A equipe da República DG teve a oportunidade de testar Stranger than Heaven, novo título da Ryu Ga Gotoku Studio, durante a nossa cobertura da Summer Game Fest. Mesmo sem ser um veterano das franquias Yakuza e Like a Dragon, decidi dar uma chance ao jogo por recomendação de alguns amigos, e o resultado não poderia ter sido melhor. Rapidamente me vi completamente apaixonado pelo jogo, a ponto de me viciar.
A demonstração de aproximadamente 30 minutos focou em mecânicas de combate e exploração, entregando uma experiência desafiadora e muito imersiva. Confira abaixo tudo que achamos sobre o game!
Um combate à la Souls
O estilo de gameplay apresenta uma mudança significativa em relação a outros títulos do estúdio. A primeira impressão, logo de cara, é a de estar jogando um Soulslike. Embora não seja exatamente do gênero, a dificuldade é notável e exige muita estratégia para derrotar diversos inimigos ao mesmo tempo.
Principais Mecânicas e Controles:
- Movimentação do corpo: No controle (jogamos no padrão Xbox), o LB e RB controlam os braços, exigindo bastante coordenação para administrar tudo ao mesmo tempo na batalha.
- Ataques: O RB desfere ataques fracos e rápidos, enquanto o RT aplica ataques fortes, que também podem ser carregados para maximizar o impacto.
- Defesa e esquiva: O jogo implementa um sistema de esquiva e parry (aparar). Defender no momento exato abre brechas para atacar e atordoar o inimigo. A esquiva é essencial, sendo muito mais exigida aqui do que em outros jogos da série.
Durante a gameplay, tivemos acesso a três tipos de armas para testar contra os inimigos:
- Faca: Extremamente ágil e excelente para ataques rápidos, mas exige que o jogador se defenda constantemente, já que os oponentes defendem e atacam.
- Pé de Cabra (Crowbar): Uma opção intermediária para o combate corpo a corpo.
- Barra de Ferro: Uma arma pesada capaz de causar danos elevado a cada golpe. Por outro lado, sua lentidão deixa o jogador mais vulnerável, tornando-se uma escolha arriscada quando grandes grupos de inimigos cercam você.
O charme do Japão
O level design está impecável e transmite todo o carinho do estúdio em representar sua cultura e seu país. A demonstração nos levou a duas regiões icônicas: Tóquio e Osaka (com destaque para a área de Dotonbori).

O visual e a ambientação remetem a um período clássico, transitando entre as décadas de 1940 e 1950, trazendo referências fantásticas das metrópoles japonesas. Um detalhe super interessante está na interface: a stamina é representada por uma barra circular, similar ao Breath of the Wild, permitindo visualizar o ritmo da luta e o dano causado no HP dos oponentes em tempo real.
O verdadeiro desafio da demo
Sem dúvidas, a maior dificuldade da demonstração acontece no segundo trecho, quando enfrentamos um chefe que incorpora de forma definitiva a essência característica dos jogos do gênero Souls.
- Agressividade: O inimigo esquiva e te ataca sem parar.
- Fase final punitiva: Quando o HP do chefe cai pela metade, o confronto fica simplesmente insano. Ele possui um combo onde aplica uma rasteira seguida de uma facada na barriga, capaz de drenar quase metade da sua barra de vida de uma só vez.
- Cura estratégica: A recuperação de vida é feita através de uma bebida (que funciona de forma bem parecida com o Estus Flask de Dark Souls). A animação é mais lenta, forçando o jogador a encontrar o timing perfeito para se curar sem receber um golpe fatal.

Após mapear o moveset do inimigo, a luta se tornou mais fácil. Focando em ataques rápidos com a faca e abusando do parry e da esquiva, consegui derrotar o chefe em cerca de três a quatro tentativas.
Preview de Stanger than Heaven – Uma grande surpresa!
Stranger than Heaven tem tudo para se tornar o melhor jogo da Ryu Ga Gotoku. O maior desafio do jogo não está necessariamente na complexidade dos combates, mas sim no controle de multidões e na paciência para encontrar as brechas dos inimigos.
O combate fluido, o level design e a imersão do mundo provam que o jogo não é só “porradaria”. Para os apaixonados pela cultura japonesa, reconhecer as locações não tem preço. O game será uma verdadeira porta de entrada para os jogadores que nunca tiveram contato com a franquia!
