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    Home » Review: Darwin’s Paradox (PS5)
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    Review: Darwin’s Paradox (PS5)

    André CustódioAndré Custódiomarço 30, 2026Updated:março 30, 20266 Mins Read
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    Review: Darwin's Paradox (PS5)
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    Pra quem tava esperando que a Konami ia no all in com Metal Gear, Castlevania, efootball, Silent Hill e Yu-Gi-Oh!… Aparentemente temos o primeiro ponto fora dessa curva.

    Darwin’s Paradox, desenvolvido pela ZDT Studios, é a mais nova e ousada aposta da empresa. Esqueça tudo que você viu nas outras franquias: aqui, a ideia é algo completamente fora da caixinha, onde absurdos e exageros se misturam em uma experiência de plataforma surpreendentemente divertida.

    E se você é fã desse tipo de jogo baseado em precisão e em muitas coisas acontecendo na tela… Bom, talvez a aventura de um pouco que foi tirado a força de seu lar seja exatamente o que você precisa.

    Longe de casa

    A história de Darwin’s Paradox é bem boba. Basicamente, você assume o papel de um polvo que tá de boa brincando com o colega no oceano, até que chega do nada uma nave espacial e te abduz, junto do colega e de varias outras coisas que tão por perto.

    Daí, você aparece em um mega complexo industrial supostamente alienígena. Quer dizer, supostamente não, alienígena mesmo, que pretende te transformar em comida pra uma grande rede de alimentos marinhos. Então não resta outra opção: o polvo precisa escapar de lá com vida, enquanto é perseguido por ratos, cozinheiros, captores, peixes gigantes e ate mesmo uma gaivota maluca.

    Darwin’s Paradox é um jogo de aventura e plataformas com abordagem cinematográfica. Enquanto seus visuais lembram muito as animações da Disney, com cenas em 3D e um altíssimo nível de profundidade ambiental, o gameplay não foge muito das coisas que você conhece: algo que Bionic Bay fez ao reduzir as frustrações do Super Meat Boy.

    Dessa forma, fica claro que a ideia do jogo funciona diante de precisão e quebra-cabeças. Ao longo de pouco mais de 4h, você deve passar por alguns capítulos narrativos e diversos mapas únicos, resolvendo questões que envolvem desde a fuga de captores até a sobrevivência em locais repletos de armadilhas.

    Aqui não vemos nada muito fora do normal. Os quebra-cabeças envolvem empurrar caixas, descobrir passagens secretas, ativar botões no momento certo e mais, enquanto as armadilhas vão desde espinhos a elementos da natureza, como fogo, raio e outros. Porem, é nas mecânicas de jogo onde Darwin’s Paradox realmente brilha.

    Polvo esperto

    No jogo, o polvo consegue escalar qualquer superfície, permitindo que você busque segredos, rotas alternativas e caminhos pra escapar das mais diversas situações. O movimento dele, alias, é muito daora. Pense numa coisa divertida e satisfatória é andar com esse polvo por tubulações e descobrir como avançar, às vezes, de uma forma que você nunca pensaria.

    Além disso, ele nada em águas “nadáveis”, digamos assim, ou seja, nada de tentar a sorte em poços contaminados. Ele também se impregna de radioatividade pra assustar ratos, algo que o deixa escorregadio e o impede, por exemplo, de escalar paredes ou se grudar. Há também um recurso de atirar tinta em locais que você consegue determinar, mas de duas formas distintas.

    Dentro da água, sua tinta vira um jato que o esconde dos inimigos. Por alguns segundos, você pode atravessar o fluxo e ficar invisível pra quem for, ate mesmo pra câmeras e maquinas que rastreiam teu movimento por meio de feixes de luz. Já fora d’água, sua tinta vira um tiro e consegue acertar objetos de interesse, como latas, desabilitar caixas de eletricidade e mais.

    Darwin também corre, mas apenas no oceano por meio de um dash, e pula. No geral, esses fundamentos são simples, mas muito bem feitos, e conversam bem com um jogo que busca, a todo instante, a objetividade. Há apenas algumas cenas animadas, por exemplo, e elas são muito bonitas, apesar de haver quedas de FPS pontuais devido a grande quantidade de informação.

    Design dos mapas e gameplay desafiador

    Já o design dos mapas é bem interessante, apesar de explorar pouco um mundo mais exterior, nesse sentido. Assim, nem sempre fica tão claro onde o polvo tá ou qual o sentido de tudo aquilo estar ali, dando a impressão de que apenas são áreas genéricas de esgoto e tudo mais colocadas dentro de Darwin’s Paradox pra dar volume.

    Mas se prepare pra morrer muito. Nem de longe o jogo é tão complexo quanto Bionic Bay e não há sistemas de combate aqui, mas as armadilhas frustram em alguns momentos. Nada que umas tentativas não resolvam, porém os tempos de carregamento poderiam ser ligeiramente menores, visto que o jogo tem esse conceito de tentativa e erro em quase toda a campanha.

    A precisão não é tão exigente assim e não há nada que te trave em termos de parar pra pensar. Mas alguns takes de câmera poderiam ser mais simples, pois as vezes a perspectiva mais atrapalha do que ajuda. Essas questões não são frequentes, mas como a ideia do jogo é essa de plataformas, o ideal é fazer o impossível pra não tornar a jogabilidade tão estressante.

    Universo curioso e belíssimo

    O mundo de Darwin’s Paradox, por sinal, é curioso e bem feito em termos visuais. Há diversas referencias à indústria e ao mercado gastronômico, críticas sociais a exploração animal, especialmente dos mares, e colecionáveis pontuais com alguns easter eggs bem daora e com mais informações de lore, totalizando 20 espalhados pelo jogo. E caso você perca algo, tem uma seleção de capítulos, então não existem troféus perdíveis.

    Tecnicamente, o jogo é muito caprichado. Os efeitos visuais estão muito bonitos e nem de longe destoam dessa estética mais cinematográfica. Ácido, efeitos dentro do mar, com um desfoque muito interessante em comparação com a superfície, eletricidade, fogo e tudo mais… Tudo realmente tá bem caprichado e se dá muito bem com os excelentes efeitos de partícula, sombras e reflexos.

    Em relação ao som, o jogo tem uma trilha sonora bem Scooby Doo, dando aquela sensação de desenhos antigos onde havia muito desajeitamento, confusões e desespero, mas de uma forma mais cômica. O jogo, aliás, tem muito alívio cômico, principalmente quando colocam frente a frente a persistente gaivota e o polvo.

    Darwin’s Paradox é diversão garantida

    No geral, Darwin’s Paradox é decente no que se propõe. Apesar de simples e muito curto, sua apresentação visual dispensa comentários e merece muitos elogios. Um belo trabalho de animação geral que o coloca na prateleira dos grandes projetos inspirados em animações em 3D, como Kena.

    A jogabilidade é acessível, as plataformas são equilibradas e os quebra-cabeças não exigem quebrar a cabeça demais. Porém, o mundo poderia ser mais ousado e a historia poderia ser mais rica por meio de CGIs.

    É um bom ar fresco da Konami, aproveitando esse intervalo aí sem grandes lançamentos de suas principais franquias. E principalmente, Darwin’s Paradox é um jogo divertido. Com certeza quem pegar ele vai gostar bastante por tar experimentando algo genuinamente agradável, leve e que não vai te esquentar tanto.

    8.2 Ótimo

    Divertido e cheio de personalidade, Darwin's Paradox é uma curta e simples aventura de plataformas que poderia oferecer um pouco mais.

    Pontos positivos
    1. Controlar o polvo é estranhamente divertido
    2. Boas mecânicas de progressão
    3. Liberdade para passar por algumas situações
    4. Gráficos bem bonitos
    5. Jogabilidade bastante acessível
    Pontos negativos
    1. Alguns problemas com a câmera
    2. Quedas de FPS em CGIs
    3. Campanha bastante curta
    4. Tempos de carregamento poderiam ser melhores
    • História 7
    • Som 8
    • Gráficos 9
    • Desempenho 8
    • Jogabilidade 9
    Darwin's Paradox
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