O universo dos gacha está prestes a ganhar mais um integrante: Limit Zero Breakers, RPG de ação da VIC Game Studios, é a bola da vez, e já vem chamando a atenção desde seu anúncio em agosto de 2025, quando mostrou um gameplay bastante dinâmico e belas cenas narrativas inspiradas em anime.
A convite da editora NC America, tivemos a oportunidade de participar de um tour e de conversar com os produtores sobre o projeto. Ao longo de 1h, conhecemos várias novidades e descobrimos apenas a superfície de todo o potencial de sucesso que o título tem.
Estiveram na apresentação o Produtor Associado Evan Hill, o Líder de Projeto em QA Ren Ito e o Diretor Sênior de Relações Públicas Douglass Perry. Continue com a gente pra saber um pouco mais sobre Limit Zero Breakers e como o game busca inovar nesse cenário tão acirrado do free-to-play.
O evento também busca preparar a comunidade pro Prologue Test, que acontece entre os dias 10 e 15 de junho no PC e mobile. Inscrições pros interessados estão abertas até o dia 2 de junho, mas apenas um grupo selecionado será escolhido.
Combate rápido, narrativa cinematográfica e foco em co-op
Se existe algo que a VIC Game Studios quer deixar claro desde o início, é que Limit Zero Breakers não pretende ser apenas “mais um gacha”. Durante a apresentação, os produtores reforçaram várias vezes que o projeto busca unir combate de ação em tempo real e uma experiência cooperativa pensada desde o começo pra PC e mobile.
No gameplay mostrado, ficou evidente que o combate será um dos pilares principais. Cada personagem, chamado de Breaker, possui habilidades elementares próprias, além de funções específicas dentro do time. O sistema funciona em grupos de até três personagens controláveis, permitindo alternar entre eles durante a batalha em tempo real.

A base parece familiar pra quem já jogou RPGs de ação modernos, mas o diferencial aparece na forma como os elementos interagem. Segundo os desenvolvedores, não basta apenas combinar ataques elementais diferentes. A ordem em que os elementos são aplicados altera completamente o efeito causado no inimigo: um ataque de raio seguido por vento, por exemplo, gera um debuff diferente de vento seguido por raio.
Outro sistema importante é o Break Gauge, uma barra que funciona como mecânica de stagger. Conforme os inimigos recebem ataques consecutivos, esse medidor diminui até deixá-los vulneráveis a dano massivo. A ideia parece ser criar um fluxo mais agressivo nas batalhas e recompensar a pressão em cima dos adversários, bem como a coordenação entre os membros do grupo.

Além disso, cada Breaker possui habilidades especiais e elementais que consomem energia, que pode ser recuperada atacando inimigos ou aguardando regeneração natural. O resultado é um combate bastante movimentado, com esquivas invulneráveis, trocas rápidas de personagem, ultimates cinematográficos que lembram bastante shonen de alto orçamento e um nível satisfatório de movesets.
MAPPA, Kadokawa e um universo claramente inspirado em anime shonen
A direção artística de Limit Zero Breakers aposta sem medo em estética de anime. Durante a apresentação, os produtores destacaram diversas vezes que o objetivo era criar uma “aventura shonen autêntica”, algo perceptível tanto nas cinemáticas quanto na própria estrutura narrativa.
O projeto conta com colaboração direta do estúdio MAPPA, conhecido por produções como Jujutsu Kaisen, Chainsaw Man e Attack on Titan. Segundo a equipe, o estúdio participou da produção das cinemáticas principais e também de materiais promocionais do jogo.

Além disso, a Kadokawa também está envolvida na expansão do universo de Seraphia, mundo onde o jogo se passa. A publisher japonesa está produzindo conteúdos paralelos como light novels e mangás pra aprofundar a lore e os personagens, mas ainda é cedo pra comentar mais sobre essa abordagem multimídia.
O mundo apresentado durante o preview parece relativamente ambicioso. Seraphia é formado por ilhas flutuantes conectadas pelo Weaver Whale, uma espécie de navio voador que funciona como HUB principal da aventura. É nele que os jogadores encontram personagens, interagem com NPCs, desbloqueiam sidequests e acompanham parte da narrativa.

Durante o Prologue Test de Limit Zero Breakers, os jogadores poderão explorar três continentes diferentes: Arcana aposta em campos abertos e regiões naturais, Radeon traz áreas congeladas e sistemas subterrâneos, e Asterion funciona como uma grande cidade capital cheia de mercados e estruturas urbanas.
Personagens jogáveis e sistema de scouting
O teste inicial contará com 11 personagens jogáveis, cada um com elemento, classe e estilo de combate próprios.
Entre os apresentados estão Kaito, protagonista do jogo e usuário de fogo focado em destruição rápida com adagas; Liz, uma guerreira defensiva da raça Werebeast especializada em água e absorção de dano; e Xion, capitã do Weaver Whale e maga de fogo focada em ataques em área.

A equipe de Limit Zero Breakers parece bastante preocupada em construir relações entre os personagens ao longo da campanha. Segundo os produtores, o Weaver Whale funcionará quase como uma “base viva”, onde será possível acompanhar interações, sub-histórias, eventos paralelos envolvendo os membros da tripulação e demais atividades.
Já no lado gacha propriamente dito, o sistema recebe o nome de Scouting. Nele, os jogadores usam moedas pra obter novos Breakers e materiais de upgrade. Os personagens possuem raridades diferentes, com rank S sendo o mais alto mostrado até agora.

Além disso, haverá crafting de armas e equipamentos, sistema de síntese pra combinar itens de baixa raridade em versões superiores e inúmeras sidequests espalhadas pelo mundo.
Raids multiplayer e crossplay entre PC e mobile
Outro grande foco de Limit Zero Breakers é o conteúdo cooperativo. As raids de chefes poderão ser feitas solo ou em grupos de até três jogadores, sempre com suporte a crossplay entre PC e mobile.
Segundo a equipe, o multiplayer foi desenvolvido de forma nativa pra ambas as plataformas, a fim de evitar a sensação de adaptação apressada comum em alguns jogos mobile. A promessa é que tanto controles touchscreen quanto teclado, mouse e controles tradicionais tenham suporte completo e boa responsividade.

Já as raids parecem funcionar como principal conteúdo endgame do jogo. Cada chefe possui mecânicas próprias, múltiplos níveis de dificuldade, relação com a lore e recompensas específicas usadas na criação de equipamentos avançados.
Entre os bosses mostrados estavam dragões gigantes, criaturas de pedra e até Kamiyakushi, descrito como o “deus dos guerreiros” dentro da lore do jogo.

Também existe um sistema de ranking baseado em performance durante as batalhas. Esquivas perfeitas, combos, sinergias e execução eficiente aumentam o rank da luta até o nível S, melhorando as recompensas recebidas no final.
Limit Zero Breakers é um gacha claramente focado em PvE
Por enquanto, a VIC Game Studios deixou claro que o foco principal do jogo é PvE. Quando questionados sobre PvP, os produtores afirmaram que não há planos pra isso no momento.
A proposta parece realmente concentrada em campanha, exploração, combate e raids cooperativas. Inclusive, a própria história principal será inteiramente solo, enquanto o multiplayer ficará reservado ao conteúdo de bosses e desafios mais avançados.
Ainda é cedo pra saber se Limit Zero Breakers conseguirá se destacar em um mercado tão competitivo, mas a apresentação mostrou um projeto com direção artística forte e combate promissor, com inspirações em animes de ação modernos.
Agora resta saber se toda essa ambição vai conseguir se sustentar quando o jogo finalmente chegar ao público.
