Desde o anúncio do Nintendo Switch 2, diversos jogos do Switch 1 receberam as chamadas “Nintendo Switch 2 Edition” — pacotes de atualização pagos, com escopos e formatos bastante diversos. Alguns desses pacotes trouxeram apenas melhorias técnicas; outros, também vieram com conteúdos inteiramente inéditos. Super Mario Bros. Wonder – Nintendo Switch 2 Edition + Vamos ao Parque Belabel é o mais novo pacote a chegar ao Switch 2, propondo-se a melhorar ainda mais a experiência original de Super Mario Bros. Wonder tanto em termos de performance, quanto conteúdo.
Caso queira saber um pouco mais a respeito de outras Nintendo Switch 2 Edition já lançadas anteriormente, você pode conferir as nossas análises de Super Mario Party Jamboree — Nintendo Switch 2 Edition + Jamboree TV e Kirby and the Forgotten Land – Nintendo Switch 2 Edition + Star-Crossed World. Como você pode notar pelos subtítulos, esse tipo de pacote é similar ao que temos em Vamos ao Parque Belabel, já que todas essas atualizações trazem não apenas melhorias pensadas no hardware mais poderoso de Switch 2, mas também novas fases e modos de jogo. São, de fato, expansões da experiência original

Há, contudo, uma grande questão que permeou as análises dessas versões: muitas vezes, o conteúdo novo adicionado a esses jogos parece ser curto demais, não fazendo valer a pena a aquisição do pacote como um todo. Ademais, também aconteceu casos em que a implementação desse novo conteúdo não é das melhores. No caso de Mario Party, por exemplo, as melhorias e novos modos eram relegados a um menu à parte, não conversando com o conteúdo já existente no jogo original.
Diante disso, e considerando o preço de Super Mario Bros. Wonder – Nintendo Switch 2 Edition + Vamos ao Parque Belabel (R$ 109,90 pelo pacote de atualização ou R$ 439,90 pelo jogo completo), a principal pergunta que eu me fazia enquanto jogava o título para essa análise era: será que as melhorias e conteúdos novos justificam um valor tão alto? A resposta é um pouco complexa, já que vai depender bastante do tipo de jogador no qual você se enquadra.

Mario Wonder, ainda mais fenomenal
Para compreender tudo o que Vamos ao Parque Belabel tem a oferecer, acho importante separar essa análise em três partes distintas. A primeira delas está ligada a todas as melhorias e novidades que o pacote incorpora ao jogo base; a segunda trata dos novos conteúdos single-player adicionados pelo pacote; e a terceira (e talvez mais expressiva novidade), está relacionada aos diversos modos multiplayer local e online que compõem o titular Parque Belabel.
Se tratando do primeiro aspecto do jogo, não tem como não dizer que essa Nintendo Switch 2 Edition melhora enormemente um jogo já quase perfeito. Em minha análise original (que você pode ler clicando aqui), eu teci enormes elogios ao modo como Super Mario Bros. Wonder revitaliza e evolui o formato de plataforma 2D da franquia Super Mario Bros. Criatividade, diversão e surpresas embalam toda a campanha do jogo original.

Por meio de Vamos ao Parque Belabel, essa campanha, que já era muito boa, se torna ainda melhor graças às diversas melhorias técnicas, novos personagens, novas opções de acessibilidade e um novo potencializador. Nesse sentido, vale reforçar que Super Mario Bros. Wonder já era um jogo lindo, que rodava super bem no Switch original. O hardware do Switch 2 eleva essa experiência visual fantástica, já que oferece gráficos 4k nativos na TV e 1080p no modo portátil, com um framerate estável de 60fps em todos os modos de jogo.
As novidades para a campanha também incluem Rosalina como nova personagem jogável, Luma, como uma personagem controlável com o modo mouse, o poder do superbroto (que oferece uma roupa baseada em flores, com poderes únicos), além de novas insígnias duplas, que misturam habilidades presentes no jogo base. São diversas novidades que adicionam um fator replay sem igual, já que você agora pode rejogar a campanha toda com esses novos personagens, habilidades e variações.

Vamos ao Parque Belabel também “corrige” questões de acessibilidade do jogo original, pois agora existe um modo ajuda que pode ser ativado para todos os personagens do jogo, permitindo que crianças pequenas joguem o título sem morrer ao tocar em inimigos ou cair em buracos. No jogo original, apenas Yoshi e Ledrão ofereciam ajudas do tipo, o que era um tanto quanto limitante. Agora, uma criança pode jogar com Mario ou Rosalina, por exemplo, e ainda contar com a ajuda nas fases mais desafiadoras.
Brigando com Koopinchas
Para além de todas essas melhorias que afetam também a campanha original do jogo, Vamos ao Parque Belabel introduz uma área inédita, que traz tanto conteúdos single-player, quanto multiplayer. Após acessar o titular Parque Belabel pela primeira vez, o Capitão Toad surge para apresentar ao jogador a Brigada Toad — um grupo de corajosos personagens que estão à procura dos Koopinchas, os sobrinhos do Bowser, que decidiram invadir o Reino Flor.

De modo geral, a Brigada Toad funciona como uma mini-campanha extra, que é constituída por sete novas batalhas contra chefes, além de 60 mini-desafios com formatos e objetivos distintos. Aqui está, inclusive, a minha primeira crítica mais severa à Vamos ao Parque Belabel: o conteúdo single-player apresentado possui muita qualidade, porém ele é bastante curto, deixando um enorme gosto de “quero mais” àqueles jogadores que, como eu, possuem predileção por conteúdos single-player.
As novas fases de chefe com cada um dos sete Koopinchas são absolutamente fantásticas, apresentando um ótimo nível de desafio, além de um nível de criatividade digno dos melhores momentos da campanha principal de Super Mario Bros. Wonder. Nessas fases, Larry, Morton, Wendy, Iggy, Roy, Lemmy e Ludwig se apropriam das Flores Fenomenais e se transformam em chefes únicos e variados, cada um com desafios diferentes e muito divertidos.

As fases de desafio também são ótimas, já que apresentam formatos variados. Em algumas delas, você não pode tocar nas moedas ou inimigos. Em outras, você precisa concluir a fase em uma corrida frenética, coletando estrelas pelo caminho. Surpreendentemente, algumas dessas fases incluem até mesmo mecânicas que não existiam no jogo base. É uma pena, contudo, que elas são bastante curtas em sua maioria. Mesmo com 60 delas, elas terminam mais rápido do que eu gostaria.
Quem tem amigos, tem tudo
Embora Vamos ao Parque Belabel não apresente uma quantidade tão expressiva de conteúdo inédito single-player, a situação muda enormemente quando você considera todos os modos multiplayer que o jogo tem a oferecer. Logo de cara, fica claro que o foco principal deste pacote de atualização está nesse extenso conteúdo multijogador, já que Vamos ao Parque Belabel claramente tenta transformar a experiência de Super Mario Bros. Wonder em algo mais “party”.

O jogo apresenta um total expressivo de 23 diferentes modos de partidas multiplayer, sendo que eles são divididos entre 17 modos focados em multiplayer local, e 6 modos exclusivos do multiplayer online. Há também a inclusão de um modo gincana, que permite combinar diferentes modalidades de multiplayer local em um torneio sequencial, no qual a pontuação de diferentes mapas é utilizada para definir o grande vencedor — algo muito similar ao que encontramos em jogos da franquia Super Mario Party.
Em termos de qualidade pura, as opções de multiplayer de Vamos ao Parque Belabel são surpreendentemente divertidas. Cada modo de jogo oferece uma experiência única, que é agrupada em modalidades de cooperação, como o modo no qual todos os jogadores precisam pular no ritmo certo, ou ainda modalidades de competição, incluindo corridas frenéticas com itens específicos, ou ainda modos que exploram ideias de esconde-esconde, ou ainda combates envolvendo itens especiais.

Tudo muito bom, tudo muito lindo, se não fosse por algumas limitações esquisitas presente nos modos multiplayer. Se por um lado os modos de jogo locais já limitam um pouco a experiência, visto que só funcionam em momentos nos quais você é capaz de reunir seus amigos em um mesmo lugar, por outro, os modos online são igualmente limitantes, já que não possuem qualquer tipo de lobby online. Isso significa que você só consegue jogar os modos onlines com pessoas que estejam na sua lista de amigos!
O jogo compensa um pouco essa limitação com a bem-vinda função do GameShare. Por meio desse modo, você pode convidar um amigo que não tenha o jogo para jogar contigo. Mesmo assim, o fato de o jogo não oferecer qualquer tipo de opção para ser jogado com estranhos online mata muito do potencial desses modos. Se você tiver amigos com quem consiga jogar frequentemente, a experiência de Vamos ao Parque Belabel é super divertida. Porém, sem a opção de simplesmente entrar e pular em uma sala online, o jogo fica limitado de uma maneira bastante comprometedora.

Review de Super Mario Bros. Wonder – Nintendo Switch 2 Edition + Vamos ao Parque Belabel – ótimo, se você tiver com quem jogar
No final das contas, é óbvio que Super Mario Bros. Wonder – Nintendo Switch 2 Edition + Vamos ao Parque Belabel melhora (em muito!) a experiência original de Super Mario Bros. Wonder. Todavia, por ser um pacote que oferece coisas muito diferentes uma das outras, não é todo tipo de jogador que aproveitará todo o seu conteúdo em plenitude, ao ponto de justificar o seu preço elevado.
Caso você seja um jogador single-player, existe sim um ótimo conteúdo a ser explorado em Vamos ao Parque Belabel – mas ele não é dos mais extensos. Caso você seja um jogador multiplayer, o jogo oferece uma quantidade bastante expressiva de conteúdo. Porém, devido à algumas limitações presentes no modo online, você precisa de amigos para realmente aproveitar todo esse conteúdo incrivelmente divertido.

Se você for o tipo de jogador que se encaixa nessas duas categorias, então eu digo sem medo que Vamos ao Parque Belabel vale todo o seu dinheiro. Por outro lado, caso você se encaixe apenas em um lado, ou em outro, então talvez seja melhor analisar se o novo conteúdo vai ser interessante para você. Em todo o caso, Super Mario Bros. Wonder é um jogo fantástico por si só, e certamente seu conteúdo básico será mais do que o suficiente para diversos jogadores. Caso você queira mais, aí sim Vamos ao Parque Belabel se torna uma pedida certa.
PS: A análise foi feita em um Nintendo Switch 2 através de uma cópia cedida pela Nintendo.
À primeira vista, Vamos ao Parque Belabel é um pacote que melhora a experiência original de Super Mario Bros. Wonder com novos personagens, melhorias de qualidade de vida e novos conteúdo single-player e multiplayer. Dito isso, seu foco em MP, preço elevado e limitações estranhas fazem desse um pacote que não atende a todos os tipos de jogadores.
Pontos positivos
- Mais bonito do que nunca
- Conteúdos single-player criativos e divertidos
- Muito conteúdo multiplayer
- Novas opções de acessibilidade
Pontos negativos
- Conteúdo single-player curto
- Limitações chatas nos modos multiplayer
- Preço elevado
- Jogabilidade
- Desempenho
- Direção de Arte
- Som
