter a experiência variada. O objetivo principal geralmente envolve encontrar a página da fase, mas há várias outras atividades que podem aparecer ao longo do caminho.
Seja seu objetivo encontrar personagens ou objetos espalhados pelo mapa e levá-los até um ponto central, atravessar labirintos enquanto liberta coelhos, completar desafios de tempo coletando moedas, percorrer caminhos cheios de obstáculos ou enfrentar inimigos e resolver pequenos puzzles, até mesmo controlar plataformas usando o sensor de movimento do controle.
Durante minha jogatina, tive um pouco de dificuldade com esse tipo de fase que utiliza sensor de movimento. Por isso, utilizei a configuração alternativa do jogo que permite controlar essas plataformas usando o analógico do controle, o que facilitou bastante. Essa é uma dica útil para quem tiver dificuldades com esse tipo de mecânica.

Gameplay e mecânicas
O moveset do Lucky é simples, porém bastante funcional. Ele possui algumas habilidades que são usadas constantemente durante a exploração. Entre os movimentos principais estão o pulo duplo, essencial para alcançar plataformas mais altas; ataque giratório com a cauda, que pode ser usado tanto no chão quanto no ar para derrotar inimigos e interagir com mecanismos; movimento subterrâneo, onde Lucky mergulha no chão e se movimenta por baixo da terra.
Esse movimento subterrâneo é especialmente útil para evitar armadilhas, além de permitir atravessar certos obstáculos do cenário.
Outro detalhe interessante é que algumas plataformas funcionam como trampolins. Ao pular sobre elas, ou usar o salto com o mergulho subterrâneo, é possível alcançar uma altura ainda maior, o que adiciona mais opções de movimentação durante a exploração.
Um ponto que me chamou atenção positivamente foi a fluidez da movimentação do personagem. Os comandos respondem rapidamente e as animações não travam o personagem em ações longas.
Não existem animações exageradamente demoradas para atacar ou pular, somente tenha atenção ao mergulhar no solo em fases de corrida contra o tempo, principalmente na presença de armadilhas. Isso deixa a gameplay mais dinâmica e confortável, especialmente em momentos mais precisos.
Gráficos e direção de arte
Visualmente, achei o jogo muito bonito. Os gráficos são coloridos, bem feitos e possuem um estilo artístico bastante carismático. As texturas também são bem trabalhadas e o design das fases, plataformas, inimigos e armadilhas demonstra um cuidado grande por parte dos desenvolvedores.
Durante minha jogatina, não encontrei bugs que prejudicam a performance do jogo ou atrapalhasse a progressão. Alguns pequenos bugs visuais aparecem em certos momentos, mas nada que realmente comprometesse a experiência.
Trilha sonora
A trilha sonora é agradável e combina bem com os cenários e situações do jogo, seja durante momentos de exploração, combate ou desafios de plataforma.
No entanto, achei as músicas um pouco genéricas. Elas cumprem bem seu papel e ajudam na ambientação, mas não trazem nada particularmente marcante ou memorável.
Review de New Super Lucky’s Tale – Vale a Pena?
No geral, achei New Super Lucky’s Tale uma experiência divertida, especialmente para quem gosta de jogos de plataforma mais clássicos.
A história não é muito marcante, mas a gameplay é sólida e variada o suficiente para manter o jogo interessante. Para quem gosta de jogos no estilo de Crash Bandicoot e outros clássicos, ele funciona muito bem como uma jogatina casual e relaxante.
Eu me diverti bastante em várias fases, mesmo tendo encontrado alguns momentos um pouco mais desafiadores. No fim das contas, é um jogo leve, bem feito e com uma proposta clara de diversão.
Pontos Positivos
- Mapas variados
- Puzzles bem distribuídos
- Jogabilidade responsiva
- Bem otimizado
Pontos Negativos
- História deixa a desejar
- Trilha sonora poderia ser melhor
- Narrativa
- Jogabilidade
- Desempenho
- Direção de Arte
- Som
