Recentemente eu tive a feliz oportunidade de jogar dois capítulos de Resonance: A Plague Tale Legacy, o prequel da famosa franquia da Asobo Studio. Jogando no PC, experimentei dois capítulos do jogo, o 5 e o 6, para construir uma opinião inicial sobre o game e, claro, contar tudo pra vocês!
De início, já posso confirmar algo importante: você não vai precisar ter nenhum contato prévio com a franquia para experimentar esse jogo. Arrisco a dizer que muito possivelmente seja ideal até começar por ele. Irei explicar melhor essa opinião ao longo do texto.
Mas de imediato, Resonance se posiciona como um prequel, ou seja, ele se passa 15 anos antes dos eventos de A Plague Tale: Requiem. Não temos Hugo e nem Amicia aqui. A protagonista é Sophia, a Escorpiã do Mar, personagem importante em Requiem, o segundo jogo da saga.
Uma nova história..
Como mencionei anteriormente, o preview já começa no capítulo 5, logo, não tive nenhum contato com a parte introdutória da história. No começo da jogatina, descobrimos que estamos na lendária ilha de Creta. Sophia está acompanhada de Leni, sua melhor amiga. Ela via a ilha em suas visões e acredita que a ilha guarda a chave para acabar com sua maldição.

Mas Sophia e Leni não são as únicas na ilha. O exército veneziano também está em Creta, assim como Faro, o pai adotivo de Sophia e o líder da gangue que ela participava. Faro está obcecado com os tesouros da ilha.
Infelizmente ou felizmente, o teste foi insuficiente para tecer opiniões mais concretas sobre a história. Mas o pouco que eu vi deixa claro que o nível de qualidade que vimos em A Plague Tale se mantém. Como a história está menos fantasiosa, na medida do possível, existem chances de termos uma narrativa ainda mais cruel e chocante.
Um ponto que me chamou muita atenção foram os visuais. A Plague Tale: Requiem já era bem bonito e o estúdio conseguiu evoluir ainda mais a sua fórmula. As expressões faciais estão impecáveis, assim como a sincronia labial, texturas e ambientação. Graças à essa veia mitólogica, o jogo acaba adquirindo um forte senso arqueólogico e, graças a isso, temos paredes bem ornamentadas, repleto de pinturas. Quando juntamos tudo, temos um jogo com muita identidade e alto nível de imersão.

Lembra que eu falei pouco tempo atrás sobre pensar que talvez seja melhor começar por Resonance? Então… o pouco que eu vi deixa a entender que teremos uma referência ou outra sobre a Prima Macula, elemento importantíssimo da franquia. Novamente, tive pouco contato com a narrativa, logo, não sei dizer ao certo se o caminho vai ser esse, mas é a impressão que eu fiquei após ter jogado os dois capítulos.
Mudanças impactantes
Quando Resonance: A Plague Tale Legacy foi anunciado, meu sentimento inicial foi de estranheza. Acredito que todos esperavam por uma continuação de Requiem, contudo, o estúdio optou por seguir o caminho de um prequel que acaba se portando quase como um spin-off. Ao menos, é isso que a jogabilidade representa.
Sophia é letal e super ágil. Podemos correr e deslizar, pular, usar gancho para puxar arqueiros de estruturas altas. Para ilustrar, pense na jogabilidade de Naoe em Assassin’s Creed Shadows. E a letalidade também se faz presente aqui.

Por ter um pé maior no realismo, enfrentamos soldados e membros de gangue, o que possibilita que o combate seja visceral e com requintes de crueldade. Sophia crava sua espada no crânio de inimigos, usa a adaga para cortar gargantas.. A Asobo optou por seguir um caminho que me agradou, que é aumentando os riscos do combate.
No quesito defensivo, o parry se mostra uma mecânica essencial para a sobrevivência de Sophia, mas calma que o jogo não é um soulslike. Além de aparar golpes, desviar deles também será crucial nos embates, principalmente nos momentos que enfrentamos vários grupos de inimigos diferentes, como lanceiros, brutamontes e arqueiros.
Uma progressão simplificada
Resonance: A Plague Tale Legacy flerta com sistemas de progressão de personagem, contudo, o estúdio geniosamente segue um caminho mais direto ao ponto, sem excessos para extender artificialmente a duração do jogo ou nos fazer ficar rodando pelo mapa atrás de itens.
O recurso central da progressão são os Resonance Points (Pontos de Ressonância) que, nada mais são do que pontos de habilidade. Podemos obter esses pontos após confrontos contra inimigos e aprender habilidades que garantem bônus passivos.

O sistema de equipamentos também é diferente e brilhante. Exploramos o mapa, estruturado aqui como um semilinear, para encontrar objetos como braceletes, miçangas, berloques, selos e mais. Um dos berloques que eu encontrei por exemplo aumenta um pouco as chances de Sophia não morrer após sofrer um ataque letal.

Me lembrou um certo alguém…
Eu diria que é impossível não pensar em Tomb Raider e Lara Croft ao jogar certos trechos de Resonance: A Plague Tale Legacy. Por se passar em Creta, temos vários trechos que envolvem a resolução de enigmas em ruínas, colaborando para essa associação praticamente automática do cérebro.
No jogo, boa parte dos puzzles são resolvidos com o uso de uma esfera misteriosa alimentada pela energia solar de forma que possibilita a manipulação de feixes de luz. Ao menos na demo, os puzzles demandam um bom nível de raciocínio lógico e eles não aliviam a barra do jogador com indicativos do que fazer. Você vai precisar pensar. Mesmo!

Alguns desses enigmas apresentam pistas que podem ser consultadas puxando o caderno de Sophia, mas, no geral, você vai precisar se bater um pouquinho para desvendar o que fazer. Outra semelhança com a franquia de Lara Croft é que o caminho dessas ruínas é repleto de armadilhas, como espinhos e que causam a morte de Sophia imediatamente ao contato.

Eu adorei que o level design é inteligente, contudo, tive uma ressalva em relação aos puzzles que não consegui esclarecer na demo. Meu temor é a frequência com que eles aparecem. No capítulo 5 temos um trecho generoso de combate e logo após isso, um trecho generoso de resolução de puzzles. Se essa dosagem se repetir ao longo de toda a aventura, vai ser excelente.
Conclusão do Preview de Resonance: A Plague Tale Legacy
Sendo bem direto ao ponto, o que eu joguei de Resonance: A Plague Tale Legacy é magnífico e vai posicionar facilmente o jogo como um dos melhores lançamentos de 2026. O estúdio potencializou tudo que fez bem em Requiem, enquanto cuidou dos pontos fracos, como os sistemas de combate. Se você jogou e gostou dos dois projetos anteriores da saga, Resonance é obrigatório.
